Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, março 05, 2016

Para já, assim de repente, talvez mandasse para o espaço um ou outro que eu tenho para mim que bem precisam. Uns 5 centímetros a mais talvez lhes dessem cá um jeitão.





Scott Kelly regressou a Terra na quarta-feira depois de 340 dias na Estação Espacial Internacional.



E eu, na minha ideia, ao dizer que mandava alguns para o espaço a ver se ganhavam tamanho, não estou apenas a referir-me à altura. Que, se fosse isso, quase tudo o que é homem que frequenta a televisão devia lá ir passar uma temporada: tudo uns pequenotes que só visto. Volta e meia vejo-os às compras ou a almoçar e só não me benzo porque não sou cá disso, de benzeduras. Na televisão parecem uns homenzarrões e, ao vivo, parece que não medraram, que só têm cabeça; e até penso: ora se isto é com os que parecem grandes imagine-se como serão aqueles que se vê logo que são pininins (como a minha filha dizia quando era pequenina). Que não tem mal nenhum um homem ser pininim -- e só não conto aquele movimento de mão com o polegar e o indicador espetados que um dia um pininim catalão fez a uma colega que estava sempre a implicar com ele, para não me tornar a madama-repetitive.

Mas, enfim, nem era já nesses que estava a falar. É naqueles a quem, cá na minha, lhes falta tamanho noutros sítios. Estou a pressupor, claro, que, no espaço, tudo cresce por igual. As mãos, os pés e etc. Eu não devia dizer isto porque senão, às tantas, dou uma péssima imagem de moi-même, mas é que há por aí uns valentões que fazem e acontecem e que a gente olha para eles e vê logo que, coitadinhos, aquilo é mesmo só conversa. Por exemplo, há alguns que se levantam nas bancadas do Parlamento, debruçam-se e quase parecem uns gigantes, e que matam e que esfolam, todos eles frases de efeito, e a gente olha e pensa logo: havia de ser giro isto no tempo dos duelos. À mínima saíam a correr às escondidas, a cacarejar como umas frangas assustadiças.

Ou aqueles malandrecos que só pelo que escrevem, especialmente em comentários anónimos, malcriados, incomodativos, a gente vê logo os coisinhas que são: haviam de nos aparecer à frente, cara a cara, a ver se tinham coragem para dizer um décimo do que escrevem pela calada. 


Mas, enfim, àqueles que têm mentes perversas e que acham que estou a referir-me aos que bem poderiam concorrer ao concurso internacional dos pénis mais pequenos, digo que não, não é nisso que estou a pensar. Pelos vistos, esses até se orgulham - a julgar pelos que vejo nas fotografias, esses até exibem a sua insignificância com soberba e prestam-se a medições para provar que ninguém o tem de menor calibre. Por isso, não senhor, esses que fiquem cá pela terra. Refiro-me, sim, aos que não têm um pingo de vergonha na cara, de decoro, de pudor, de moral, de ética e, até, de sentido estético - que isto de ver farsantes armados em parvos, a dizerem baboseiras umas atrás de outras, julgando que os que os ouvem são tão parvos como eles, até ofende o nosso gosto: é uma coisa feia, mesmo muito feia.

Os dois sempre na risota
(Não é por nada mas eu cá sempre ouvi dizer que muito riso, pouco siso)

Por isso, alguém que pegue no Passos Coelho, no Matos Correia e na Maria Luís e, se faz favor, os mande para o espaço (refiro-me só a estes três porque, para já, assim de repente, sobre estes últimos desenvolvimentos da política tuga, não vi mais nenhum a dar a cara pela Marilú, ou a atirar a culpa da condenação do estado português por aquilo dos sawps do Santander para o governo do Sócrates; mas, enfim, se puserem um microfone à frente do deputado Amorim ele irá, certamente, do alto da sua enxundiosa prosápia, soltar umas tiradas laudatórias; ou aquele puto omnipresente, nunca me lembro do nome dele, um que parece que foi secretário de estado do láparo, um que é pau para toda a obra, esse também diz o que for preciso).


Ah, aposto que o Carlos Costa também deve achar muito bem que a Marilú vá trabalhar para os fundos abutres enquanto é deputada
Ah e também deve achar que a culpa do imbróglio que a a Miss Swaps arranjou com o Santander também foi da culpa da mãe e do pai do Sócrates por o terem concebido
Farinha do mesmo saco e com responsabilidade partilhada nos milhares de milhões derretidos às mãos deles


A este grupinho talvez o espaço lhes fizesse crescer o decoro, a decência, o respeito pelos outros. Mesmo que apenas uns 5 cm - sempre era melhor que nada.

Tinham é que ficar lá uma larga temporada porque aquilo é uma chatice, parece que o tratamento não é definitivo
Continua o artigo do DN: "Os astronautas crescem no espaço porque a coluna vertebral alarga", explicou à CNN Jeff Williams, da Nasa. "Mas voltam à estatura inicial ao fim de algum tempo na Terra", disse.
Chato isso.


[Bem, não quero ser mázinha: para os que estavam todos contentes a pensar que eu estava com ideias avançadas e que, depois, ficaram tristinhos, aqui está um link para um filminho que vos vai deixar outra vez animados. Não o coloco aqui porque gosto que os meus leitores fiquem contentes mas, enfim, também não exagero. De qualquer forma, é uma ideia para um programa de televisão moderado pela Teresa Guilherme. Por exemplo.]

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um sábado muito feliz.

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1 comentário:

Rosa Pinto disse...

Chato sim. Caramba..escreve bem! Os pininins abundam por cá. Espaço com eles e que não voltem ...5 cm de coluna e muito chá de vergonha na cara.