Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, janeiro 07, 2016

Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo de Morais debatem na TVI 24. Qualquer coisa que Paulo Morais diga e aí está o Marcelo a dizer que concorda. Daqui a nada o Paulo de Morais diz que o Marcelo parece um artista de teatro a fazer de candidato mas sem jeiteira nenhuma e o Marcelo diz que concorda plenamente


Zelig fica gordo quando está ao pé dos gordos
Tirando este número de dizer que sim a tudo e repetir, pateticamente, que já disse o mesmo que os outros disseram e que elogiou os adversários quando eles se pronunciaram e que defendeu o mesmo que os outros defenderam, e outras balelas quase infantis, Marcelo tem uma fixação (e não é de agora): só esteve dois ou três anos à frente do PSD e fala como se tivesse estado durante uma dúzia de anos, tivesse estado à frente de algum governo e tivesse feito reformas de estadão no País. Que nada... Nem ninguém se lembra do que ele fez ou deixou de fazer nessa altura. Parece aquelas mulheres de idade que foram uma vez cortejadas num baile quando eram novas e passam a vida a falar disso como se tivessem tido uma empolgante vida de cortesã, permanentemente cobiçada pela gula masculina e invejada pelas amigas.

Zelig fica preto quando está ao pé dos pretos

Já para não falar que, nesse seu período áureo se envolveu com o Paulo Portas e que, não percebendo que esse era outro que tal, continuou na intrigalhada, acabando com a careca destapada em público pelo pérfido ex-amigo, o país inteiro a saber que é um mentiroso encartado.  E, por via disso, saíu pela porta baixa, de rabo entre as pernas e com uma vichyssoise colada à cara para o resto da vida.

Para além dessa sua deriva que correu mal, meteu-se também a concorrer à Câmara de Lisboa e teve o mesmo inglório destino: depois de fazer de tudo para dar nas vistas, acabou objecto de toda a espécie de zombaria e, claro está, perdeu as eleições. Tirando isso não me lembro de mais nada que ele tenha feito de espectacular, tirando isto de andar anos a vender refrescos ao domingo à noite, nomeadamente agora por fim com uma submissa Judite pela frente, dando-lhe as deixas para ele fazer o seu número dominical.

Claro que é professor e, aí, admito que seja um bom professor: não tem contraditório, pode ar asas ao seu lado histriónico e ao seu gosto pelo palco já que está bem é no registo de stand up, stand alone, one man show.

Zelig fica chinês quando está ao pé
de algum chinês
Por isso, andar agora a dar a entender que fez, que desfez, que aprovou, que defendeu, que foi graças a ele que o sol se pôs e que, as pessoas podem não se lembrar, mas até alguns galos continuaram a cantar ao romper da aurora é uma coisa delirante.

Confesso que não tenho visto quase debates nenhuns. Não sei os horários, o meu marido não tem paciência para aturar malucos e eu, para dizer a verdade, não me parece que seja caso para andar aqui à luta com ele para lhe arrancar o comando das mãos.

Mas hoje vi este e fiquei com pena do Marcelo. A continuar assim ou se tem estado assim em todos, ainda acaba a perder as eleições. Parecia o Zelig: papagueou despudoradamente tudo o que o outro disse.

Parece que não tem personalidade nem vontade própria. É tal a vontade de agradar que parece ter perdido a noção do ridículo. Coitado.


Zelig porta-se como um médico e usa jargão médico quando está ao pé de médicos
Marcelo, o Zelig dos tempos modernos, e a miragem de Belém
- (vamos lá a ver se não é mais uma cena de tipo interruptus)
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Zelig, um dos grandes filmes de Woody Allen


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.

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