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segunda-feira, janeiro 25, 2016

Dia 24 de janeiro de 2015, dia da eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente da República - um breve apontamento: as toilettes do dia


1. António Costa à civil e primeiro-ministro


Quando vi o António Costa a votar, salvo erro numa assembleia de voto na Bobadela, fiquei morta de riso. Não foi tanto aquelas calças todas largueironas que comecei por pensar que eram da Decathlon, daquelas que têm mil bolsos de lado, mas que depois me pareceu que seriam, sim, de bombazina. Também não foi a camisola encarnada, encarnada. Nem foi o facto de ir de colete impermeável sem mangas. Foi, isso sim, o facto de o colete ser, nitidamnete, de uma era em que ele devia pesar menos 30 kg. Justinho, justinho. Mas nem foi só isso. Foi o facto, de estando justo, justo, o levar com o fecho corrido. Assim se apresentou ele às urnas: de calças largueironas escuras, camisola (de malha?) encarnada e de apertado colete impermeável sem mangas, cintado, todo estrelicado. Uma coisa nunca vista. Sabia que ia ser filmado e, ainda assim, se marimbou. É típico dele. Não faz mal nenhum. Mas é de ir às lágrimas a maneira como ele se aperalta quando está por conta dele.

Agora acabei de vê-lo, com Marcelo já presidente confirmado, já vestido à primeiro-ministro, arranjadinho, todo aprumadinho. Ou seja, quando tem que fazer o sacrifício de se vestir bem, parece que já consegue.


2. Marisa Matias, in spring white


Gostei de a ver, cabelo esticado, vestida de branco, de mangas curtas. Sorridente, primaveril, bonita, com aquela sua bela voz rouca.

O meu marido, que achava que não fazia sentido eu votar nela (problema dele e não meu, claro), à falta de melhor, provavelmente querendo demonstrar que lhe falta gravitas, dizia-me que ela se ri demais, que se abraça demais a toda a gente, que está sempre a mexer no cabelo, que põe o cabelo de lado e ri, que mexe no cabelo e ri. Não liguei a nada disso nem acho que ele ligue mas, se eu quiser ser objectiva, diria que, à Marisa, se quisesse ter mais uma mão cheia de votos, talvez lhe bastasse perder um pouco o hábito (o tique?) de mexer tantas vezes no cabelo ou sorrir de forma tão derretida quando quer ser simpática. Admito que a pessoas mais conservadoras faça um bocado confusão a perspectiva de ter uma mulher presidente com esta atitude corporal. Digo isto mas não sei. O que sei é que a toilette que escolheu para esta noite de eleições foi muito elegante, muito adequada.


3. Paulo Portas, in street style


Não prestei atenção ao que Paulo Portas disse. Não me interessa. Tal como não prestei atenção ao que o Manequim dos Fanqueiros II, Passos Coelho de seu nome, apareceu a dizer. Mas reparei na toilette casual do ex-irrevogável, todo ele street style. Já fez o switch, já não é estadista. Agora faz de conta que não está nem aí, que já está a lançar uma carreira de empreendedor, a lançar empresas ou lá o que foi que ele disse (ou que alguém disse por ele). Todo de camisa e pullover, de blusão. Confesso que gostei de o ver assim. Gosto de ver os homens vestidos assim, ao fim de semana ou em férias. Mas pronto, de facto é fim-de-semana e se Paulo Portas já não está na política e foi ali só mesmo para cumprir uma formalidade, pois então está bem, que use o street style que a gente percebe.

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Sobre o resultado das eleições, comentado em cima das contagens, é favor descer até ao post já a seguir.

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2 comentários:

jrd disse...

Não me lembro da toilette da Maria de Belém, mas retive, sem melícia(s), que foi a primeira a felicitar o Marcelo.
:)

Anónimo disse...

Estou em pulgas para ver os indultos deste PR


Bob Marley