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quinta-feira, julho 10, 2014

As seis top models mais sexy do mundo visitam o Um Jeito Manso ao som de Lolita e apenas cobertas pelas palavras de António Ramos Rosa








Em Portugal, mais propriamente no Porto, nasceu uma das seis modelos mais sexy e requisitadas da actualidade, a jovem Sara Sampaio, quase a fazer 23 anos. Recentemente posou para a conhecida revista masculina Lui. O fotógrafo convidado foi Mark Segal e a sessão decorreu em Saint-Tropez.


Aí ela aparece esguia, bela, sensual e bem acompanhada: Magdalena Fracowiak, Isabeli Fontana, Emily DiDonato, Karmen Pedaru, Lais Ribeiro juntam-se-lhe. 


Um festim para os olhos dos homens - e também para os das mulheres que gostam de beleza, e, em particular, de escultura.

Claro que haverá as invejosas que olham estas belas e elegantes jovens com olho gordo, pensando que daqui por uns anos elas já não estarão tão bonitas ou que alguma gordura já se terá depositado naqueles corpos agora tão bem esculpidos. Seja. As coisas são boas enquanto duram e elas são muito bonitas agora e isso é o que importa. Depois se verá e o mais provável é que sejam belas para o resto da vida.

Sara Sampaio, morena, olhos verdes, mede 1,71 m e é graciosa e alegre.

O elevado número de prémios que já recebeu e os desfiles importantíssimos onde participa, nomeadamente no desfile de anjos da Victoria's Secret, parecem não a ter modificado pois continua a aparecer radiante e fresca na simplicidade genuína que parece caracterizá-la. Tomara que se mantenha com este ar de boa menina, saudável, bem disposta, não obstante o meio competitivo e tantas vezes tão pouco saudável em que se move.

Inicialmente com uma imagem muito próxima de Adriana Lima ou mesmo  Irina Shayk, Sara Sampaio vem ganhando um lugar muito próprio e a sua presença neste número da Lui é, sem dúvida, uma poderosa alavancagem na sua carreira.



Mas vejamos então as outras cinco meninas bonitas e impudicas que também se desnudaram ao sol perante a câmara de Mark Segal.


Magdalena Fracowiak



Se é clara a luz desta vermelha margem 
é porque dela se ergue uma figura nua 
e o silêncio é recente e todavia antigo 
enquanto se penteia na sombra da folhagem. 
Que longe é ver tão perto o centro da frescura 

e as linhas calmas e as brisas sossegadas! 
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço 
que no umbigo principia e fulge em transparência. 
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo 
que em espiral circula ao ritmo da origem. 

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola 
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa. 
O seu sorriso é a distância fluida, a subtileza do ar. 
Quase dorme no suave clamor e se dissipa 
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível. 


Isabeli Fontana

A casa é viva
(A mulher dorme)
Dorme na espuma
nas cores puras
Dorme na espuma do silêncio 

Planos brancos
e cores lisas

Dorme no vidro
tranquilo
Dorme viva

(...)

Uma brisa lava
a casa fresca

A varanda nua
é seca e branca
com sede de mar

A varanda é nua
A mulher é nua

Da casa branca
vê-se o mar
o fulvo dorso
da praia
nu
mulher de areia
deitada e panda
na frescura azul

Uma vela branca
de minúcia fresca
dá ao olhar a brisa
dá ao silêncio o mar

A mulher dorme
viva
na espuma
do silêncio


Emily DiDonato


Para quem o deseja e quem o ama
um corpo é sempre belo no seu esplendor
e tudo nele é belo porque é sagrado
e, mesmo na mais plena posse, inviolável.

Um corpo que se ama é uma nascente viva
que de cada poro irrompe irreprimivel
e toda a sua violência é a energia ardente
que gerou o universo e a fantasia dos deuses.

Tudo num corpo que se ama é adorável
na integridade viva de um mistério
na evidência assombrosa da beleza
que se nos oferece inteiramente nua.

Não há visão mais lucida do que a do desejo
e só para ela a nudez é sagrada
como uma torrente vertiginosa ou uma oferenda solar.
Esse olhar vê-o inteiro na perfeição terrestre.


Karmen Pedaru

Sóbrio o teu corpo me pede
penetração: nomes puros:
os de boca, braços, mãos
sobre a terra e sobre os muros.

Sóbrio o teu corpo me pede
nomes justos, nomes duros:
os de terra, fogo e punhos,
claros, acres, escuros.



Lais Ribeiro

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E Deus criou a mulher. E com o calor que está só apetece estar assim. 

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1 comentário:

Anónimo disse...

E ainda há tipos que não gostam de mulheres!
P.Rufino