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quarta-feira, outubro 01, 2014

Eu - em dia de nudez, de lingerie e de manifestação a favor da liberdade. Free freedom! Tweed is better than tweet!



No post abaixo falei de coisas muito feias. Parece que estão a ser investigadas mas já sabemos como são as investigações neste pobre e descitiusado país. Uma senhora de seu nome Cristina Ferreira sabia como fazer as coisas a gosto e proveito dos candidatos do PSD, fossem eles quais fossem. Angariava e movimentava fundos, distribuía jogo e empolava despesas, e era principescamente recompensada. Com o que recebia, e que não declarava, ela vivia à grande e à francesa, grande dama da rica burguesia nortenha. Diz-se que um dia destes, quando forem à procura dela, já está por terras de África, mas, ande ela onde andar (e eu juraria que a vi esta terça feira no IKEA), a sua história e a história dos seus desmandos é instrutiva: ficamos a saber bem a que estirpe pertence a pseudo-elite política que tem desfeito este pobre Portugal.

É que, no meio da embrulhada, estão nomes sonantes do PSD, altos dirigentes. Luís Filipe Menezes é um dos que está sob suspeita, bem no olho do furacão - assim as notícias nos dão conta. Gente fina, tudo gente fina.


Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. Tenho que mudar de pele pois não quero acabar o dia com o PSD a sujar-me as mãos.






Depois do banho, a pele ainda húmida como amiga avisada me ensinou, passo um hidratante suave no corpo. Depois, uma vez o creme absorvido, pulverizo uma gota aqui, outra ali, com o meu perfume de sempre.

Por esta altura, o cabelo está geralmente apanhado. Molhado ainda ou seco, permanecerá levantado até quase ao fim. 

Passo então um hidratante no rosto. Espero que a pele o absorva.

De seguida, coloco-me em frente do espelho do toucador e inicio a fase da maquilhagem. Ligeira. Nem base, nem camadas que ocultem o grão da pele. Apenas um leve pó nas maçãs do rosto, um leve, leve colorido para que pareça que o sol ainda tinge ao de leve a minha pele.

De seguida, um discreto tom violeta nas pálpebras superiores e um eyeliner cinza esverdeado, leve, a contornar a base dessas pestanas. Como as pestanas são relativamente claras, termino com um rimmel muito ligeiro. Com receio de que possa ser visível, passo com as mãos no rosto, depois com as pontas dos dedos nas pálpebras, esbato. A maquilhagem não se me pode impor.

O cabelo permanece apanhado.

A roupa, então.


Já fui espreitar a rua, já banhei o olhar no rio, já inspeccionei o céu.

Abro o roupeiro.

Penso na cor.

Procuro uma peça nessa cor, avalio o tom, vejo com que combiná-la.

Também posso ir em tout noir. Apenas o decote, o cabelo e o discreto brilho nos lábios mostrarão que não é luto, apenas coquetterie.

Estou então em condições de escolher a lingerie que terá que estar de acordo com o que a cobrirá. Ou escura, ou colorida, da cor da roupa, ou nude, ou branca.

Se a blusa for quase transparente ou justa, não poderei usar um soutien com rendas pois as rendas introduzem uma rugosidade que apenas prejudica a harmonia. Nem um bustier. Seria muito óbvio e o óbvio é muito prejudicial.







Depois, então, a roupa de cima, geralmente saia ou calças, blusa ou camisa.

Finalmente, os complementos. Um colar. Pode ser de pérolas, um colar comprido. Nesse caso os brincos serão uma pérola também. Mas pode ser um colar colorido, brincos a condizer. E o relógio, a aliança. Pode ser também um anel, ou, em alternativa, uma pulseira, tudo em concordância de género e tom.

Se estiver fresco, um casaco leve ou uma écharpe.

Depois os sapatos. Altos, claro.

Finalmente o cabelo. Solto-o, despenteio-o.

Os óculos escuros, a carteira.

Pronta.

Pego nas chaves do carro, fecho a porta.

E vou.

Mais um dia de luta.




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Chanel Primavera Verão 2015



E mais uma vez Karl Lagerfeld surpreendeu. O desfile assumiu contornos de manif, como se as modelos, no final, desatassem a protestar. 

Viva a revolução. Make fashion not war. Divórcio para todos. Os rapazes que engravidem. 

Cara Delevingne à frente, impulsiva e revolucionária como sempre. Gisele Bündchen com megafone, moderna como nunca. O público surpreendido: será a sério? E era. Muito a sério: divertiram-se à brava.







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A esbelta modelo é Gisele Bündchen (que, obviamente, para além de outras enervantes diferenças, tem uns centímetros a mais que eu e uns anos e uns quilos a menos que eu - que eu não estou aqui para enganar ninguém...!), em cima para a Vogue e em baixo ao dirigir-se ao desfile Chanel.

O último vídeo, como referi, é Chanel Spring Summer 2015

O primeiro vídeo é Ottocento Siciliano - La Perla lingerie. Os dois bustiers são também La Perla.
De notar que esta marca que se vem tornando símbolo de luxo global. Há ricos cada vez mais ricos e que só querem produtos de luxo (a Cristina Ferreira de que falo no post seguinte que o diga), custem o que custarem.





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Relembro: para confirmarem aquilo de que o dinheiro é capaz quando o tino não é muito e o deslumbramento é demais, e para conhecerem o PSD profundo, desçam, por favor, até ao post seguinte. Cristina Ferreira está à vossa espera.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.


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