Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, janeiro 30, 2016

Olhe lá, ó Sr. Passos Coelho! Ainda não curou aquela sua doença do 'bom aluno'?! Que raio de conversa mais pindérica é essa de se gabar de nunca ter passado pelo embaraço de ter um ministro das finanças a ser corrigido pela UTAO? Mas quantas vezes, ó senhor, quantas, foram, consigo, com o Gaspar e com a Albuquerque, o orçamento e a execução orçamental criticados pela UTAO? Já não se lembra? Mas ser criticado ou alertado tem mal? Ou o que tem mal é não acertar uma? Ou o que tem mal é também andar a enganar Bruxelas ou os Portugueses? Ou o que tem mal é andar sempre de calças em baixo a tentar agradar a Bruxelas a troco do que quer que seja? Caraças para o homem, credo.


No post abaixo já deixei uma adivinha e, porque sou uma menina boazinha, deixei também a solução. E não, não é um teste à vossa inteligência ao contrário do que possam pensar: é mesmo só paródia.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. 

Estou aqui com uma em mente (e que tem a ver com uma fotógrafa de que gosto bastante) e a ver se lá consigo chegar que hoje estou numa de adormecer de minuto a minuto. Mas antes, embora a contragosto, não tenho outro remédio senão voltar ao Láparo. Será sina nossa, este emplastro que não nos deslarga?


À hora de almoço ia de carro quando ouvi um excerto do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República. 
A propósito, aquela de o António Costa tratar o Passos Coelho, por duas vezes, por senhor primeiro-ministro até parece aquela minha ao tratar o Ney Matogrosso por tal e coiso, que agora tenho vergonha de explicitar (mas que explicitei no outro dia). Há com cada lapsus linguae mais chato...

Mas, dizia eu, ouvi um bocado do debate. Quando parecia claro para todos, incluindo para o próprio, que Passos Coelho, nos quatro anos em que andou a espatifar o país, vendeu em Bruxelas um peixe diferente do que tinha para vender -- nomeadamente vendendo lá fora as medidas temporárias como definitivas -- em vez de, envergonhado, se esconder debaixo da secretária, saíu-se com aquela que escrevi no título, que ao menos nunca tinha passado pelo embaraço de ser corrigido pela UTAO. Ouve-se uma coisas destas e só nos dá vontade de rir. Parece aqueles totós que fazem tudo à socapa, uns sonsos que se fazem passar por bons meninos mas que são uns calinas da pior espécie e que ainda se gabam de, a eles, nunca ninguém os ter posto de castigo. Quem lhe aplicasse um calduço... (metaforicamente falando, claro, que eu não gosto de violência física -- nem mesmo quando o pescoço é de um láparo que parece andar sempre a pedi-las)


A Merkel e o seu discípulo Pinókio (que, por acaso, tem cara de láparo)

Há pouco, enquanto jantava, vi na televisão a cara do figurão enquanto era acusado pela oposição em peso de ter vigarizado ou Bruxelas ou os Portugueses: uma cara de enjoado, sem lábios, ar retorcido, um esgar a caminho de ser um intragável sorriso amarelo. 

Mas agora, enquanto escrevo, vi-o -- com cara de quem está a mentir com quantos dentes tem -- a dizer que as medidas eram temporárias mas que podiam ter efeitos estruturais e que ele sempre disse em Bruxelas uma coisa e a outra. E eu, ouvindo esta criatura, fico com a sensação que o sujeito das três uma: ou não tem vergonha na cara ou não percebe o léxico ou tem um qualquer défice cognitivo. Também pode acontecer que seja o cúmulo da desgraça e que acumule as três.

E é que podia estar calado a ver se a gente se esquece dele. Mas não. É a toda a hora a exibir este seu lado de troca-tintas, mas de troca-tintas destituído porque nada do que diz faz sentido. Caraças.


Esta gente do PSD e CDS que tão más provas deu da sua competência, falhando, uma a uma, todas as metas, desde as do crescimento, às da dívida, passando pelo desemprego ou do cumprimento orçamental, por aí anda a falar como se tivesse alguma autoridade para falar do que quer que seja. 

Não têm autoridade! Nenhuma! Alguém lhes diga isso, por favor.

E em vez de estarem coesos em torno do Governo que anda a lutar por melhores condições para os portugueses, esses pafianos por aí andam anti-patrioticamente a desestabilizar tudo, desde a opinião pública às famigeradas agências de rating. Se soubessem amar, um bocadinho que fosse, o seu País, juntavam forças e, perante o insucesso da receita anterior, defendiam a pés juntos, perante os germanófilos ou os burrocratos ou o escambau, as medidas de alívio que o Governo de António Costa anda a tentar aprovar e apresentar aos sacanas de Bruxelas. Mas não. Vendilhões até ao último estertor (político), não vão descansar enquanto não armarem alguma estrangeirinha. Não há paciência!

Não sei se ainda andam de bandeirinha na lapela mas, se andam, juro-vos que se algum dia me apanho ao pé do láparo lha arranco nem que seja à dentada.


Com tanto tacho que arranjou para os amigos, será que não há nem um que lhe arranje um tacho a ele, na Conchichina de preferência para nunca mais nos entrar na sala sem ter sido convidado?! Pode não saber fazer mais nada mas, ao que consta, lá dizia um anterior patrão, parece que é bom a abrir portas. Mandem-no para a China fazer de porteiro dos amigos da Fosun ou da Three Gorges ou mesmo no comité central do PC chinês. Chiça.

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As imagens provêm, como é bom de ver, da verdadeira arca do tesouro que é o We Have Kaos in the Garden

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E, meus Caros, já não é agora que vou falar da fotógrafa que tinha em mente. Estou a cair para o lado de sono. A ver se amanhã, antes de almoço, o consigo -- que amanhã vou ter o dia preenchido e a meninada cá em casa e excursões familiares aos bisas e etc. Por isso, vamos ver o que consigo fazer.

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Relembro que não devem deixar de ir ver uns amiguinhos nossos ao post que se segue.

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3 comentários:

Um Jeito Manso disse...

Caro Comentador-Sisudo,

Agradeço a gentileza de me enviar um link para O Insurgente. Claro que não li. Sou muito selectiva e só leio coisas com as quais possa aprender ou divertir-me ou que me ponham a pensar. Ora o dito blog, do que lhe conheço, é manipulador, chato, tendencioso. Será bom para quem seja pouco exigente ou goste de se deixar enganar. Não é o meu caso. Quanto às gracinhas com que me brinda só posso dizer que vi que estava muito engraçadinho hoje, não...?

De qualquer forma, não publiquei o seu comentário. A verdade é que não me apeteceu dar-lhe o gostinho de ver as suas gracinhas publicadas. Temos pena.

Mas olhe, volte sempre que as suas gracinhas me fazem sorrir (mesmo quando o seu intuito é ser mauzinho).

Uma boa noite ou um bom dia consoante a hora a que me leia.

Anónimo disse...

"Sou muito selectiva e só leio coisas com as quais possa aprender ou divertir-me ou que me ponham a pensar. Ora o dito blog, do que lhe conheço, é manipulador, chato, tendencioso. Será bom para quem seja pouco exigente ou goste de se deixar enganar."

A sua argumentação é fantástica...

Tudo o que não bajule o seu ideal socialista é portanto manipulador e tendencioso.Prefere enterrar a cabeça na areia e acreditar no seu ideal sem olhar para defeitos ou virtudes do mundo e acreditar que está do lado dos bons...Pergunto-me se algum dia terá mudado de opinião acerca de algum assunto económico ou político mas calculo que não se só lê informação com determinada agenda...

Eu prefiro ler de tudo. Prefiro ser informado e conhecer as diferentes visões do mundo...São opções...

“Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar.” António Vieira

“Se apenas leres os livros que toda a gente lê, apenas podes pensar o mesmo que os outros estão a pensar.” Haruki Murakami

Um Jeito Manso disse...

Senhor comentador que acha que tenho uma argumentação fantástica,

Vou explicar devagarinho a ver se percebe: o meu tempo é finito. Por isso tenho que ser selectiva e escolher ler aquilo com que aprendo ou me diverte ou qualquer coisa que se aproveite.

O seu caso é o oposto: ler tudo. Ou seja tem um tempo infinito. Vai viver por séculos e séculos e nada lhe vai escapar, milhões de livros, milhões de blogs. Tudo, tudinho. É um sortudo. Quem me dera...!

E, portanto, como tem essa infinita capacidade de ler tudo e mais alguma coisa, o que lhe peço é que vá ali ler alguns escritores que eu não leio (porque, lá está, sou selectiva) e depois venha aqui fazer-me um resumo, está bem? Pode começar por estes:

Paulo Coelho, Fátima Lopes, Barbara Cartland, Sofia Aureliano.

Depois logo lhe peço resumos de mais uns quantos, está bem? Faz-me esse favor?

Agradecida.