Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, dezembro 13, 2014

Uma mulher muito naba completamente desatinada ao volante, sem conseguir fazer uma manobra facílima. Foi no Canadá mas quase podia ser eu.


No post abaixo já partilhei convosco um manual de instruções para lidar com mulheres. Foi-me enviado por um Leitor a quem muito agradeço e é absolutamente rigoroso. Aconselho a sua leitura a qualquer homem que queira manter-se em jogo perto de uma mulher. E aconselho também a todas as mulheres pois é sempre bom a gente ver-se ao espelho.

Juntei, no mesmo post, dois vídeos que tipificam os casais e, de facto, a coisa está bem feita: estão todos ali representadinhos (e, se não todos, pelo menos quase todos)

Mas toda essa matéria instrutiva é a seguir. Aqui, agora, embora diga respeito a mulheres, a conversa é outra.


Já aqui falei várias vezes da minha nabice a estacionar. 


Ainda no outro dia, coincidiu eu chegar ao mesmo tempo que uma outra pessoa, cada um no seu carro, a um sítio onde é dos diabos arranjar um lugar para estacionar. Ele ia à minha frente e, quando passámos por um lugarzinho mesmo jeitoso, em vez de estacionar, ele fez pisca para me fazer sinal e seguiu. Apreciei a gentileza já sabendo que não ia aproveitar. Aliás, ainda avaliei a situação mas era um lugar à justa, paralelo ao passeio, entre dois carros. Ou seja, segui feita parva como se nem tivesse visto pois já sabia que era coisa para uma meia hora de manobras, provocar fila na estrada à espera que eu desse conta do recado, meio mundo a gozar com a barraquinha, para, no fim, desistir como se aquilo não fosse desafio ao meu alcance.

Claro que depois ouvi: Mas não viste aquele lugar? Porque é que não aproveitaste?

Confessei: Vi mas foi como se não tivesse visto.

É escusado, já nem tento.

Estacionar, para mim, tem que ser de frente ou em espinha ou, até, de marcha atrás mas desde que seja perpendicular à estrada.

Desatino, perco a noção das distâncias, nem sei. O meu carro é grande, comprido e isso não ajuda nada.

No outro dia, não sei como, distraí-me e, no estacionamento de um grande centro comercial, ao tirar o carro do lugar para me ir embora, virei no sentido de direcção proibido. Quando me apercebi, quis fazer inversão de marcha mas, talvez por estar pressionada por haver tanto carro a vir em sentido contrário ao meu, atrapalhei-me e, às tantas já tinha o carro perpendicular à via, quase travado, sem margem para me mexer. Nestas situações, à atrapalhação junta-se-me a vontade de rir. Só me apetece rir à gargalhada, respirar fundo, pedir um tempo e, depois, com calma avaliar (racionalmente) a manobra possível.

Só me imagino no carro, à pendura, com o meu marido ao volante e a assistirmos a isto por parte de outra mulher. O que ele gozaria...! O que ele goza quando vê uma mulher a fazer manobras parvas... Aliás, se se forma uma fila e a gente vê que lá à frente está alguém aflito, para trás e para a frente, a tentar estacionar, ele diz logo: 'Só pode ser uma gaja'. E acerta sempre.

Hoje vi um vídeo que a polícia do Canadá divulgou com uma mulher a sair de um lugar completamente à larga e a fazer disparates à maluca, desatinada, sem conseguir perceber qual a manobra a fazer. Até consegue ir bater num outro carro estacionado que estava bastante longe. O que eu já me fartei de rir. Não sou eu mas eu quase podia fazer um disparate destes.

Ela não se acusou ao ter batido mas nem sei se ela se apercebeu que bateu.

Não me lembro se já alguma vez aqui contei. Uma vez, de novo no parque de um centro comercial, eu e o meu marido estacionámos e, ao afastarmo-nos, ouvimos o barulho de um carro a bater noutro. Era um jipalhão conduzido por uma mulher, a entrar de marcha atrás entre dois carros. Tinha batido num dos carros que, por acaso era um bruto Ferrari. Ela chegou o carro à frente, voltou a entrar no lugar de marcha atrás, saíu do carro, accionou o comando para fechar a porta e afastou-se, elegantésima, nas calmas, sem sequer olhar para trás, como se nem se tivesse apercebido que tinha batido. Intrigados, voltámos atrás para ver e lá estava uma mocada valente no Ferrari. Ficámos parvos com aquela cena.

Quando regressámos ao nosso carro, passada para aí uma hora e picos, ainda lá estava o Ferrari e o jeep. Ou seja, ela nem deve ter dado mesmo por nada, senão, se não queria acusar-se, não acredito que não se tivesse ido embora ou, pelo menos, mudado de lugar.

Por isso, acho mesmo que as mulheres (ou pelo menos algumas) são um bocado despassaradas a conduzir e, em especial, a estacionar.

Calgary's Worst Driver



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Estava para ainda hoje aqui deixar sugestões para mais uns quantos presentes de Natal originais mas pus-me a ver a gravação do episódio de Downton Abbey de 3ª feira passada e agora passa da 1 e meia e estou com sono. Por isso, talvez amanhã e talvez mesmo durante o dia.

(Os meus familiares mais próximos, os escassos que sabem da existência do Um Jeito Manso, devem estar apavorados a pensar no susto que vão apanhar quando abrirem os presentes que lhes vou dar pelo Natal)
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Para saber o que realmente significam as 11 expressões mais usadas pelas mulheres e para verem os vários tipos de casais que existem, desçam, por favor, até ao post já a seguir.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um bom sábado.

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1 comentário:

Claudia Sousa Dias disse...

Não costumo gostar de stip tease mas de facto a Ditta tem muita classe. Se eu fosse lésbica atirava-me aos pés dela (não adiantaria nada, mas enfim..).


CSD