Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, julho 25, 2016

Não, ainda não vimos tudo.
O fim dos tempos está a chegar, sim, mas vem muito devagariiiiiinho.
A ideia é ir-nos calcando os miolos, lentameeenntee, muito lentameeeeennnteeeee...
Só parar quando tivermos ensandecido. De vez. Todos.


Depois de, abaixo, já ter referido quão hot e, diriam os puristas, ordinário era James Joyce quando se inflamava escrevendo cartas igualmente inflamáveis para a sua apaixonada Nora, estava aqui a pesquisar umas cenas para trazer também aqui o tema da Diane Arbus que tão detalhadamente veio à baila no Público creio que deste domingo.

Mas as noites estão quentes, eu ando cansada -- para além do trabalho que não devia apertar nesta altura mas aperta -- tudo o que é caranguejo da família mais chegada tem estado a festejar aniversários (este fim de semana foi o quarto, com festejo cá em casa). Ou seja, o descanso, por um motivo ou por outro, nunca chega a ser retemperador.

Por isso, ponho-me para aqui bem intencionadamente à procura de imagens ou de filmes e dou por mim a capinar, meio adormecida.

Por isso, acabei de resolver: as disfuncionalidades da Diane ficam para melhores dias. O que despacho, e é já, é a prova provada que o fim dos tempos está aí e parece que veio para ficar.

Então não é que, nestas minhas erráticas deambulações, dei com uma das maiores parvoíces de que há memória?

Vai ser inaugurada no início do próximo ano uma igreja de vidro azul, especial para casamentos e sessões fotográficas, com facilidades para o serviço completo incluido biscoitos e sofás para 'lovers'. Tem 17 metros de altura, 11 de comprimento, custou 685.000 dólares e foi construída em tempo record, cerca de dois meses. Situa-se em Chiayi, em Taiwan, e o aspecto é do mais religioso que há. Imagine-se: um sapato alto.


Claro que já é uma atracção turística com aquela gente toda a fazer poses em que parece que estão com o sapato na mão ou a olharem para o macaquinho, nas selfies da praxe.

O mundo vai caminhando para a maluqueira generalizada. Provavelmente é assim que um dia, espero que daqui por muitos anos, isto vai acabar: tudo maluco.

Jovem com uma igreja na palma da mão

Só espero é que nesta linda igreja -- que até parece obra da nossa Joaninha-dos-Naperons e dos Sapatos-Feitos-com-Tachos -- venham a celebrar-se belos casamentos, com cerimónias lindas de morrer onde aconteçam momentos memoráveis que de imediato sejam partilhados com o mundo inteiro. Como estes aqui abaixo, por exemplo:

Grandes momentos em casamentos de 2016 
(incluem quedas que é aquele toque de romantismo que os casamentos animados devem ter)



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E para continuarem num ambiente de romantismo mas com mais sal e pimenta e num tom completamente diferente, queiram, por favor, descer até ao post que se segue.

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