Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, março 30, 2016

A química entre pessoas tem a ver com o romantismo, com o coração? Ou com os sentidos?
(E como se explica a atracção via internet? - Não sei. pergunto)


Depois de um dia daqueles, eis-me aqui aterrada, mais morta que viva. É que depois de ter madrugado e ter tido um dia dos avantajados em termos de quilómetros, com uma reunião pelo meio -- e sem que tivessem atendido ao meu pedido (não consegui dormir a sesta, imagine-se a desfeita) -- ainda voltei ao local de trabalho e, para acabar em beleza, ainda apanhei um trânsito dos diabos.

O que me valeu, no regresso a casa agora à noite, é que tinha uma garrafinha de água para ir debicando, senão tinha adormecido. Vinha ao telefone com a minha mãe e ela dizia: 'cuidado, vê lá se te deixas dormir' mas descansei-a porque, vindo praticamente parada, o prejuízo não seria grande.

Quando agora liguei o computador, vacilei, pensei que me apetecia ir dormir. Mas sou uma escrava do trabalho, não me sentiria bem se abandonasse este posto de trabalho sem cumprir o turno da noite.

Apenas há pouco, enquanto jantava a minha sopinha e a minha saladinha, vi um pouco do noticiário e pareceu-me que o plano de reformas que o António Costa apresentou era bem feito e que estava a receber elogios à esquerda e à direita. Mas não posso pronunciar-me sobre o que não conheço. Só sei é que o desgoverno do Passos e do Portas andou 4 anos para parir um plano de reformas e chocaram, chocaram e não nasceu um único pinto, e estes, em 3 ou 4 meses, parece que já apresentaram um trabalho feito com pés e cabeça. 

Enfim, adiante, cansada como estou, não me apetece bater em ceguinhos (e eles,  coitados, são daqueles de quem se diz que quem não sabe é como quem não vê, ceguinhos, ceguinhos).

E agora, enquanto escrevo, ouço na televisão uma repórter que fala compulsivamente, uma verdadeira picareta falante. Houve tiroteio na Musgueira ou na Alta de Lisboa (ainda não percebi) e ela está em delírio, até já está ofegante, parece que atingiu o seu momento de glória e que não está a suportar tanta auto-euforia. Se há barracada no Brasil as nossas televisões entram em histeria, é Dilma e Lula em overdose; se há drama em Bruxelas, é de manhã à noite, se há um congresso com a Cristas, é non stop. Agora há uma rixa entre grupos rivais e está tudo em transe, já com comentadores em tempo real e os directos a mostrarem ruas com um ou outro polícia ou a porta do hospital de Sta Maria. Do estúdio uma pergunta à outra qual o estado físico das vítimas. Se lhe mostrassem uma perna com um buraco aí é que elas se babavam. Credo. Que doença, isto. Uma parvónia angustiante, esta comunicação social. Qualquer osso que lhes atirem, e aí vão todos, esquecidos do que se passa no resto do mundo.

E eu não tenho assunto porque com a cabeça esvaída e aquelas moças ali a matraquearem-me os ouvidos, não consigo articular uma linha de raciocínio.

O que vale é que o meu amigo, o algoritmo da Google, zela por mim. Liguei o YouTube e o que o fulano 'recomenda para mim' é inacreditável. 

Não é pela raça dos supostos envolvidos no tiroteio, mas ocorre-me dizer que estou com um olho no burro e outro no cigano; e, assim sendo, enquanto espreito a coboiada na televisão e escrevo, já estive a ver um dos vídeos e, dado que lhe acho graça, partilho-o convosco.

Trata dos mecanismos da sedução ou da atracção e da importância dos sentidos nisso. Concordo plenamente. Mas intriga-me a sedução ou atracção via internet. Se as pessoas não sabem como são fisicamente, se a pele é macia, se a voz é agradável, se o olhar é cativante, etc, que mecanismos é que são activados para as pessoas se sentirem inelutavelmente atraídas? Ainda hei-de ver se descubro. 



A ciência da atracção


Romantic chemistry is all about warm, gooey feelings that gush from the deepest depths of the heart...right? Not quite. Actually, the real boss behind attraction is your brain, which runs through a very quick, very complex series of calculations when assessing a potential partner. Dawn Maslar explores how our five senses contribute to this mating game, citing some pretty wild studies along the way.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.

(Acho que hoje não me enganei... Hoje é que é quarta-feira, certo...?)

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1 comentário:

Anónimo disse...

Olá UJM, isto da matemática e do amor assusta-me! E não é por falta de vocação, que acho que tenho para as duas. Estamos a chegar muito depressa à capacidade de modelar um semelhante sem percebermos ainda como fomos também nós modelados. Tenho uma relação de amor-ódio com certas áreas científicas. :-) Rita