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terça-feira, abril 12, 2016

Aleluia! O Lombinha dos Briefings ressuscitou! Vi-o com estes que a terra há-de comer: apareceu na RTP 3, com uma Ana Lourenço de camisa abotoada até aos gorgomilos, a debater com o Bernardino Soares.


Depois dos macacos e dos pdf's do post abaixo, eis finalmente um post minimalista. 

Uma vez mais, cheguei a casa tarde e más horas, desejando descalçar os high heels, cheia de fome, impaciente, a precisar de me vingar em alguém. Entro, acelero em direcção à varanda onde tenho por hábito desfazer-me dos sapatos, depois ao quarto onde largo a roupa, e por aí vou, deixando a pele pelos cantos, apanhando o cabelo, e etc. Depois, já mais terra a terra, enquanto arrumo umas cenas, o meu marido põe a mesa e aquece o jantar que cozinhei no domingo à noite.

A seguir, toca o sino, é o meu chamamento, e eu lá vou, já mais normalizada. Chego à copa e, reflexo condicionado, ligo a televisão. Ao olhar para o ecrã nem queria acreditar: o meu Lombinha?!?! O meu marido confirma :'Olh'ó gajo! O Lombinha!'. Fizemos uma festa. Há que séculos não víamos o fofinho. Perguntei ao meu marido 'Afinal de contas, o que é que ele fez enquanto esteve no governo?'. O meu marido respondeu já sem interesse: 'O que é que fez...?! Então não sabes? Fez três briefings. Foram buscar o gajo, que era muita bom, um craque de mão cheia, que ia fazer uns briefings muito modernos. Fez três briefings e das três vezes a seguir alguém caíu, ou ministro ou secretário de estado.'. 

Pois foi. Tiveram logo que o pôr com dono. Ficou na casota. Aliás, a ver se o Bernardino amanhã não vai à vida -- do ponto de vista televiso, claro --, tal a malapata que aquele Lombinha transporta.

E, enquanto estávamos nisto, distraímo-nos e mudámos de canal, nem mais nos lembrámos do Lombinha. Coitado. Depois, quando dei pela enormidade do que tínhamos feito até tive pena do pobre. É que nem nos lembrámos que o fofinho estava ali para falar. E, se calhar, até tinha coisas relevantes para dizer, o texuguinho mais cabeludinho, tadinho.

Coitado do Lombinha.
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E queiram, por favor, descer até ao PDF do Manuel João que, por acaso, não tem nada a ver com os macacos que transporto, todo o santo dia, ao colo.


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