Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, abril 07, 2016

E para a Marilú -- com a sua Ética de estimação, o seu lugar de deputada como biscate no intervalo da Arrow, o Banif que empurrou com a barriga, e o seu narizinho de pequena pinóquia -- não vai nada, nada, nada...?
Não. Era o que mais me faltava.
Não é por nada mas prefiro o Lulu.
Com vossa licença, que entre o meu amigo Manuel João.



Cheguei tão tarde a casa, tão tarde. Sento-me à mesa, cansada, ligo a televisão e lá estava a descarada, sempre com aquele risinho que tenta passar por faceiro, toda ela de narizinho empinado, toda feita fofinha, sempre com a resposta na ponta da língua -- e tanta mentirosa que eu conheci tal e qual assim -- sem ética nem moral, a displicência de quem sabe que nunca se vai dar por vencida porque aos outros tolhe-os a vergonha da frontalidade e aos descarados de alto calibre nada os tolhe.

Com o à vontade de quem se habituou a dizer e a fazer o que quer, ali estava ela, pimpona, lampeira.

Durou um minuto, se tanto, que logo de seguida se desligou a televisão. Não se aguenta ter uma desavergonhada destas, que tanto mal fez ao país e que agora, oportunista e provocadora, ali anda ganhando em dois carrinhos e fresca como se ainda lhe sobrasse tempo.

Agora, aqui chegada, sem saber de nada do que aconteceu durante o dia e cheia de sono, penso se não deveria mostrar a repulsa que sinto sobre tão manipuladora figura. Mas não. Não vou desperdiçar estes momentos da minha vida a falar de uma qualquer que por aí anda.

Fui então em busca de alguém que me desse vontade de rir. Ah, como são generosas as pessoas que nos fazem rir.
O Manuel João é cá dos meus, um ganda maluco. E deve ser uma boa pessoa. 
Como será na sua vida quotidiana? Divertido ou ensimesmado? Por acaso gostava de saber. Deve ser generoso, desinteressado, incapaz de prejudicar alguém. assim, pelo menos, o imagino eu.
Mas, então, dizia eu, chamei por ele e ele veio para me fazer rir. Thanks a lot, my good friend.

Lulu -- Ena Pá 2000


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As fotografias não têm nada a ver com o texto, como é bom de ver. Mostram a russa Katichka que gosta muito do seu lindo gato e, para provar a sua estima, fez um corte de cabelo que contempla a carinha do seu amiguinho. Além disso, usa o cabelo mais ou menos da cor do cabelo das partenaires do Manuel João e isto, como se sabe, anda tudo ligado. E desta forma podem comprovar como, para mim, até a querida Katichka é mais merecedora da minha boa atenção do que a cínica da Marilú.

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