Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, maio 13, 2014

João Ferreira da CDU, um jovem bonito e que parece inteligente, afinal tem conversa (e até voz!) de velho e relho. O PCP não aprende, bolas, não aprende. Sectários como sempre, em vez de atacarem a coligação que está a destruir o país, atacam o PS. Passa pela cabeça de alguém?... Passa: pela cabeça empedernida da gente do PCP.


No outro dia, quando estávamos a vir da praia, ligámos o rádio e ouvimos um homem a ser entrevistado. Não sabíamos quem era. A voz parecia de homem mais velho e a conversa, então, era do tempo do PREC. Podia ser alguém de uns sessenta anos ou mais, alguém que tinha ficado preso nas malhas do tempo. No entanto, apesar de não lhe conhecermos a voz de lado nenhum, achámos que aquilo era capaz de ser conversa do rapaz que é candidato pela CDU. Mais à frente, o entrevistador explicitou: era, sim senhor, o rapaz bonito da CDU. Uma pena.


Um jovem perseguido por sombras de um mundo que não existe


Agora, enquanto escrevo, voltei a vê-lo na televisão. Volto a dizer: uma pena.

Em parte, ao PCP se deve a bela proeza de ter contribuído para pôr estes incompetentes que nos governam no poder. 

E, agora, a eles se está a dever uma campanha de que se deveriam envergonhar. Em vez de atacarem os partidos que estão a devastar Portugal e que estão inseridos nas formações políticas que, na Europa, são responsáveis por estas políticas que estão a destruir o que foram os princípios fundadores de uma Europa comunitária, humanista, inclusiva, entretêm-se a atacar o PS.

A razão é óbvia: com o espírito pequenino que os caracteriza (e que é inversamente proporcional ao ideal que profetizam e que é, em parte, virtuoso), percebem que, para se sobreviverem têm que captar votos nas franjas mais à esquerda do PS e, portanto, marimbando-se claramente para Portugal e para o ideal Europeu, têm um comportamento absolutamente egoísta. Lamentável.

Para escrever aqui o nome e não correr o risco de me enganar, fiz uma pesquisa no Google e fui parar a um artigo no Público. Confirmei que se chama João Ferreira e lá estava de novo o rapaz a atirar-se ao PS, ao PEC IV e sei lá a que mais. Até me benzeria de incredulidade se fosse dada a benzeduras. Será que, num momento destes, é o PS que é o inimigo dos portugueses...?!?!

Esta gente da esquerda (BE, Livre, PCP, PS, etc), se fossem patriotas, deviam fazer um pacto qualquer de não agressão entre si, concentrando todo o poder de fogo sobre o PSD e CDS.

Assim - idiotas, míopes, imaturos - andam às guerras entre si, deixando, uma vez mais, o terreno aberto para os ultra-liberais, ultra-estúpidos, ultra-perigosos do PSD e CDS.

Dá para perceber o que é que esta gente dos partidos de esquerda tem na cabeça? Cambada de inconsequentes. Bolas para isto. Os Portugueses mereceriam mais do que uma pouca sorte destas, caraças.


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Para verem a falta de jeito que Passos Coelho tem para tudo, desçam, por favor até ao post abaixo. Aí poderão vê-lo a ter aulas de canto. Não tinha noção, na altura, de que não ia lá. Mas a verdade é que, de falta de jeito em falta de jeito, chegou onde está. Provavelmente devido ao que acabo de escrever.

Nesse mesmo vídeo poderão ver o contraste entre os dotes do láparo putativo cantor e os da performativa Lady Gaga.

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10 comentários:

Anónimo disse...

Quem é consequente e inteligente tem de ser coerente nas posições que toma.
Se o PCP defende e acredita no ideal comunista como modelo de sociedade já mais irá ver o PS como um partido distinto do PSD.
Se chegámos à posição que chegámos, tal não se deve ao governo do Passos ou do Sócrates em particular, mas sim ao conjunto de governos sucessivos e alternantes entre si, do PS e PSD, e que em nada se distinguem. O governo do Sócrates foi profundamente destrutivo, ainda que num contexto diferente (os argumentos do Sócrates ao domingo podem ser hipnotizantes de tão estudados, mas qualquer mente racional e inteligente os desmonta com facilidade, vá lá...) . Mas também podemos falar de Cavaco ou até de Soares.
Assim sendo aplaudo a posição do PCP ao eleger como inimigos todos os partidos responsáveis por esta situação, qualquer outra forma de fazer campanha seria uma absurda cedência ao centrismo oportunista, interesseiro, carreirista, lobbista, maçónico que tem conduzido este país desde o 25 de Abril, quer pelas mãos do PS quer do PSD.
Lamento imenso ver tanta defesa ao PS neste blog quando claramente o que se acusa o PSD serve perfeitamente ao PS... bem, aliás, no que toca a vicíos partidários o PS é bem pior que o PSD, muito mais interessado no poder para servir os boys e os próprios interesses.

O PCP sabe que tem de combater pelos votos na esquerda, e querer eleger deputados é a ferramenta mais primária e virtuosa do exercício da democracia, pois é no parlamento que se exerce a democracia representativa.
A alternativa aparentemente defendida neste blog seria um género de cedência à "esquerda" do PS tendo em vista a criação de um "espelho" do PSD+CDS... A criação de um sistema de 2 partidos apenas, absolutamente idênticos na forma, que se iriam perpetuamente alternar como nos USA? o fim da democracia? Espero que nunca e espero que para sempre os partidos lutem para manter a sua identidade e para fortalecerem as suas posições onde mais interessa e onde se podem fazer ouvir.

Para finalizar relembro as posições oficiais do PCP face a esta campanha:
"Desta política alternativa, salientou o dirigente do PCP, consta a renegociação da dívida pública, a dinamização do aparelho produtivo, a devolução ao País do que lhe foi roubado, nomeadamente as suas empresas e sectores estratégicos, e ao povo os seus salários, direitos e rendimentos."

J

Anónimo disse...

Tem toda a razão. E é uma pena a Esquerda não se unir, não se atacando, mas fustigando esta coligação. Mas o sectarismo infelizmente está neles todos: PCP, BE, PS. Enquanto que a Direita se sabe entender. E isso dá aos olhos das pessoas estabilidade. O que acaba por ser importante. Só vejo uma hipótese, embora académica, que uma qualquer ala esquerda do PS ganhe um dia a direcção do partido e acabe por engolir aos poucos o BE, o Livre e até franjas do PCP. Mas não vai acontecer.
Um país que deste modo continuará à deriva politicamente, com as consequências que tal terá na economia e nas questões sociais e do mundo do trabalho.
P.Rufino

Anónimo disse...

Querida UJM
leio-a amiúde e não me deixa de espantar quando, de quando em vez, se lembra de vir dar uma facadinha aos comunistas. A minha questão é: porquê? uma pessoa inteligente como já demonstrou ser, porquê? Como pode achar que se juntasse todos os partidos à esquerda isso teria futuro? Acha mesmo que os valores do BE, são os mesmos do PS ou do PCP? Como se podem juntar se têm âmagos tão diferentes? Seria uma paz ilusória, não daria bom resultado e seria uma "prostituição política". Quem acredita nos seus princípios, sejam eles mais à direita ou mais à esquerda, não deve esquecê-los por dá cá aquela palha. Quanto ao João Ferreira, dá gosto ver no meio de tanta gente sem piada!

Anónimo disse...

Rufino, realmente que entusiasmante essa hipótese, "ainda que académica", do PS engolir o resto da esquerda... Deve ser fã do T-Rex...
J

Anónimo disse...

Minha cara J (ou JV),
Ao correr da pena, num comentário mais rápido, por vezes não exprimimos com exactidão aquilo que queríamos dizer. Todavia, JV (ou J) peca por excesso de crítica ao sublinhar que eu disse “PS engolir o resto da Esquerda...”, quando o que eu disse não era o PS, este do Seguro, mas um PS de outro tipo. Seja como for. Devo dizer-lhe que tenho a maior consideração pelos Partidos de Esquerda – BE e PCP, que já recolheram o meu voto, anteriormente, quer para a A.R, quer para as Autarquias. Não incluo o PS como um Partido de Esquerda, actualmente, enquanto for liderado por pessoas como o Seguro, Zorrinho e Cª limitada (coloco-o, com esta liderança, no centro-direita, mas é a minha opinião, que vale o que vale, para o que me estou completamente a marimbar). No Bloco, encontro pessoas que gosto muito de ouvir, daquilo que escrevem e daquilo que defendem. Com o que concordo largamente. Muitas delas gente nova, com uma cabeça bem articulada, bem como outros mais velhos, muitíssimos capazes. E o mesmo também no PCP, onde encontro muita voz lúcida. E no (ou dentro do) PS, embora aqui, estejam “encostados à parede” (a tal ala esquerda). Mas, no que respeita ás eleições, sejam estas (para as quais parto com uma enorme reserva, pois tenho, hoje, uma enorme desconfiança relativamente ao chamado “projecto europeu”, basta ver no que está dar, com os Bancos, sobretudo alemães, assim como a economia alemã, a ganhar milhões com a crise e a tal austeridade e os empréstimos de usura), ou as de 2015, julgo que seria benéfico para a Esquerda que se unisse, com vista a correr a pontapé esta cáfila abjecta de extrema-direita do PSD/CDS. Ora, numa atitude de “wishful thinking”, ocorreu-me que o melhor seria que uma qualquer ala esquerda do PS pudesse conseguir um acordo com o outros partidos de esquerda (PCP, BE) e daí partirem para um governo de Esquerda, coisa que nunca tivemos. Pela simples razão de que é preciso recuperar direitos sociais, pensões, reformas, salários, leis laborais, acabar com o tráfico de influências (político), fazer uma reforma fiscal, que nada tem a ver com o que o empregado do Belmiro de Azevedo “aprontou”, apoiar o Ensino Público (deixando de financiar o Privado de uma vez por todas, !), reformar a Justiça, recuperar a Saúde e evitar que ela cai nas mãos das Seguradoras (revogando o que está a ser preparado na tal “Reforma do Portas”), obrigar a Banca a recorrer aos seus accionistas para se salvar(evitando os resgates), rever a dívida pública através do recurso ao nosso Banco Central como sucedia há 40 anos, repensar a situação dos desempregados entre os 45 e 60 anos (só se fala do desemprego jovem), incentivar o investimento com o fim do IRC, em simultâneo com uma política de combate ao desemprego, incentivar o consumo através de uma nova política salarial, permitir acesso ao crédito barato ás empresas em dificuldade (através de uma política de financiamento diferente por parte CGD), revogar os contratos ruinosos com as PPP, recuperar a EDP, bem como parte da GALP, seguida de um política de preços mais baixos, com vista a apoiar as empresas, deixar que a Banca possa continuar a cobrar dívida pelo empréstimo da casa, uma vez esta tenha sido devolvida à Banca, etc. Ora, tudo isto é impensável com este Tó-Tó Seguro, “mai-lo” PSD/CDS. Só com uma verdadeira Esquerda unida. O que nunca sucederá.
P.Rufino


dbo disse...

Olá UJM,
há tempos que aqui não passava, mas na realidade hoje não podia deixar de mandar "uns bitaites".
Acho que tem toda a razão no que afirma, por muito que doa ao PCP/CDU. É lamentável o que se passa, pois da Aliança Portugal (NOVA-AD), já estávamos a contar com as desculpas esfarrapadas que sempre apresentaram. Sabíamos que iam cantar e re-cantar o fado choradinho de que não trouxeram a TROIKA, mas nos libertaram (?!?!) dela. Claro que “herdaram” um “país de tanga” já do tempo do seu correligionário Durão Barroso (a frase é dele, que fugiu e nos deu tanga todos estes anos… só não vê quem não quer). Herdaram? Não!... Exigiram com chumbo ao PEC IV (bom ou mau seria de ver…) e ajudados pelo PCP e pelo BE que não ficaram, já nessa altura, muito bem na fotografia. Serão todos curtos de memória e tentarão fazer dos outros lorpas? Porra! “A César o que é de César…”. Agora, e desde a queda do Governo Sócrates, todos são uns salvadores da Pátria, mas aquele é o verdadeiro criminoso que abriu a Caixa de Pandora. Teve culpas também, azar em ser o PM da altura, mas os outros não são nem foram santos. Hoje é Sócrates o alvo das políticas falhadas e no passado recente foi Mário Soares. Creio que as campanhas cegam os aflitos e odiosos.
É o medo, cara UJM, é o medo que alguns partidos têm de ser massacrados, mas creio que o PCP deveria lutar por ser um grande partido de esquerda, mas com as músicas do passado jamais lá chegarão. Contudo a “Aliança Portugal” agradece-lhes o divisionismo da esquerda e a possibilidade de voltar a ser a “força” mais votada nas próxima legislativas (ainda um pouco longe) e assim terem o privilégio de voltar a formar um novo governo ultraliberal e capaz de nos “achinesar” ainda muito mais.
E mais não digo, pois lhe roubei bastante espaço. Para a frente é o caminho, força e muita saúde.

Anónimo disse...

Olá, P. Rufino,

Os comentários anteriores assinados por um(a) tal J. não me pertencem.

Um abraço,
JV

Anónimo disse...

E porque são sempre os pequenos momentos que me comovem, deixo aqui um:

http://youtu.be/rREvupGUJ0M

Aqueles aplausos e aqueles risos quando o homem diz "não gostei do que disse" são de cortar a respiração. Estamos a lidar com seres humanos! Quanta insensibilidade! Quanto ódio, debaixo da capa da troça!

E veja-se com atenção a parte final, a partir de 5:45. Primeiro a frustração de não ser compreendido, os braços abertos, depois a "aberta" deixada ao interlocutor, o sorriso, a atitude positiva.

O que lá vai, lá vai, mas é uma pena.

JV

Anónimo disse...

O último comentário vinha no seguimento de um anterior que não foi submetido - reparei agora.

Faço um resumo:

- Aquilo que UJM escreveu é mais ou menos o que toda a gente pensa: os partidos têm uma enorma falta de sentido democrático, não sendo capazes de chegar a compromissos políticos;

- Parece-me que a crítica se ajusta ainda mais ao BE. Vejo o PCP um pouco como o partido do protesto. O BE deveria trazer algo mais, não precisamos de 2 partidos de protesto. O povo tem noção disto: lembremo-nos de que a popularidade do BE caiu a pique desde que recusou - imitando o PCP - a negociar com a Troika o memorando.

- Parece-me que o BE tem vindo a aperceber-se de que tem de mudar de tática. Quem sabe, talvez o próximo governo seja PS-BE.

- De qualquer forma, um PS forte consegue ter a maioria absoluta. O problema é que um partido é tão forte quanto o seu líder e o Seguro é muito fraco. É melhor do que os atuais artistas que nos governam? Sem dúvida, mas é muito, muito fraco, ainda que esteja mais calmo, com um melhor corte de cabelo e diga menos vezes "eu". Há duas opções: ser bem comportada e votar Seguro ou votar Protesto. E para meter lá este Seguro, se calhar mais vale deixar os que lá estão estragar até ao fim...

- Como as eleições europeias estão aí, faz, aliás, mais sentido falar sobre elas. E não faço a mínima ideia do que fazer: o Rangel, como é óbvio está fora de questão (quem seja das áreas jurídicas, se calhar até conhece alguns textos seus sobre o sistema político e a fiscalização da constitucionalidade e saberá que o Sr. tem umas ideias desviantes de um Estado de Direito saudável...); quanto aos Assis, até gostava dele, apesar da má dicção, mas troca-me as voltas ver estes tipos venderem-se assim... Ele era da ala socrática, perdeu a internas para o Seguro, e prometeram-lhe a Europa para ele não chatear muito... E ele agradece, fica com a vidinha e a reformazinha descansada e não tem de se preocupar mais com o que se passa nesta terra desgraçada... Outros têm cartazes com a cara de um velhadas a dizer: "Sair do Euro. Não pagamos." Eu não quero sair do Euro! O Euro é uma ideia extraordinária. A União Europeia é uma criação absolutamente fantástica, baseada numa verdadeira tentativa de fundar os alicerces de um futuro melhor. E, aliás, só unida a Europa poderá ter manter algum peso por confronto com enormes potências mundiais como EUA, a China, o Brasil, a Rússia, a Índia, etc., num mundo cada vez mais globalizado.

(continua)

Anónimo disse...

Acreditem que não estou infetada pelo vírus do euroceticismo por capricho, quando vos digo que me custa os olhos da cara escolher, com o meu voto, quem enviar para o tacho "Europa". O que queria era que a Europa não fosse um tacho! Que memórias felizes das calculadoras CASIO com botão de conversão de escudos em euros e das notas a fingir que distribuíram na escola primária para nos habituarmos à nova moeda...
Poderá parecer estranho a Europa ser para mim calculadoras CASIO com conversão cambial e notas de brincar, mas os grandes ideais tocam-nos, por vezes, das formas mais pequeninas... A calculadora CASIO com botão de conversão é um marco gigantesco na minha vida: eu sabia bem naquela altura que ela tinha um significado muito maior, que representava um futuro brilhante à nossa frente. O meu pai tinha constituído a sua empresa há menos de dois anos, a internet começava a universalizar-se, todos os dias aprendia coisas novas na escola... tudo era possível. Mas quê? Tem sido só um "vê se te aguentas" que nunca mais acaba. Hoje não há empresa. Há muito que a minha mãe, professora, funcionária pública, não progride na carreira e nem vos conto quanto o salário dela diminuiu em 3 anos. E as pessoas vão tentando aguentar-se, já sem esperança de tornar a realidade melhor, desejando apenas que não piorem muito. E que alívio se sente quando se perde tudo, quando vai tudo pelos ares e já não há mais preocupações e desespero! Ah, e ver esses tipos, cheios de maneirismos, cheios de ideias neoliberais e de palavrões como "mérito", falar com a convicção de quem julga que o seu "sucesso", a porcariazinha da licenciatura que terminaram com média de 17 e lhes garantiu a vida toda daí para a frente, é fruto única e exclusivamente da sua superioridade face ao comum dos homens que não tem sucesso porque não presta, é burro ou não trabalha o suficiente. E estou a falar dos que são minimamente bons no que fazem, já nem falo dos gosmas que se colam aos partidos e de todos os incompetentes incivilizados que andam por aí. Falo daqueles que acham que a vida deles, muito bem estruturada, não poderia, nunca, ter tomado outro caminho. Porque eles são muito bons... Têm muito mérito... Que pequeninos que são com essa mentalidade burguesa odiosa! Um desses tipos, disse-me com um ar tão orgulhoso que nem consigo descrever que "era a exceção da sua geração [tem entre 30 a 40 anos], porque não tinha dívidas e os tipos da sua idade estavam todos endividados". Eu disse-lhe que ficava muito contente por ele, ainda que o sistema capitalista se baseasse na dívida, no crédito, na circulação de capital e por isso me surpreender um pouco que ele, que dizia ser um neoliberal puro e duro, visse com tão maus olhos as "dívidas". E quando exclamei que ele era um radical, ele ficou todo contente e confirmou que sim.

Bom, isto de resumo já não tem nada, é melhor parar por aqui. Era no seguimento daquela história de as coisas mais pequeninas como as calculadoras CASIO atingirem a nossa sensibilidade de forma muito particular que vinha o video do Socrates, o resto foram coisas que me vieram agora à cabeça.

JV