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domingo, junho 28, 2015

Sailors and Daughters






De um Leitor que sempre me envia coisas que muito me agradam recebi o link para uma exposição online que nos transporta para tempos de pioneirismo e aventura. 




E, no entanto, vendo as fotografias que constam da exposição, penso como, apesar de tudo, são tempos tão mais longínquos em relação aos tempos presentes quanto, nessa altura, se viam sorrisos, vestígios de paz e uma expectativa positiva nos semblantes de quem se deixava fotografar enquanto, agora, nos grandes êxodos por mar a que hoje assistimos, o que vemos é gente aflita, desgraçada, que foge de guerras cruéis, de pobreza, violações, desmandos inumanos, metendo-se em barcos em que a probabilidade de sucesso é praticamente nula.




Mas a exposição é do pioneirismo na arte e no prazer de fotografar que sobretudo trata. Que imagens maravilhosas nos chegam de tempos e locais tão remotos, que maravilha é esta arte da fotografia. Saber que estas foram pessoas que, um dia, há cerca de século e meio se puseram em frente de uma máquina estranha e sorriram ou se mostraram desafiadoras e se deixaram fixar para a posteridade, é qualquer coisa de fantástico.

Diz o Leitor, a quem muito agradeço, que: Saber, bons materiais e bom gosto tornaram esta pequena exposição - online - um "must". De facto. Concordo.




Transcrevo do site:
Sailors and Daughters reveals the expansive maritime societies of Zanzibar, the east African coast, and beyond. From the 1840s, cameras traced the international migrations of traders, sailors, sons, and daughters through Indian Ocean ports, continuing trade that dates back over five millennia. East African cities flourished as hubs of both land and sea trade routes, which extended to the central African interior, Horn of Africa, Persian Gulf, Indian Ocean islands, western India and the Far East. 
The region’s intercultural ethos generated a multitude of encounters between subjects, photographers, and the global audiences who viewed the resulting images. By gathering images from scarce and little-known collections of early photographs, lithographs, postcards, and private albums, this exhibition focuses attention on a diverse cross-section of the region’s people and their cosmopolitan cities by the sea. It serves as a starting point for a larger photographic and creative visual history of the prosperous and diverse communities of the Indian Ocean world.



A exposição tem o nome de Sailors and Daughters - Early photography and indian ocean e vê-la é um prazer.



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A música é Fleurette Africaine do álbum Solo na interpretação de Vijay Iyer (de quem também tive conhecimento através do mesmo Leitor). 

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E hoje fico-me por aqui. Este sábado foi daqueles dias grandes que meteu de tudo: praia, festa de anos à tarde (os caranguejos, por estas bandas, são aos cachos), jantar de família, sarau nocturno, meninos a dormirem cá em casa e o mais que quiserem imaginar. Por isso, a esta hora, estou que nem me tenho. Não sei de nada do que se passou no mundo nem do que se vai passar na próxima semana até porque, como é bom de ver, não tive ocasião de acompanhar a sessão do catraio Mendes, esse tão ladino videntezito. Por isso, sem forças e sem saber de nada, de que me ia eu pôr para aqui a opinar, não é?

Vou ver se leio um pouco o Expresso mas duvido que a coisa vá funcionar bem. Tenho cá para mim que, assim que pousar o corpo em cima da cama, o assunto se resolve na hora: tiro e queda.

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E, assim sendo, desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo dia de domingo. 
Desejo-vos muitas felicidades.

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