Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, março 29, 2016

O Marcelo e a aprovação do OE que deve ter deixado o Láparo com um big melão.
O Louçã que foi convidado como comentador da TVI e deu nota 18 ao Presidente.
E, nada mais havendo a declarar, mostro a secretária onde costumo dormir a sesta no escritório e o sofá que espero bem que esteja à minha espera para eu descansar quando o sono apertar durante a reunião.


Bem, agora que já coisei a propósito do amor e da senhora que achava que o amor coiso e tal -- e se estou a falar de coisidades é apenas para usar terminologia que o seu (dela) amor usava para aprofundar os temas onde mergulhava -- deixem que vos diga que isto parece que qualquer coisa está a mudar aqui pelo burgo porque, apesar de não ter conseguido ouvir o Marcelo a aprovar o Orçamento 2016, ainda cheguei a tempo de ver o Louçã como comentador na TVI,
- o Louçã! Não o David Dinis, não o João Miguel Tavares, não o Baldaia, não o José Manuel Fernandes, não o Henrique Raposo, não a Helena Matos, não nenhum outro desses veteranos... mas, pasme-se, o Louçã, ele mesmo, em pessoa! -
e não é que o Louçã deu nota 18 à justificação que o Marcelo deu ao País para aprovar o OE...? O Marcelo, ao ouvir isso, até deve arrulhar de contentamento. Fogo... o Louçã a dar um 18 ao Prof. Marcelo?! 

Ultimamente não tenho visto muita televisão pelo que não presenciei o momento exacto em que a coisa desbalanceou e pendeu para um lado diferente daquele para onde andou pendido nos últimos quatro anos. Mas uma coisa é certa: a julgar pelo que hoje me foi dado testemunhar, parece que, em pouco tempo, o país se virou de pernas para o ar e, se tínhamos um Governo liderado por uma criatura com alguns défices cognitivos e uma Presidência ocupada por um senhor com poucas maneiras e que tinha bebido pouco chá em pequenino, agora até parece que entrámos na normalidade e temos um país bem governado e bem presidido. 

Pelo que o Louçã contou -- e o Louçã fala bem, é claro na exposição, é afável na argumentação -- fiquei com pena de não terem infiltrado um drone ao pé do Láparo, do Bácoro e dos seus muchachos. Sempre gostava de lhes ter visto a carinha de tacho enquanto o Marcelo lhes dava com a tampa na carola. Depois de já por diversas vezes lhes ter tirado o tapete, agora não perde oportunidade de lhes saltar em cima a pés juntos.

Claro que agora podia tentar ouvir essa conversa do Marcelo mas, em vez de ter a televisão num canal de notícias, tenho no Alvim no 5 para a meia-Noite. A esta hora já só tenho paciência para malucos mas malucos de verdade, que se assumem como malucos, não para malucos armados em comentadores ou deputados.

Tirando isso e não querendo falar da senhora que se atirou ao mar para ver se apanhava o paquete onde ia o marido escorraçado (e não quero comentar porque primeiro gostava de saber se a senhora é boa da cabeça pois não quero pôr-me para aqui com chalaças sobre alguém que esteja a bater mal), acho que me vou ficar por aqui pois esta terça-feira tenho que madrugar, mais um daqueles dias que dura, dura, dura. 

Se soubessem o sono que volta e meia, depois de centenas de quilómetros, me dá nas reuniões... Um sacrifício para me manter acordada...

Quando isso acontece no meu gabinete já tenho o problema resolvido. Arranjei uma secretária multi-usos que de tarde uso sempre. Abro a portinhola para o espaço ficar arejado, entro na caminha e durmo até serem horas de me despachar e pôr-me a caminho. Eu mostro pois podem achar inspirador e seguir o meu exemplo.

Quando está fechada, uma secretária normal

Quando se abre, para eu poder pôr o sono em dia, fica assim: agradável

Para amanhã, que é dia de reunião fora do escritório onde habitualmente trabalho, já pedi que, numa salinha ao lado, fizessem o favor de instalar uns sofás confortáveis. Enviei o desenho e o link para o local onde os descobri para que façam a gentileza de tratar do assunto. Espero que me tenham levado a sério.

Disse-lhes que uns 4 destes devem chegar porque a maior parte são homens portugueses e os homens portugueses têm a mania de se armar em machões, não precisam de descansar, são muito feras, sempre alerta. 

Para mim pedi também uma mantinha com touca para me sentir aconchegada, não ouvir barulho e dormir como deve ser
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Já agora, para não dizerem que vieram aqui perder tempo e nem uma musiquinha para alegrar a vossa alma, deixem que mostre aquela rapaziada dos Ok Go de que eu tanto gosto. Aqui estão a fazer publicidade a mobílias o que, como é bom de ver, vem muito a calhar. Vejam que é muito bom, nada a ver com cantorias místicas e pinceladas balléticas.


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E é isto. Relembro que sobre amores mal digeridos há falatório filosófico no post abaixo. 
Espero que aprendam alguma coisa e depois que façam a caridade de vir cá contar, ok?


2 comentários:

Um aluno dum mau professor disse...

Eu tambem durmo na secretaria quando me apetece e posso.Geralmente apetece-me quando posso. É tão bom, mesmo que por breves segundos depois de almoço.
Jorge, Um manso s j

Rosa Pinto disse...

Um sofá destes também quero!!!