Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, maio 05, 2014

A saída limpa de Passos Coelho? Os eufórico-trocadilhos de Paulo Portas? .... Não, não vou falar deles (ou melhor: vou só falar um bocadinho). Prefiro falar da humanidade de outros animais. De um certo cão, em particular. Comovente como todos os gestos de bondade.


Com o País num estado miserável e sem terem feito outra coisa senão roubar dinheiro à maioria dos portugueses e, estou em crer, sem terem percebido nada do que se passou, Passos Coelho e o seu grupelho de cúmplices veio anunciar o que se antevia: uma saída limpa, airosa, asseada, lavadinha, perfumada. Claro que, na boca deles, mesmo as coisas limpas nos soam a sujas mas isso é pormenor de que eles, auto-centrados, nem se dão conta.


Ao contrário do que acontecia quando, em 2010 e 2011, o mundo (e, em especial, os especuladores) assistia a uma União Europeia patarata sem saber o que fazer com países com economias débeis a serem abutremente atacados, eis que agora - com um BCE a actuar como um potente escudo anti-choque, e com a liquidez que, antes, se dirigia para os emergentes, a daí bater em retirada - os juros voltam a baixar e o financiamento externo volta a ser possível.

Em Portugal, Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, fala-se de valores na vizinhança dos três por cento e, embora acima dos quase 0% da Alemanha, isso já é minimamente comportável. Não é apenas em Portugal, repito, é em todos os países europeus carentes de financiamento como de pão para a boca.

Sem perceberem isto ou, então, a tomarem os outros por parvos, o Láparo-Farroncas e o Vice-Contorcionista apresentam-se agora como vitoriosos, cantando sobre um monte de escombros, sobre centenas de milhares de desempregados (grande parte dos quais já não recebendo qualquer cêntimo de apoio), sobre um país mais velho, mais pobre, mais desolado.

E,
  • que o conhecimento e a ciência estejam a ser desdenhados e atacados como frescuras desnecessárias, 
  • que os jovens tenham vindo a abandonar o País sem saberem se algum dia terão condições para voltar, 
  • que os casais temam ter mais filhos por não saberem se terão condições para os criar, 
  • ou que os mais velhos nem percebam já quanto é que vão receber ao fim do mês,
são alguns entre muitos outros pormenores irrelevantes, pieguices, coisas estranhas a estes pseudo-governantes que nos calharam na rifa.

O mundo deles é o das aparências, das mentiras, dos embustes, da ignorância mais tosca. Tudo o que é humano lhes é estranho.


Se são desumanos ou simplesmente néscios é coisa que ainda não consegui perceber com exactidão e acho que nem vou alguma vez perceber até porque é tema do qual já me desinteressei.

Eu, como quase todos os seres humanos que conheço,
(as excepções serão o José Gomes Ferreira, o Henrique Raposo e assim de repente não me lembro de mais nenhum, salvo aqueles que flutuam na espuma, para o que der e vier, como o Ricardo Costa, Henrique Monteiro, João Duque e outras almas de coluna vertebral dúctil e consciência elástica), 
estou em ruptura emocional total com o bando do desgoverno e grupo parlamentar suportante (eu, aliás, sempre estive mas, enfim, aceito incluir-me no grupo mais vasto em que estão os que só perceberam o logro depois de mil provas provadas).

Agora que há algumas coisas que ainda me espantam, lá isso há. Por exemplo: se o Poiares Maduro é o sujeito instruído que por aí pintam, como é possível que se preste ao dislate e ao embuste como por o vejo sempre que o mostram na televisão. São mentiras, manipulações, distorções, umas atrás de outras. Uma mensagem sempre enganadora. Custa ouvir um coisinho daqueles, com aquele arzinho de piu-piu e que dizem ser não ser um relvas qualquer, a prestar-se a farsas de pacotilha e a palermices que qualquer criança consegue rebater. Tudo isto me incomoda. A mentira instalou-se no poder e isto mina a sociedade.

Por isso, hoje não vou gastar mais tempo com laparices, irrevogabilices ou outras cretinices. Apenas algumas breves considerações sobre o que vi.


Na residência oficial do Primeiro-Ministro, Passos Coelho e os seus cúmplices anunciam que já arrecadaram o suficiente para um ano e que, portanto, não precisam de apoio para o que aí vem.
E, desta fotografia, o que tenho a dizer é o seguinte:

1- Manifestamente alguns ministros esqueceram-se de mandar fazer bainhas nas calças
2- O Pires de Lima tem um casaco que quase lhe chega aos joelhos, uma coisa tipo bibe
3- Parece que há um ministro novo ou então sou eu que tenho andado distraída. Alguém me esclarece quem é o terceiro a contar da direita? Um ministro clandestino? Uma aparição?
4- O Porta-Moedas assiste a todos os Conselhos de Ministros ou só a alguns? Na prática é mais um ministro? Ou agora que a Troika se vai embora ele também se vai?
5- O que é feito da Cristas? Queria ver se também tinha ido de saia. Provavelmente o
dress code ia nesse sentido, já que as que lá vi estavam de perna ao léu.

6- O Vice-Portas, depois de andar a branquear os dentes, agora anda a frequentar algum solário? Ou será que andou a apanhar banhos de sol no Dubai? É que anda tão bronzeado que até estonteia.
7- A gravata de Passos Coelho era clara demais; todo ele, ao contrário do seu vice, parece que está desbotado.


O trio de deslavados. 
Parece que saíram da máquina do tempo sem cor, sem alma. 
Nesta fotografia, até o bronzeado do vice-irrevogável parece ter-se concentrado nas olheiras, que coisa.
E o Láparo parece que está cada vez com mais cara de mau, que horror.

Porque é que não vão para casa dormir e não nos deixam em paz? Irra!

____


Hoje, portanto, o destaque vai para outros animais. Animais decentes, com bom coração. Em particular para um. Para um cão. Um cão com um grande coração. Uma cadela mais precisamente, uma bondosa labrador.






O menino do vídeo, com síndrome de Down, chama-se Herman e não gosta de contacto físico; a cadela, uma labrador, chama-se Himalaya e é doce e persistente como os seres generosos são. 


A notícia não é recente, já terá uns seis meses, mas, sei lá porquê, hoje lembrei-me dela e a apeteceu-me colocá-la aqui. 

Moral da história? Não sou muito dada a moralidades mas, a ter que enunciar alguma, aqui vai: em relação aos seres desumanos e estúpidos eu prefiro guardar distância; pelos seres genuínos que mostram compaixão e amor pelos outros eu sinto proximidade.


*

As fotografias do grupo de desalmados são da autoria de Miguel Baltasar para o Jornal de Negócios

*

3 comentários:

Anónimo disse...

"coluna vertebral dúctil e consciência elástica" é uma expressão e peras, UJM!

JV

PS: Não, não há gralha na palavra "peras". Sou bem mandada, escrevo em português atual.

Anónimo disse...

Uma cena de manipulação e propanda governamental, do mais rasca de pacotilha. Embora tenha, como sucede nestes casos, havido uns tantos arautos como tal Gomes Ferreira a tentar adoçar a coisa e vender-nos gato por lebre. Quanto ao imundo escriba do Henrique Raposo, aquilo que escreveu (com provocações a Manuela Ferreira Leite e Bagão Felix) só confirma que aquela sua mão mais parece uma cloaca a debitar porcaria.
Curioso que nenhuma das entidades ligadas, directa ou indirectamente, á Troika tenha encontrado razões para festejos, mas muito mais para cautelas.
E aquele trio de patifes, que colocou na foto, lá se prestam a este embuste. O orçamento que será aprovado no final deste ano irá desfazer a mentira que estes energúmeros nos querem fazer engolir. Com as eleições á porta é o vale tudo. E ainda temos as decisões do TC (a concluir em breve), que aguardam em banho-maria para serem divulgados, em Junho. O que ajudará a desmontar esta verrinosa propaganda. E o mais se verá. Em cortes nos do costume. Sobretudo a partir de Janeiro de 2015.
E depois vemos o rapaz Seguro a dizer umas vacuidades e ficamos a pensar: quem nos salva? O Jorge Jesus? A Virgem de Fátima? A Madre Teresa de Calcutá? O Rato Mickey?
Como dizia o povo, em tempos idos: “estamos feitos ao bife!”
Daquele lustre ou painel, ficou-me uma dúvida: que se passou com a fronha do Machete? Com um penso na caronha? Aquilo foi o Portas, o Passos, a Luíz que lhe arrearam? E porquê?
JV escreve um português "estranho"..."atual", recorrendo ao A.O. Por aqui, em circunstãncia alguma se abdica de bem escrever, deitando ás malvas o dito A.O, como bem fazia e dizia o ilustre Vasco Graça Moura. Já goar, não é incorecto "pêras", tal como o contrário.
P.Rufino

Bob Marley disse...

efeitos especiais utilizados no comunicado - http://www.youtube.com/watch?v=fbBzhWWrpYQ