Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, agosto 13, 2016

PGR avança com inquérito crime à contratação pela Arrow da deputada Maria Luís Albuquerque?
- ou só tem tempo para se ocupar das viagens da Galp?
Pergunto.


Caso na secção do DIAP que investiga a corrupção. Ministros das Finanças e Economia não esclarecem se impediram governantes de voltar a lidar com a Galp. Viagens ainda por pagar.


(e quem quiser ler o resto, que compre o Expresso)

Ah o Expresso, sempre tão diligentes os jovens moços de fretes do Expresso... Agora que aquilo dos Panama Papers revelou não ser a generosa nascente de onde iriam jorrar escândalos atrás de escândalos mas, antes, uma gaitinha de onde não saíu mais do que uma mijinha de gato, viram-se para os biscates.

Desde que o público-alvo do que em tempos foi o jornal de referência aqui do burgo passou a ser o mesmo do Correio da Manhã, o Expresso deu em fazer parangonas em que mistura palavras apimentadas com 'casos' que talvez façam salivar os clientes dos cafés do bairro.

O genuíno agora fala, em garrafais, das subvenções e ilustra o furo com... Sócrates. Claro. Como não havia investigações ao sapateiro que pôs as meias solas nos sapatos de Sócrates ou ao varredor de rua que apanhou uma folha de árvore que foi pisada pelo Sócrates para alimentarem mais uma 1ª página do Caso Marquês, passaram para as subvenções. Podiam ter ilustrado a notícia com o Duarte Lima ou com a Assunção Esteves. Ou com qualquer outro dosduzentos que as recebem mas não, tinha que ser o Sócrates. Aquilo é fixação. Ou não: a verdade é que o Sócrates vende mais e, para vender mais, vale tudo. E os do Expresso, não sabendo o que dizer mal do governo ou da geringonça nesta semana tão dramática, com o país em chamas. voltaram-se, outra vez, para as viagens da Galp. O Montenegro e correlegionários foi à bola à pala da Olivedesportos, a Cristas à boleia da FPF, os jornalistas do Expresso também à pala da Galp - mas isso não intereesa, o que interessa é alimentar a parvalheira e juntar a palavra crime e o papão do PGR e deixar no ar que vai para aí um granel maior do que os submarinos do irrevogável Portas ou que os ex-calotes à Segurança Social do Láparo ou, até, que a indecorosa contratação da ex-ministra das Finanças, a pinókia agora deputada da Nação, por uma empresa como a Arrow. 

Ui. Crime, viagens pagas pela Galp, suspense, suspense, o que virá ainda a descobrir-se... leia o interior ou, melhor, leia os próximos capítulos... O Expresso revela tudo, os pormenores sórdidos, tudo, tudo...
Olhem, por estas e por outras é que dou uma espreitadela nos jornais online portugueses e piro-me, logo a seguir, para as harpar's, madames figaros e vanities desta vida. O que calhar. Qualquer coisa menos esta sistemática poeira para dar cabo dos olhos da populaça.

Expresso em papel? Estou limpa. Há mais de um ano que não consumo.

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Ricardo Costa: o menino à direita

Olhe, ó mano Costa, para não se queixar que eu não sou meiguinha para si, esta dançazinha aqui abaixo é um presentinho meu. Aceite, que é de gosto que lho ofereço. Escolhi com cuidado. Acho que vai gostar já que é uma coisa ao seu nível.
Devia, meu Caro, entreter-se com coisas assim, adequadas ao seu nível etário (mental e psicológico). Depois, quando crescesse e se livrasse de complexos, logo voltava a dedicar-se à comunicação social. Ok?


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E desçam, meus Caros Leitores, para verem uma jovem voadora que é só músculo, arte e anti-física.

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2 comentários:

Anónimo disse...

se o voo foi charter, com cento e cinquenta borlistas lá dentro, vai ser um megaprocesso. Pelo menos terá a vantagem de ficarmos a saber quem foi.
De resto a pgr, é o que é, uma casa de coiros mal vestidas que nem têm a noção de que já não têm idade para aqueles trapos.

Quanto ao Expresso, faça como eu: não compre. Tem meia dúzia de notícias e um corpo de ballet de avençados que comentam. Comentam a economia, a política, a sociedade, sempre com ciência traduzida, muita intriga de capela e a vaidade de escrevinharem no The New York Times da aldeia.

Anónimo disse...

Ainda não consegui encontrar explicação para que ninguém chame à colação uma célebre viagem e estadia de férias no Brasil, feita por Durão Barroso, quando era primeiro-ministro, a convite de um conhecido capitalista português. Será que nesse tempo a ética era vista ao contrário?! Ainda não entendi...