Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, fevereiro 14, 2015

Sinais - a voz dos céus que transporta as estrelas e as palavras de todo o mundo. Fernando Alves, a voz da Rádio, o homem que me acompanha quando atravesso a cidade.


A sua voz é espessa, tem grão, tem sombras. Com a idade a voz vai incorporando novas texturas, vai incorporando novas camadas de vida. Mas tem também um fio de luz, tem um afago na pele dos que ao longe o ouvem, tem sorrisos de ironia, gritos de raiva, silêncios, melodias.

Tantas vezes fico à porta do edifício esperando que ele chegue ou que acabe de falar antes de me meter a caminho do centro da terra, lá onde deixarei o carro e onde os sinais da rádio não chegam. Os seus Sinais completam os meus dias.

Fernando Alves, o Senhor Sinais, o senhor TSF, é uma companhia afável que me traz as vozes da terra, as notícias do mundo, o cheiro dos jardins, a vista do alto dos montes, a coragem de quem se rebela, o carinho de quem aconchega. Para mim ele é, sobretudo, o Senhor da Rádio.





Esta sexta-feira, Dia da Rádio, ele falou assim: Rádio e silêncio em volapuque


Eu podia estar um dia inteiro a ver o voo das gaivotas na beira do rio, a ver os veleiros, a aspirar os cheiros da maresia, a ler um livro e a ouvir os seus Sinais.


 


Estive a reler os títulos dos Sinais e escolhi apenas alguns para que aqui fique registada a maravilhosa polifonia que Fernando Alves faz chegar até nós.

2015-02-13 Rádio e silêncio em volapuque
2015-02-12 Zé da Luz de Itabaiana
2015-02-11 A Valsa das Bicicletas
2015-02-10 Uma Economia que Mata
2015-02-09 Saber Escutar
2015-02-06 Mais do que coisa nenhuma
2015-02-05 Fome, informação e urgência
2015-02-04 A Gravata
2015-02-03 A Espada e a Parede
2015-02-02 Samba - Enredo e Teologia
2015-01-30 Soldadinhos de chumbo
2015-01-29 O maravilhoso pânico
2015-01-28 Palavras de abrigo


A gente nunca se lembra de agradecer àqueles que vivem para trazer até nós coisas que damos por adquiridas mas hoje eu lembrei-me: muito obrigada Fernando Alves.

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No post abaixo despedi-me do Borgen e muito gostaria que me acompanhassem.

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