Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, março 20, 2014

Sou um bocado de esquerda e um bocadinho libertária. Ou seja, sou muito parecida com o Gandhi (enfim, parecida é como quem diz: ele era um pouco mais de esquerda e, sobretudo, não tinha cabelo e eu tenho muito). É o meu Political Compass.


No post a seguir a este falo dos novos 74 apoiantes do Manifesto a favor da Reestruturação da Dívida. 

Depois falo da Ratolândia, uma fábula de gatos e ratos que muito vivamente vos recomendo. Não deixem de ver o filme pois é engraçado e oportuno (especialmente em tempo de comunicação de Cavaco Silva ao País, ensinando como nos devemos portar nas eleições).

Mais abaixo, no post que se lhe segue, deslizo. Tenho que reconhecer: tenho alguns defeitos. Não muitos mas tenho. Não fiquem admirados. Eu bem que tento enganar-vos a ver se vos convenço que sou a perfeição em forma de gente mas, por amor à verdade, aqui vos confesso; tenho alguns pequenos e insignificantes rasgos na minha perfeição. Eu concretizo. Sou gulosa e tenho dificuldade em resistir à gulodice, ou seja, sou preguiçosa no que se refere a resistir a tentações. Verão porquê.

*

Mas isso é lá mais para baixo. Aqui, agora, a conversa é outra. 

No outro dia fui atrás de um blogue que aqui me aparecia nas estatísticas. Não é que eu seja muito cusca até porque o tempo me escasseia para deambulações dessas mas o nome do blogue chamou por mim. A Física sempre me atraíu embora mais por razões estéticas do que outra coisa. Isso e ser uma coisa misteriosa. Quarks, quantum, coisas quase abstractas, muitas delas cuja existência se adivinha pelo rasto. Os livros da Universidade de Berkeley eram um fascínio. Agora nem sei onde é que eles andam. Na volta ficaram em casa dos meus pais.

Ou seja, fui espreitar o dito blogue. Não o divulgo agora aqui porque, da espreitadela rápida que lhe dei, ainda não concluí nada. Vi coisas que me parecem ser de um direitolas pré-histórico, conservador, coisa do tempo da velha senhora, nem sei, daqueles que até me assustam mas, no entanto, parece ser pessoa inteligente e talvez até intelectualmente honesta e, portanto, requer apreciação mais aturada. Contudo, ao espreitar, dei com uma coisa daquelas que desperta a minha curiosidade: The Political Compass. Agora que estou a escrever fui lá outra vez para confirmar e para ver quais os resultados que o autor do dito blogue obteve. Tenho ideia que o teste confirmava que, de facto, anda por quadrantes opostos aos meus mas agora não dou com isso. Se tivesse tempo procurava melhor mas não tenho. Amanhã saio cedo e de mala aviada, dois dias fora a trabalho e, portanto, não posso madrugar em pesquisas cuscas.

Mas, enfim, fiz o teste para ver o que me dava a mim. Nada que eu não estivesse à espera.

O dito teste, composto por um ror de perguntas, valida o nosso posicionamento segundo o eixo social e económico, variando entre o autoritário e o libertário quando na perspectiva social, e entre a esquerda (comunista) e a direita (neo-liberal) quando na perspectiva económica.




Para se perceber melhor, na nota explicativa, colocam nomes nos quadrantes. Não sei se questionaram as ditas pessoas lá onde eles estão, se arranjaram mediums para se comunicarem com elas ou o quê. Não interessa. O que conta, nestes casos, é a intenção e a intenção é dar exemplos.





Pois bem. Tendo respondido em menos de um foguete a todo o teste, que o tempo não abunda e nisto mais vale nem pensar, o que o Political Compass deu para mim foi, nada mais, nada menos que isto:



Economic     Left/Right: -4.00
Social      Libertarian/Authoritarian: -2.77


ou seja, se repararem bem, piso quase o mesmo terreno ideológico que Gandhi. Nenhum outro resultado me poderia orgulhar mais.

Ele era um pouco mais de esquerda que eu mas, ainda assim, fico satisfeita.

Não sou comunista nem anarquista, sou de uma esquerda moderada, com preocupações sociais e acreditando na necessidade de alguma ordem mas nada de uma ordem de cariz autoritário. 


Acredito na liberdade e na democracia participada.



Agora digam-me vocês: com esta minha maneira de ser e de ver o mundo, vou votar em quem nas próximas eleições?

Aliás, ainda hoje confessei ao meu marido que, para estas eleições, estou com maus instintos e tão maus eles são que nem me atrevo a confessá-los aqui. Pelo menos por agora.

(Ao meu marido, que é esperto, bastou que eu dissesse isto para perceber logo as minhas intenções. Mas eu nem fui capaz de verbalizar, limitei-me a dizer que sim com a cabeça).


***

Relembro: por aí abaixo há material para todos os gostos. E tanto ele é que nem vou poder rever. Tomara que não tenha disparates graves pois nem tão cedo poderei emendar. E as vírgulas, senhores, tão ciosa eu sou em que apenas pousem nos sítios certos e tão voadoras elas são quando me apanham apressada ou distraída.

Outra coisa: não sei se esta quinta à noite vou conseguir escrever alguma coisa. Seria bom que estivesse em retiro espiritual mas não: estou mesmo a trabalho, com agenda cheia nos dois dias desde o pequeno almoço ao jantar. Mas vou tentar. Gosto de falar convosco.


***

Se forem até ao Ginjal, verão o vídeo bem disposto que lá coloquei hoje. Mete assobio, mão na perna e sei lá que mais.

***

E, assim sendo, por hoje fico-me por aqui. Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira!

2 comentários:

Bob Marley disse...

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Anónimo disse...

Estes testes não são fiáveis. É claro que a UJM apenas nos quis divertir, mas há gente que aceita estes testes e os seus resultados. Típico de americanos. Em vez de Hitler, Estaline, Gandhi, Thatcher, Friedman, para nos definir, porque não outros nomes? E depois, para um americano, um tipo social-democrata (do tipo praticado na Escandinávia) é um esquerdista, um sociaista perigoso.
Já tive algumas discussões (amigáveis) com norte-americanos e aquilo é complicado, pois nós europeus temos muitas vezes visões políticas diferentes, sem isso querer dizer radicalmente diferentes.
P.Rufino