Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Maria do Céu Guerra no Congresso do PS lê os nomes das 34 mulheres mortas este ano na sequência de episódios de violência doméstica


Os dois posts seguintes ocupam-se de mulheres artistas, belas, talentosas. Os meus pretextos são díspares mas, porque ambos me agradam, das situações envolvidas vos dou conhecimento.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é muito outra.

Aqui vou falar de António Costa e do Congresso do PS, ou melhor, de um pequeno fragmento..

Tal como referi num dos posts seguintes, este meu fim de semana foi completamente atípico e, uma vez mais, é com esforço que me mantenho acordada. Vou ter que ser breve. O assunto mereceria muito mais mas a verdade é que não consigo. Dou por mim em piloto automático, olhos fechados. Deveria ir deitar-me, nem vocês sabem como - e isto não é figura de estilo ou phishing for compliments como pode soar.

Apenas à noite, depois das 22h, vi televisão. Contudo, ao almoço ligámos a televisão e vimos em directo o discurso de encerramento do congresso a cargo de António Costa. Gostei. Empolgante, genuino, António Costa fez bem em recentrar o debate: colocou as pessoas no centro dos propósitos de governação e eu revejo-me nisso.

E teve um momento onde, claro está, mariquinhas como ando, me vieram as lágrimas aos olhos.

Quando António Costa pediu silêncio e chamou Maria do Céu para ler o nome das 34 mulheres já assassinadas esta ano, comovi-me muito. A violência doméstica é uma chaga social. Custa-me até falar nisso pois quase fico doente quando penso na vida de inferno, sofrimento e dor que tantas mulheres vivem.


Não sei mais nada do cartaz deste congresso do PS, das intervenções, das escolhas, nem sei de qual a reacção dos partidos.

Mas sei que vi o discurso final de António Costa e gostei muito de todo ele mas, em especial, daquela parte.

Fica, pois, a noção clara que política é tudo e que, tomáramos nós que António Costa se mantenha de cabeça no lugar, não entrando em derivas, em compromissos espúrios e que, mesmo que venha a ser pressionado pelos liberais que estão em todo o lado, pelos burocratas ou outros estúpidos, não esqueça nunca a história de vida das pessoas que um dia governará.

A gravação que encontrei não é das melhores mas, para quem não viu, é melhor que nada.


Vídeo: a Violência Doméstica levada ao Congresso do PS por António Costa que convidou a Maria do Céu Guerra para ler, sentida, o nome de cada uma das mulheres assassinadas em 2014.




-----

Relembro: os dois posts que se seguem não deixarão ninguém indiferente. Mulheres fortes mesmo que supostamente frágeis. E muito belas, daquelas que Cavaco Silva não se importaria nada de também publicitar junto de árabes endinheirados. Não deixem de as visitar pois, estou certa, gostarão.

----

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda-feira.

....

1 comentário:

Vitor disse...

Que Bonito, Fino, está o UJM ! Como sempre !
E, sim, foi um Belíssimo e Emocionante " momentum" no Congresso do PS !
Melhores Cumprimentos
Vitor