Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

sábado, novembro 01, 2014

Era uma vez um coelho que comeu o pai natal, o comboio, o palhaço, a criancinha, o circo, a segurança social, os subsídios de natal e de férias, a classe média, os reformados e tudo e tudo e tudo. Assim disse a Margarida Hilário. E disse muito bem.


Não quero pôr-me em bicos de pés, palavra que não. Já me chega andar todo o santo dia em cima de salto alto. Chego a esta hora e só quero é estar descalça ou, no máximo, com umas meias a aquecer-me os pés, e nem chinelos, nem nada - qual bicos de pés, qual carapuça. Por isso, com o que vou dizer não julguem que estou a pensar que o Coelho me englobou na desanda que deu a jornalistas e comentadores. Não sou jornalista, e comentadores, julgo eu, são aqueles que são remunerados pelo facto de comentarem. Ora eu, aqui, tudo o que faço é pro bono

Ou seja, é graciosamente e num registo de puro amadorismo que tentarei colmatar as lacunas dos tais patéticos preguiçosos que tanto engulho causam ao láparo. Ele quereria ver mais actividade, mais contraditório, mais espada ao peito e eles não, mansinhos, carneirinhos, maria vai com as outras. Olha o Gomes Ferreira, o Henrique Raposo e o Monteiro, a Avillez, o Camilo Lourenço, o Ricardo Costa, o Duque... todos a abanarem o rabo e a dizerem ámen ao que ele diz quando o que ele quer é polémica, espadeirada.

E eu, aqui, (embora seja certo que não passo de uma simples blogueirinha mansinha), também, volta e meia dá-me para me derreter com as artes, para os humores, para os lirismos e esqueço-me do que é importante. Ele quer que se peça desculpa? Ok, eu peço. E mais: vou tentar redimir-me. A ver se no meio do que me ocorrer, passo a arranjar maneira de todos os dias lhe dar uma canelada, uma traulitada, um piparote, uma rabecada. Quer luta? Vai tê-la.

Por isso, foi mesmo a calhar que uma Leitora, a quem agradeço, me enviou a imagem do coelho lambão, inchado de pesporrência, de ignorância e de tudo o que destruiu. 

Ora toma lá, ó Coelho. 
É a tua fotografia de costas que, apesar de tudo, ainda é o teu lado melhor.




..

Sem comentários: