Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, agosto 20, 2014

Uma sala invadida por milhares de formigas...? Nããããoooo... Coelhos gigantes a aparecerem à porta da gruta...? Nãããoooo... Então, o quê...? Ah, já sei: era uma vez uma floresta mágica onde se encontraram nobres e plebeus, belos rapagões, alegres donzelas.


No post abaixo já vos contei sobre as duas revistas femininas que a minha filha trouxe cá para casa e já partilhei convosco o meu horóscopo para estes dias. Temas relevantes, portanto.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


De dia, andei em busca de grutas (que as há por aqui) contando histórias de lobos maus para logo, depois, pensando que podiam ficar assustados, desmentir, que não, lobos não, coelhos. Mas a imaginação desafia-me: coelhos mas gigantes. Os meninos arregalam os olhos: gigantes? Confirmo: gigantes. Mas logo me arrependo: coelhos gigantes não, não, coelhinhos pequeninos. Mas muitos. Montes de coelhinhos pequeninos.

Parecia eu que estava a antever o que há bocado aqui aconteceu.

Ao fim da tarde, banhos tomados e enquanto se aguardava que o jantar fosse para a mesa, apareceram na sala da televisão umas formigas gigantes. Umas formigonas de mandíbulas afiadas. E logo deram umas dentadonas de arrancar bifes do pé. Caçada às big formigas. Com o pé, tumba, tumba. Problema resolvido.

Há pouco, apenas já apenas eu e a minha filha a vermos televisão, a vermos O Rebu praticamente às escuras, começo a sentir formigas nos pés. Ela não, que estava enroscada no sofá. Espreitamos o chão e nem queríamos acreditar: cachos de formigas, milhares, um horror. Exércitos delas a atravessarem a sala em várias direcções e a concentrarem-se em montes. Acendemos as luzes todas: estavam sobre as formigonas mortas. Não sei qual o objectivo, se estavam a velá-las, se as tinham vindo buscar, não sei. O que sei é que era um cenário de terror. Fomos a correr à casa de banho buscar papel higiénico ensopado para apanhar aqueles cachos. Mas era missão impossível. Depois de várias viagens entre a casa de banho e a sala - e o meu marido, que se preparava para adormecer, já admirado com aquela correria e com as nossas exclamações - concluímos que tínhamos que optar por outra estratégia. Então fui buscar balde e esfregona e, ao fim de vários baldes, a água negra de tanta formiga, lá conseguimos livrar-nos desta invasão. Era eu de um lado, com a esfregona, a minha filha com papel, depois ela a fazer barreiras de água para não passarem para fora da sala. Só visto. Um fenómeno. Mais temíveis do que os coelhos gigantes da gruta lá de baixo, estas formigas invasoras em assustadoras hordas.

Amanhã vai ser o delírio quando contarmos a aventura aos dorminhocos que não deram por nada. 

Entretanto, uma vez mais, dei uma volta pelas notícias e não me apetece falar de nada. Tudo requentado, tudo disparatado, tudo muito mau. 

Fez-me impressão ler que o Papa Francisco disse que acha que não vai viver muito mais. Espero que tenha sido um erro de tradução ou uma deficiente interpretação. Gosto dele. Custa pensar que a Igreja venha a ter um paroquial ou rato de sacristia, por muito intelectual que seja, à sua frente. Francisco, o Papa, é uma lufada de ar fresco no anquilosado edifício católico. Tomara que viva muitos e bons anos e que mantenha a cabeça lúcida e o corpo suficientemente enérgico para se manter em funções.


Mas, não me apetecendo falar de mais nada, e não tendo grande concentração para falar de qualquer outra coisa, viro-me para a beleza das campanhas Dolce & Gabbana. O vestuário, os adereços, os cabelos, a graça alegre das suaves raparigas, o ar saudável e malandreco dos rapazes. Tudo muito bom. É a moda Outono/Inverno 2014/2015.





Se o meu horóscopo estiver certo, vou ter um incremento nas minhas finanças e, portanto, para além dos sapatos do post a seguir, irei comprar para mim e para as meninas da minha família, casaquinhos destes, vestidinhos, colares. E, vá lá, também para todas as minhas Leitoras. A cada uma uma peça desta campanha. Uma mega party, música e animação e distribuição de sapatos e roupas Dolce and Gabbana. Para os Leitores homens, não sei. Ou melhor, teria que submetê-los a uma prova de casting para ver qual a toilette mais adequada a cada um. Não sei se será fácil.







Once upon a time




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Relembro: desçam, por favor, para continuarem no mesmo comprimento de onda. Uma onda light, muito light. É Summer time, que hei-de eu fazer?


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Desejo-vos, meus Caros leitores, uma bela quarta-feira.


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