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quarta-feira, setembro 24, 2014

Último debate entre António Costa e António José Seguro, na RTP, com este último a mostrar o lado mais baixo e negro da natureza humana, o lado mesquinho, o lado vingativo, indigno. Tem razão António Costa: uma pessoa assim envergonha os que simpatizam com ideais democráticos, humanistas, republicanos. Neste debate, António José Seguro traçou o fim da sua inglória carreira política.


Um debate marcado pela crispação, por momentos de grande tensão
A coisa correu muito mal a Seguro, muito, muito mal
Agora os dados estão lançados.
António Costa vai vencer e estou em crer que a vida política nacional vai mudar



A coisa parecia estar a ir bem, ambos falando cordatamente. Eis senão quando António José Seguro voltou a descer da chinela: pôs a mão na anca e desatou na peixeirada. Os mesmos ataques pueris e ridículos, a mesma atitude ressabiada. Porta-se como se o que se estava ali a passar fosse apenas uma desfeita que Costa lhe tivesse feito, ele tão preparado para ser primeiro-ministro e mesmo ali quase a chutar à baliza e agora apareceu um menino que lhe quer tirar a bola. Patético.


tozero piu piu


António Costa não se ficou e, de facto, por muita evangélica paciência que tenha, há coisas que não se aguentam. Voltou a explicar-lhe que fáceis foram os tempos em que o Governo estava a tomar medidas duras e que a oposição poderia ganhar automaticamente a adesão da população (coisa que, de resto, não conseguiu fazer); difíceis vão ser os tempos daqui para a frente, com o Governo a lançar medidas eleitoralistas e populares. Difíceis serão também os tempos de governação com o país em cacos (esta já é minha).




Mas o pior veio perto do fim, quando o João Adelino Faria questionou o Seguro sobre o que quer ele dizer quando insinua que Costa é a continuação da mistura entre política e negócios. Com aquele ar de delator rasteiro, Seguro nomeou um apoiante de Costa, insultando-o, e dando-o como exemplo de promiscuidade. António Costa ficou perplexo e incomodado, tal como eu aqui em casa o fiquei mesmo sem conhecer pessoalmente a pessoa de quem ele falava.




De entre os milhares de simpatizantes, pega-se num, fala-se no nome da pessoa como sendo um exemplo de promiscuidade...? Pode alguém de bem fazer isso? Parece uma coisa pidesca. Ora se se fosse passar a pente fino a vida pessoal dos simpatizantes de Seguro e, em público, se expusesse uma delas ao enxovalho púbico? Uma coisa indigna, chocante.

Suponhamos que há um gatuno que simpatiza com Seguro. Faria sentido António Costa nomeá-lo ali na televisão e dizer que, por isso, Seguro personifica a ladroagem na política?

Bolas. Este Seguro é mau demais. 




António Costa disse-lhe que o que ele estava a fazer era muito feio e, no final, confessou à jornalista que o esperava à saída que não conhecia esta faceta do Seguro.


Também eu não. Nunca foi pessoa que me inspirasse mas tinha-o mais por beato, palerma, nunca que fosse uma criatura perigosa, daquelas que enlameia os outros.




Quanto ao conteúdo político do debate, pouco acrescentou em relação aos restantes e mostrou que estes debates são nefastos para a imagem da política junto da opinião pública. Política não é isto. A política, quando no palco está uma criatura de baixa estatura moral, parece uma coisa rasteira. Ora a política é das actividades mais nobres que há. É urgente dignificar a política, a defesa da causa pública, a nobre arte da generosidade na dádiva aos outros

Mas a vida tem destes hiatos em que, criando-se buracos negros, parece que a natureza é sugada. Foi o que aconteceu no PS pós-Sócrates, com António José Seguro. Felizmente António Costa apresentou-se, ofereceu a sua disponibilidade e, como ele diz, em breve esta página negra será virada.




A política, a social democracia tal como o PS pode corporizar, a democracia evoluída, o humanismo, a liberdade são fundamentais para Portugal tentar sair da cauda da Europa - e António Costa tem demonstrado ter capacidade e vontade para conduzir uma governação de qualidade.

Não sou militante no PS porque o meu espírito é livre demais para eu me arregimentar onde quer que seja. Não me inscrevi como simpatizante porque acho que a escolha do secretário-geral de um partido deve ser escolha dos seus militantes (e, de resto, também não alinharia em jogadas de secretaria como foi esta manobra dilatória do Seguro).

Pode ser que a escolha através de primárias venha a provar-se uma boa coisa. Contudo incomodam-me as campanhas eleitorais em geral, da forma como são feitas, e, por isso, acho que já bastam as campanhas para eleições legislativas, autárquicas, europeias ou presidenciais. Estar a arranjar eleições de cariz nacional por motivos internos de um partido, com o desgaste que isso provoca, parece-me uma canseira, uma maçada. António José Seguro fez questão nisto, tal como fez questão nestes debates. Não me revejo em nada disto. Para mim, tudo isto só serviu para que víssemos bem a miséria que é a maneira de ser de António José seguro e a isso ele poderia ter-nos poupado.


Só espero que, com o Partido Socialista a ser conduzido por António Costa, voltemos a ter esperança no futuro do nosso pobre País. Estamos todos tão precisados de ter esperança,


...

5 comentários:

Anónimo disse...

Seguro mesquinho?? Porque disse a verdade?? A VERDADE. Custa assim tanto falar do lixo que há dentro do PS??

Um Jeito Manso disse...

Caro Anónimo,

O Seguro disse alguma verdade? Só o ouvi dizer lugares comuns, afirmações destinadas a serem populares e a dirigir ofensas a um simpatizante de Costa, em particular.

Dentro do PS há lixo como há em todos os partidos, em todas as casas, em todas as cidades.

Como acontece na sua casa, Caro Anónimo. Em todas as casas. E é bom que o lixo seja apanhado e deitado fora. Para isso é preciso gente inteligente, honesta, corajosa.

Seguro não o consegue. Já provou que não consegue. Está há 3 anos à frente do PS e pelos vistos ainda não foi capaz de limpar o lixo. Ora se nem isso consegue, como conseguiria limpar o lixo do País?

Pense nisso, Caro Anónimo.

Anónimo disse...

Seguro não tem arcaboiço moral para PM. Morreu ali ontem, o que não admira pois já andava moribundo.
Neste fim-de-semana, um conhecido nosso, recentemente desfilado do PSD, por o Partido a que pertencia estar a bater no fundo, politica, moralmente, em sua opinião, dizia-nos que se o Seguro por ventura ganhar, o que ninguém acredita, mas…, então poderá vir a criar-se um novo partido de centro-esquerda com o apoio de muita gente sã do PSD e do PS. E, como muitos dos que votaram Passos e hoje se sentem enganados e revoltados, também espera que o país se renove com Costa.
Fez bem em fazer essas comparações. Eu próprio continuo amigo de um antigo colega da universidade que um dia, numa qualquer vertigem cometeu um crime de fraude que o levou a tribunal e a ser condenado, embora com pena suspensa. Fui lá abonar, como testemunha, outras das suas qualidades. Emendou-se, aprendeu e hoje é um homem melhor. E seria caso para que eu ficasse colado a ele? Disparate!
Este Piu-Piu é um político de sargeta.
Resto de bom dia de trabalho, que a Pátria precisa, apesar das malfeitorias deste governo e do seu PM.
P.Rufino

Anónimo disse...

Realmente, nem sem se vos aplauda,então é o Costa que vem renovar isto? O fdp que acompanhou o outro fdp (Sócrates, que já ninguém parece recordar) e agora vem «renovar» a politica?... uau...

Um Jeito Manso disse...

Caro Anónimo que se refere de forma pouco abonatória em relação às mães de Sócrates e António Costa,

Tenho a dizer-lhe que não conheço a mãe de Sócrates mas admito que seja pessoa de bem e que, embora não conheça pessoalmente, tenho admiração por Maria Antónia Palla, mãe de António Costa.

De resto não sei de situações graves e dolosas imputáveis a qualquer dos dois.

Se o Caro Anónimo se vir metido no meio de um engarrafamento, parecer-me injusto acusá-lo a si de estar a atrapalhar o trânsito. De resto não tenho mais nada a dizer-lhe.