Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, novembro 22, 2015

Camisolinhas de tricot para as galinhas passarem melhor o inverno. Uma ideia para quem goste de trabalhos manuais e, ao mesmo tempo, queira zelar pelo conforto térmico da Maria Luís e do Núncio que, enquanto estiveram no desGoverno, não fizeram outra coisa senão enganar o pagode, do Láparo que é outro que tal e que, quando a coisa dá para o torto, sacode para onde calha, até para cima dos subordinados, do Irrevogável que já anda ensaiar o número do 'sair de fininho', do casal Mariani que para aí anda a encrencar o panorama político, da dupla Super Judge Alex & Rosarinho que chocam, chocam mas de onde nunca nasce nenhum pinto, e, enfim, para todos os galináceos que mais valia que estivessem sossegadinhos, numa qualquer capoeira, agasalhadinhos e caladinhos.


No post abaixo já falei dos meus hábitos de leitura e já mostrei alguns dos meus livros que têm, eles, hábitos de rebeldia que já me cansei de tentar contrariar. Não se aguentam arrumados, não se auto-disciplinam, andam por onde calha - e eu já nem aí. O problema é quando as cadeiras fazem falta ou é preciso pôr uma bandeja com o bule e as chávenas na mesa e já não cabe. Mas, enfim, isso é a seguir.




Aqui, agora, vou falar de uma ideia de que tive conhecimento e que me parece uma boa coisa para quem se sinta condoído com o inverno do descontentamento que algumas figuras da nossa praça estarão prestes a ter que enfrentar. 
Pelo menos, optimista que sou, assim o espero. Presumo - e a capa do Expresso assim o indica (que eu os interiores não li, dado que, cá por casa, o Expresso continua banido) - que o casal Cavaco se esteja a preparar para dar posse a António Costa, deixando os chicos-espertos a sonhar com os amanhãs que afinal já não vão cantar. O pote, desta vez, não vai durar os 4 anos da praxe nem sequer, pelo menos assim o espero, quatro meses.  
Ou seja, a sorte parece que vai mudar, deixando alguns dos actuais empoleirados na contingência de terem que se fazer à vidinha -- enquanto os incautos que se deixaram enganar e que acreditaram neles vão começar a ver os trastes que, nos últimos quatro anos, têm andado a ver se dão cabo do País.

E, portanto:

-- Numa altura em que começa a descobrir-se a careca de todos os habilidosos, através dos lindos serviços que começam agora a conhecer-se:
  • A trapalhada com a venda da TAP feita à pressa e às três pancadas, deixando os compradores com a posta sem espinhas e o Estado com as postas incomestíveis, tantas as espinhas
  • A barracada da não devolução da sobretaxa do IRS
  • A barracada do Novo Banco que, não se percebe como, está com os rácios todos anémicos e a precisar de uma transfusão de dinheiro (e adivinhem quem é que vai ter que dar o sangue)
  • Os hospitais sem recursos e a transferirem doentes para o privado
  • ... e tudo o que começará a aparecer depois de os habilidosos ignorantes que nos têm desgovernado já não terem como esconder o que, tão laboriosamente, andaram a camuflar;
-- e que se espera que meninos que gostam de se fazer passar por ceguinhos, surdos e, na prática, quase mortos, como o Carlos Costa (o do BdP, não o da Quinta das Celebridades) que nunca vê nada, nunca sabe de nada e que tudo o que diz revela que anda a navegar na maionese, se reformem e, de preferência, sem reformas escandalosas;

-- e que a dupla ubíqua, Super Alex & Rosarinho, (que eu, se fosse cineasta, fazia uma bela de uma série cómica com estes dois artistas-artolas), uma dupla que faz crescer os processos todos como um souflé -- que não páram de crescer para, à mínima ponta de ar, minguarem e não darem em nada (dando cabo, entretanto, da vida das pessoas com quem embicam) -- vá escrever as suas intermináveis memórias (certamente cinquenta mil volumes delas, um autêntico labirinto, pior que os emaranhados narrativos do Lobo Antunes)

................................. mais dia, menos dia vão todos pregar para outra freguesia, deixando o ar que respiramos mais puro -- eu fico a pensar que, coitados, vão enfrentar o deserto logo numa altura de tanto frio.


E, assim sendo, caridosa como sou, ao tomar conhecimento da ideia da jovem Nicola Congdon e da sua mãe Ann que fazem camisolinhas de malha para galinhas, logo me lembrei que poderíamos lançar uma campanha nacional # Camisolinhas para os Galináceos PAF e pró-PAF 

E, assim sendo, quem quiser fazer tricotzinhos para a Marilú, para o Núncio, para o casal Mariani, para o Carlos Costa, para o 007 das privatizações super-sónicas, Sérgio Monteiro de seu nome, para a Madame Cristas, a putativa peixeira, e para a D. Teresa, ministra da Cultura, das Coisas Fixes e das Causas não-Fracturantes, e para todos quantos, mais dia menos dia, se vão ver a fazer a travessia do deserto debaixo de ventanias e baixas temperaturas - é favor postarem uma imagem com a vossa obra e sugestões de como havemos de fazer a recolha e a entrega dos agasalhos.

Podem ser coletezinhos, camisolinhas, ponchozinhos, casaquinhos com capuz - tudo se aproveitará. Para a D. Cavaca talvez um saia-casaco em cor do pirilampo mágico, se faz favor. Para o esposo, talvez um gorrinho parecido com uma cagarra. Para a Marilú, se fizerem uma sainha, não pode ser muito curta senão o marido dela acha que é piada e, brutamontes como é, ainda por aí aparece a ameaçar ir os cornos a alguém e nós não queremos cá violências. Para o Láparo, claro, um pijaminha de uma lã felpudinha, com um pompom no rabo e um pormenor que aqui não digo mas que o deixe capaz de posar para a Playboy. Para o Vice tinha aqui uma ideia à maneira mas também não posso dizer. Mas, pronto, deixo à vossa imaginação. Mãos à obra que o tempo urge.

E é isto: o espírito natalício já presente no Um Jeito Manso.

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E, caso vos apeteça conhecer os meus hábitos de leitura e ver o local onde mais leio e os livros que me rodeiam, queiram, por favor, descer até ao post seguinte.

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1 comentário:

Luís Coelho disse...

Na campanha eleitoral tudo valeu. Atente nesta notícia do Expresso:

"Governo conta com 35% mas simulador do Expresso aponta para valores entre 60% e 100%"

http://expresso.sapo.pt/economia/2015-09-27-Devolucao-da-sobretaxa-de-IRS-cada-vez-mais-proxima