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sexta-feira, novembro 20, 2015

Onde dormem as crianças sírias refugiadas


O foto-jornalista sueco, Magnus Wennman, fez um conjunto de fotografias para o jornal Aftonbladet sob o título “Where The Children Sleep”


As imagens são tocantes e se aqui partilho algumas convosco não é apenas pela sua comovente beleza: é, sobretudo, porque quero contribuir para desfazer os medos que tanta gente tem de quem foge da guerra. Centenas de milhares de pessoas fogem das atrocidades, das carnificinas, do terror diário. Atravessando mares frios e revoltos, em barcos sem condições ou andando quilómetros a pé, dia ou noite, dormindo onde calha -- famílias inteiras em fuga tentam, sobretudo, dar um futuro aos seus filhos.

É certo que a nossa decrépita Europa não terá condições extraordinárias para acolher tantos milhares de pessoas. Mas terá que as encontrar. Por razões humanitárias, por razões de consciência, por tudo, e até por razões egoístas (para ajudar a equilibrar a demografia nos países envelhecidos), terá que as encontrar.

Vendo as condições em que vivem estas crianças, difícil será não sentirmos compaixão por estes pequenos e indefesos seres. Podiam ser os nossos filhos, os nossos netos. E nós podíamos não ter tido a coragem que os pais deles tiveram ao arriscarem a vida para os trazer para o que julgam ser um mundo melhor.

Walaa, 5, wants to go home. She had her own room in Aleppo, she tells us. There, she never used to cry at bedtime. Here, in the refugee camp, she cries every night. Resting her head on the pillow is horrible, she says, because nighttime is horrible. That was when the attacks happened. By day, Walaa’s mother often builds a little house out of pillows, to teach her that they are nothing to be afraid of .



Berliner Messe VII Agnus Dei  - Arvo Pärt
Elora Festival Orchestra & Singers

Abdullah has a blood disease. For the last two days, he has been sleeping outside of the central station in Belgrade.
 He saw the killing of his sister in their home in Daraa. “He is still in shock and has nightmares every night,” says his mother. Abdullah is tired and is not healthy, but his mother does not have any money to buy medicine for him.

Eight-year-old Maram had just come home from school when the rocket hit her house. A piece of the roof landed right on top of her. Her mother took her to a field hospital, and from there she was airlifted across the border to Jordan. Head trauma caused a brain hemorrhage. For the first 11 days, Maram was in a coma. She is now conscious, but has a broken jaw and can’t speak.


Fara, 2, loves soccer. Her dad tries to make balls for her by crumpling up anything he can find, but they don’t last long. Every night, he says goodnight to Fara and her big sister Tisam, 9, in the hope that tomorrow will bring them a proper ball to play with. All other dreams seem to be beyond his reach, but he is not giving up on this one.
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[Depois destas imagens até me custa convidar-vos a entrar num domínio de vulgaridade mas, caso queiram saber da atitude chocarreira, desbocada e desconchavada da deputada Teresa Caeiro do CDS, na AR, uma Miss Piggy extremada, desçam, por favor, até ao post já a seguir]. 

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