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sexta-feira, agosto 22, 2014

Geografia da mulher [a da homem é tão limitada que pouco tenho a dizer]


No post abaixo já falei da minha experiência enquanto mulher em minoria na equipa de gestão do grupo de empresas em que trabalho. Veio isto a propósito do artigo do Expresso intitulado Por que motivo temos tão poucas mulheres no topo das nossas empresas?

Lá assumi também que há duas coisas em que me sinto em desvantagem em relação aos homens. 

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, parto para a paródia.

A coisa não é de minha lavra mas Leitor generoso e amigo, a quem agradeço, fez-me chegar uma peça literária toda ela a pingar testosterona e que, parecendo às primeiras ser um portento de mundividência, revela, contudo, um algo limitado conhecimento da matéria, especialmente no que se refere a algumas das faixas etárias referidas. De certa forma, nem de propósito este texto a seguir ao que no post a seguir a este escrevi (mulheres versus homens).

Com vossa licença, passo a transcrever.


Mas, antes, se me permitem, música.

(Velha e louca)






Geografia da Mulher




Entre 18 e 25 anos, a mulher é como o Continente Africano: uma metade já foi descoberta e a outra metade esconde a beleza ainda selvagem e deltas férteis.


Entre 26 e 35, a mulher é como a América do Norte: moderna, desenvolvida, civilizada e aberta a negociações.


Entre 36 e 40, é como a Índia: muito quente, relaxada e consciente da sua própria beleza.

Entre 41 e 50, a mulher é como a França: suavemente envelhecida, mas ainda desejável de se visitar.


Entre 51 e 60, é como a Jugoslávia: ... empenha-se na reconstrução...


Entre 61 e 70, ela é como a Rússia: espaçosa, com fronteiras sem patrulha. A camada de neve oculta grandes tesouros.


Entre 71 e 80, a mulher é como a Mongólia: com um passado glorioso de conquistas, mas com poucas esperanças no futuro.


Depois dos 81, ela é como o Afeganistão: quase todos sabem onde está, mas ninguém quer ir até lá.





Geografia do Homem




Entre os 15 e os 80 anos, o homem é como Cuba: governado por um só membro...!!!





E nada mais a dizer. Temos pena.






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Mulheres em acção










Homens em acção

Let's Get Zesty








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  • O primeiro anúncio é da Candy fragrance da Prada e o segundo é da Axe.
  • Os dois últimos são dos molhos Kraft, uns molhos que devem ser de a gente comer e se lamber por mais.
  • A música lá em cima era Mallu Magalhães com Velha e Louca

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Relembro que no post a seguir falo de mulheres na gestão e digo porque é que, em minha opinião, a gestão em Portugal anda pelas ruas da amargura. No final, junta-se a nós a minha amiga Martine Hill.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta feira!


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1 comentário:

Anónimo disse...

Que Post divertidíssimo! Sobre todos os aspectos!
Uma das coisas que me dispõe extraordinariamente bem neste seu Blogue é o seu excelente sentido de humor, mesmo quando trata de assuntos mais sérios.
A minha mulher ás vezes diz-me que “nós homens só pensamos com a outra cabeça”. É uma boa tirada, ou crítica, mas, por vezes, até faz sentido.
Quanto à Geografia da Mulher, vá lá que a mulher até nem se sai mal. Já o homem, o pobre, enfim…
Mas, gostava de ver alguém a tentar “explicar” a nossa Geografia nos mesmo termos que se fez para a mulher. Mas, se calhar não é mesmo possível. Pelo que aqui é dito.
Ainda sobre a mulher, não será talvez por acaso que as primeiras esculturas que se conhecem (pequenas estatuetas), datadas entre há 11 mil e 38 mil (!) anos, são de mulher, e não de homem. Já eram, ao que parece, mais veneradas e consideradas pelos nossos mais antigos antepassados, do que os homens. Ora bem!
E foram mulheres (e deusas) que inspiraram algumas das mais relevantes e significativas obras de arte. Ora bem, novamente!
Conheço alguns homens que se “encanitam” sempre que uma mulher lhes faz frente e leva a melhor, quer numa argumentação, quer numa proposta de solução, quer no trabalho, etc.
E conheci um tipo que veio a divorciar-se, ao fim de alguns largos anos, “porque já não suportava a superioridade intelectual da mulher”! Inacreditável! Até pasmei! Nunca uma mulher seria capaz, julgo eu, de justificar o fim de uma relação por esses motivos.
Mas, convenhamos, que entre nós, homens, tanto há figurões, como bons rapazes. Pena é que alguns desses figurões sejam mais do que as “figuronas”.
Vou zarpar hoje para um fim-de-semana no campo, fora de casa. Para arejar!
P.Rufino