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quinta-feira, abril 10, 2014

E você, meu Caro Leitor? Consegue afirmar a sua vontade e maneira de ser mesmo em ambiente adverso no qual todos os outros agem da mesma maneira mas de uma maneira diferente da sua. Confira com a Experiência Asch.


Neste mundo de marias-vão-com-as-outras, como conseguimos preservar intacta a nossa vontade? Como conseguimos afirmar a nossa personalidade sem que sejamos acusados de pedantes ou de criaturas difíceis?

Nestes tempos de mediocridade e indiferença, interrogo-me frequentemente sobre isto.

Lembrei-me então de uma experiência célebre: a experiência do elevador da série de experimentações levadas a cabo por Solomon Asch. 


Asch combinava com um grupo de pessoas que todos iriam dar a mesma resposta mas uma resposta obviamente errada a uma questão simples. Depois, colocava no meio uma pessoa que não conhecia essa combinação. O indivíduo, apesar de ver qual a resposta certa, vendo todos os outros a darem uma resposta errada, acabava por responder também erradamente.

A experiência do elevador era a seguinte. Um grupo de homens, com aspecto de utilizadores acidentais, entrava num elevador e comportava-se parvamente: todos de costas para a porta, todos virados para um dos lados, todos a tirarem o chapéu, etc. E, no meio, entrava um pobre coitado, utente normal, que não sabia do que ali se passava. 

Vejam o seu comportamento e vejam se não é o que acontece aos papagaios, carneiros, bois mansos, etc, que por aí andam. Dá vontade de rir? A mim não. Dá-me é vontade de chorar. Somos assim. Pelo menos a maioria de nós, é. E quem o não for, volta e meia sentir-se-á muito isolado. Podem crer.




The Asch Experiment



2 comentários:

Bob Marley disse...

começou a falar no aumento do smn, vamos ver se a malta saliva em maio - http://psicologiaexperimental.blogs.sapo.pt/304.html

Anónimo disse...

É extraordinário como nos deixamos influenciar pelo comportamento e atitude da maioria dos outros à nossa volta! E acabamos por reagir por igual. O fenómeno “carneirismo” é infelizmente universal. E vê-se isso constantemente, a toda a hora, todos os dias. E para quem decide, por exemplo, numa qualquer actividade profissional, “ir de encontro ás regras estabelecidas”, lixa-se, como se diz em português popular. No Estado, por exemplo, sobretudo em determinadas carreiras profissionais (MNE, MDN, entre outros, por exemplo e na Magistratura), quando alguém, um desses profissionais de carreira, se decide por recorrer judicialmente (para o Supremo Tribunal Administrativo) de decisões que julga o terem prejudicado, ou terem sido injustas, tem, norma geral, a sua carreira “feita”, por outras palavras, acabada, mais coisa menos coisa. Contestar o Poder, a Autoridade, o represente do Estado, o superior hierarquico, etc, dá sarilho e não é pouco. Mesmo que se ganhe a causa. É um cúmulo de chatices que se compra! Mas, mesmo em pequenas questões injustas ou erradas, as pessoas, por hábito, preferem não reagir, aceitam as decisões,raramente vão à luta. O conformismo é a regra geral. Na minha vida, pessoal e profissional, já experimentei dissabores, pela simples razão de não me conformar com determinados comportamentos ou decisões e atitudes. E paguei um preço por isso. Nunca me arrependi. Nada pior do que não termos respeito por nós próprios. E nós sabemos bem quem nos conhece melhor - nós mesmos. E, ás vezes, há situações que até são simples de resolver, mas as pessoas optam pela inação. Aqui há uns 2 anos, na localidade onde vivemos, uma qualquer luminária da Câmara resolveu mandar colocar uma série de postes de sinalização, desnecessários, que inclusivamente contrariava os hábitos de circulação local. Todos protestaram, mas ninguém quis confrontar a autoridade camarária. Ou tomar uma iniciativa. E conformaram-se! Indignei-me com aquela passividade. E redigi posteriormente uma carta à Câmara, solicitando que toda a vizinhança assinasse igualmente por baixo. Assim fizeram. A custo. Esta imbelicidade, demorou 2 anos a ser solucionada. Nunca desisti. A Câmara acabou por devolver-nos a razão que nos assistia. Mas, porque houve alguém que contestou uma sua, errada, decisão. Noutro caso, em tempos, decidi-me por colocar alguns altos funcionários de um determinado Ministério, bem como um Sec. de Est, em tribunal, acusando-os de diversos crimes e pedindo a sua constituição de arguidos junto do Ministério Público. Caíu-me o Carmo e a Trindade em cima! Faria hoje o mesmo. E a Justiça está a fazer-se, mas custou-me caro!
Este Post é deveras interessante!
P.Rufino