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segunda-feira, junho 01, 2015

Quando a cor do cabelo é a imagem de marca de uma mulher


Li o artigo e achei piada. De entre os dez casos citados, dois em particular despertaram a minha atenção. E também outro, embora não tanto.

É capaz de ser muito redutor dizer que a imagem de marca de Marilyn Monroe é o seu cabelo platinado. Não é apenas o cabelo. São as curvas do seu corpo, um convite a que sejam percorridas por olhares de desejo e por mãos ardentes, é o olhar semi-cerrado tão típico dos míopes e que tão facilmente se confunde com um convite velado, é a sua maneira de ser vulnerável que fazia os homens terem vontade de a proteger, é tudo, o conjunto. Mas, claro, Marilyn não seria  Marilyn sem o cabelo louro platinado que ajudava a luz a reflectir-se na sua pele fazendo parecer que emanasse luz.

E, no entanto, nem Marilyn se chamava Marilyn nem o seu cabelo era louro. Norma Jean era uma alegre morena com uma vida difícil. Depois, quando começou a dar nas vistas, pintou o cabelo de castanho claro, depois de louro normal. Apenas mais tarde o descoloriu completamente, e, inspirada em Jean Harlow, pintou-o de louro platinado.


Norma Jean, cabelos ondulados, bem escuros
Cabelo já mais claro, um louro escuro






















A sexy e vulnerável Marilyn, louríssima


Marilyn Monroe num teste de cabelo, maquilhagem e vestuário para o seu último e incompleto filme  'Something's Got to Give' em 1962.


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E, quem diz Marilyn, diz Rita Hayworth, ruiva, incendiária, toda ela um fogo que nascia na sua bela cabeleira.

E, no entanto, Rita Hayworth também não nasceu ruiva, nem sequer se chamava Rita. De facto, chamava-se Margarita Carmen Cansino e tinha o cabelo bem preto.

Mas, aos poucos, foi percebendo que o furor que lhe brotava da alma deveria ter correspondência no seu aspecto exterior e o cabelo foi sendo tingindo até se fixar na cor acobreada com que a recordamos.

Rita ainda moreníssima, o lado espanhol bem visível

Já a sexy Rita, cabelo como uma onda incendiária

Rita Hayworth, ruiva e perigosa como a Gilda que tão bem interpretou



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Já agora, para não me tomarem por pré-histórica, junto o terceiro caso, por sinal um caso muito actual. 

Kate Perry, como é bem sabido, tem cabelo bem preto -- e, no entanto, por acaso nasceu Katheryn Elizabeth Hudson (em 1984) e bem lourinha. 

Entretanto já usou cabelo azul, verde, cor-de-rosa, multicolorido, etc. Mas parece ter sido no preto-asa-de-corvo que se fixou e é essa agora, sem dúvida, a sua imagem de marca.


Kate, novinha, novinha, lourinha, lourinha

Kate Perry, a mulher multicor


Kate Perry, o seu bem conhecido cabelo ultra negro -- e umas hot and long legs

Roar


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Moral da história: que nenhuma mulher deixe de encontrar a sua alma ou fuja à sua imagem de marca -- uma embalagem de tinta de cabelo custa cerca de 10 euros, coisa mais em conta que o tratamento psicológico ou psiquiátrico para encontrar a sua verdadeira-eu. 

Ou seja, se nasceu loura e tem alma da maga patalógica, pois que se tinja de negro. Se nasceu castanho-sem-história e tem um coração sempre em labaredas pois que se tinja de ruivo. Se nasceu morena e boa rapariga mas sente que tem vocação para loura, pois que escolha de entre os vários tons qual o que melhor se ajusta à sua inteligência. E se é grisalha e sente dentro de si uma vontade de parecer a kittie ou uma coelhinha fofa, pois que se tinja de pink. E se tem 30 ou 40 anos mas por dentro é uma moralista, uma virgem permanentemente ofendida, ou uma chata de primeira, pois que se tinja de cinzento bem pardacento. Há para todos os gostos e é apenas uma questão de fazer corresponder o seu aspecto exterior ao que lhe vai na alma. Go for it. E, se achar que o nome também não ajuda nada, pois arranje um nick name, reinvente-se, chame-se Loura Bell em vez de Anabela, ou Nuvem Blue em vez Ana Luisa ou, mesmo, Marquesa de Astracã em vez de Cátia Silva. O que quiser, faça o que quiser -- desde que, depois, fique a sentir os chacras alinhados e a alma em sintonia com tudo o resto. Encontre-se (desde que, durante o caminho de procura, não se perca, claro).

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E eu? Eu estou bem, obrigada. 

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Permitam que vos convide a descer até ao post seguinte onde falo de um projecto fantástico, o LATA 65, uma iniciativa inteligente e criativa (e já divulgada na imprensa internacional).

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E ainda tinha para vos mostrar umas fotografias que fiz este domingo na praia com gaivotas e homens voadores mas talvez fique para amanhã que agora já vão sendo horas de ir meditar.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda-feira.
Tudo de bom para vocês, tudo, tudo.

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1 comentário:

Anónimo disse...

por falar em gaivotas e homens
https://www.facebook.com/euroclubeuropafm/videos/10153835341319202/
uma boa semana
GG