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sábado, outubro 04, 2014

Matisse e Picasso: duelos amigáveis


No post já a seguir a este divulgo poesia dita e imagens muito belas: momentos de encantamento. Cine Povero abre as portas a Pessoa e um menino de 15 anos e arte imensa junta-se à festa.

Mais abaixo ainda, volto à moda para o dia-a-dia e trago a opinião de alguns que sabem o que é bom.

Tudo a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


by Matisse


Estou aqui cansada e com muito sono. Esta sexta-feira saí de casa de noite, centenas de quilómetros de auto-estrada para cima e para baixo, horas de reunião, canseiras. Quando cheguei, já não consegui energia para ir fazer a minha caminhada diária. Tomei um banho quase frio e atirei-me para o sofá.

Entretanto já jantei, já fiz os outros dois posts que referi, já me retemperei - mas apenas relativamente. E assim, estando um pouco melhor, vou para o terceiro post da noite.Mas tenho que ser breve. Amanhã o programa de festas começa cedo e vai até à noite pelo que tenho, forçosamente, que descansar.


by Matisse




by Picasso

Apetecia-me pedir a demissão da aluada Paula Teixeira da Cruz que parece que ainda não percebeu as consequências da sua leviana incompetência. 



Apetecia-me pedir a demissão de Nuno Crato, esse incompetente-mor, leviano e insensível, homenzinho frio cujo mamar doce enganou meio mundo. 


by Picasso


O que estes dois estão a fazer às pessoas que estão a sofrer na pele as consequências da sua imperdoável incompetência ultrapassa todas as marcas. Num governo de gente arrogante (como arrogantes são todos os estúpidos), de gente inculta e desalmada, estes dois destacam-se neste momento pois estão, a afrontar a dignidade de muita gente. Devem demitir-se.


Do que ouvi na televisão, tudo leva a crer que, na ONG (que aparentemente era o braço comercial da Tecnoforma), enquanto estava como deputado em exclusividade, o santinho de pau carunchoso Passos Coelho andou a receber em espécie. Ou seja, como tanto relapso que fugia e ainda foge ao fisco, Passos Coelho, pelo que se vai ouvindo, recebia contra factura. Como na Quadratura do Círculo diziam Pacheco Pereira e Lobo Xavier, tratar-se-ia de dinheiro fiscalmente amigável. Não me admira. Passos Coelho, Relvas, Marques Mendes não enganam ninguém.

Por isso, que autoridade tem Passos Coelho para demitir aqueles outros dois incompetentes, o Nuno e a Paula? 

Poderiam eles demitir-se por sua iniciativa - mas é gente que não parece saber o que é ter respeito por si próprio, quanto mais pelos outros.

Poderia também Cavaco chamar o Passos e dizer que já chega. Mas claro que não o fará. Cavaco não é rapaz para decidir perante factos. Reage apenas a posteriori, depois de muito mastigar em seco, certamente depois de muito arengar com a sua Maria, e reagirá através da escrita de um prefácio para mais um roteiro, quando já ninguém se lembrar de que é que está a falar. 

Por isso, cansada como estou, não vou gastar as minhas forças com isto. 


Quero antes falar de Matisse e de Picasso. 


Li na Vanity Fair e vou partilhar convosco. Depois vou juntar mais uns vídeos e umas imagens. Ficamos em melhor companhia com eles do que com os outros desgovernados, certo?


Picasso com Françoise Gilot e Claude



Picasso era uma visita frequente de Matisse. Segundo contou Françoise Gilot, o seu filho de três anos Claude era a única criança autorizada a subir para a cama de Matisse.

Nessa altura, Matisse estava no Hotel Excelsior Regina Palace, em Cimiez, localizado num monte por cima de Nice.




Quando o pai lhe perguntou porque é que ele gostava tanto de Matisse, Claude disse:


Porque ele é um pintor de verdade, ir vê-lo é como ir para dentro de um quadro dele. Enquanto contigo, Papa, tu roubas os meus brinquedos e fazes macacos com elesTu não és a sério!


[Picasso tinha, de facto, roubado e dado cabo de um carrinho do menino, usando o brinquedo para fazer a cabeça do babuíno da escultura que se pode ver na imagem abaixo]



by Picasso


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Não há nada mais difícil para um pintor verdadeiramente criativo do que pintar uma rosa, porque para o poder fazer ele tem antes que esquecer todas as rosas que alguma vez pintou, disse Henri Matisse.

Matisse, ao ao som de "Comptine d'été no. 2" de Yann Tiersen







Obras de Matisse (1869-1954), ao som de Arabesque No. 1 in E Major composto por Claude Debussy






Imagens de 1950 que nos mostram um Picasso de 69 anos pleno de energia. Música de Cat Stevens.





Duelos


Durante meio século, Henri Matisse e Pablo Picasso observaram-se, afrontaram-se, admiraram-se. A sua rivalidade abriu horizontes imprevistos à pintura moderna.






Henri e Pablo, eternos na sua modernidade.


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Relembro: desçam, por favor, até ao post já a seguir, não percam o último vídeo do Cine Povero, belo como sempre, nem a última revelação em termos de fotografia, uma revelação.

E já não consigo rever nada do que escrevi. Relevem mais do que certas gralhas, está bem?


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um bom fim de semana, a começar já pelo sábado.


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2 comentários:

lino disse...

Não penso que o Crato seja um incompetente. É até muito competente para a política de Passos e Portas, que tem a finalidade de destruir o ensino público e universal para o dar de mão beijada aos privados.
Beijinhos

Anónimo disse...

Em tempos li, num dos livros que possuo lá por casa sobre Pintura, que o sucesso de Matisse se deveria em boa parte aos irmãos norte-americanos Leo e Gertrude Stein, chegados a Paris em 1903 e que decidiram constituir uma colecção de arte contemporânea. Adquiram “A Mulher com Chapéu” (que tinha escandalizado o Salão em 1905) e compraram a “A Alegria da Vida” no ano seguinte. Os irmãos Stein terão apresentado Picasso a Matisse e os dois vieram a ser os principais expoentes dos encontros e realizações culturais da altura, que se organizavam todos os Sábados ao fim da tarde na galeria dos Stein, na Rue de Fleurus. No princípio do Séc. XX, Paris e em particular o distrito de Montparnasse tornou-se o ponto de encontro de artistas de todo o mundo e de todo o tipo. Ali se vivia um clima cultural efervescente que os acolhia e os inspirava, aberto a ideias progressistas e modernas. E terá sido ali, por ocasião de uma dessas “soirées” na Rue de Fleurus que Gertrude Stein conheceu a sua companheira para os 39 anos que se seguiram, Alice Babette Toklas. Há, seguramente, variadas versões sobre tudo isto, sobre aqueles relacionamentos e aquelas circunstâncias e momentos.
Sempre me fascinou o meio artístico e o seu envolvimento.
P.Rufino