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terça-feira, outubro 07, 2014

Como travar o Ébola? Agora que apareceu o primeiro caso de contágio fora do continente africano (em Espanha, mais concretamente) talvez se comece a pensar seriamente nisso. Na sexta feira a Direcção-Geral da Saúde anuncia algumas medidas para Portugal mas, entretanto, Hans Rosling dá a sua opinião.


Uma enfermeira espanhola que contactou com um doente infectado pelo Ébola (doente esse que morreu há cerca de duas semanas), foi contagiada.

A ministra espanhola já falou ao povo, tentando passar uma mensagem de tranquilidade, e os sinos começam a tocar a rebate. O espectro de um vírus temível entrou em terreno europeu.

Quase todos os anos há ondas de pânico a propósito de epidemias, pandemias (gripe A, gripe das aves, etc).  Os americanos, incautos e influenciáveis, são o pasto certo para que o pânico se instale. Da mesma maneira que se armam até aos dentes, constroem bunkers e alimentam toda a espécie de paranóias, também, com o medo das epidemias, acorrem às vacinas, aos medicamentos para tudo e mais alguma coisa. A indústria farmacêutica sabe como é fácil provocar um pico de vendas.

Contudo, este vírus de que agora se fala é algo assustador e há já muitas vítimas mortais. Leio que já causou pelo menos 3439 mortes e infectou 7492 pessoas na África Ocidental.

Houvesse forma de impedir o contágio e muitas vidas seriam poupadas. Nos ambientes de pobreza extrema, sem cuidados básicos de saúde, um vírus destes espalha-se como fogo em mato seco.

Leio no Expresso que a Direção-Geral da Saúde vai anuncia na próxima sexta-feira novas medidas contra o ébola e que, tendo em conta o contágio de uma auxiliar de enfermaria em Espanha, a protecção do pessoal médico figurará no topo das medidas a implementar em Portugal. Ainda bem.


Ontem falei de Hans Rosling a propósito das disparidades na distribuição da riqueza. Hoje trago-o de novo, com um vídeo que tem meia dúzia de dias: o gráfico que ele mostra fala por si. A propagação do ébola tende a ser exponencial, podendo progredir de forma descontrolada.

Em situações assim, é óbvio que a subida tem que ser atacada na base pois, caso contrário, será difícil estancá-la.

Diz ele, e parece natural, que os esforços deveriam concentrar-se na instalação de hospitais de campanha onde existam núcleos de infecção para tratar e, na medida do possível, isolar os infectados - mas já! Nas próximas semana!

Seria bom que, por uma vez, se actue antes disto se propagar ainda mais.


Ebola, easier to stpo now than later - Hans Rosling






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2 comentários:

Fernando Ribeiro disse...

Quando o primeiro caso de Ebola surgiu na Nigéria, os especialistas ficaram profundamente alarmados. Como será possível, diziam eles, evitar a difusão da doença numa cidade tão caótica como Lagos (a capital económica da Nigéria, bem entendido), com uma população estimada nuns impressionantes 21 milhões de habitantes? Que hecatombe irá acontecer ali e noutras cidades do país mais populoso de África? Pois bem, não não houve hecatombe nenhuma na Nigéria! Porquê? Ler aqui: http://www.afrika.no/Detailed/25455.html.

bob marley disse...

andei á procura de um vídeo em que o Mobutu visita uma zona afectada pelo Ébola. não encontrei.

O que penso, devem ter a cura, inclusive a vacina.

Já estou na fase de conspiração, quando morrer um tubarão dos grandes, acredito que afinal não existe cura.

as guerras matam e existem muitas, focos, mas parece que não chega, vão usar estas doenças para controlo da população mundial.

provavelmente nem sabemos que tipos de centro, algums estados têm para essas doenças, mas alguns filmes levantam a ponta do véu, dizem que é ficção

e de vez enquando temos milagres de recuperação, por coincidência um médico dos states