Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, março 16, 2014

Eu, coquette e gulosa, me confesso. Sou como Bianca Balti, La Golosa. Como ela, salvo seja - claro.


No post abaixo já recordei as fabulosas esculturas em movimento de Theo Jansen e, a seguir a esse, tenho mais uma das minhas úteis aulas práticas, desta vez dedicada à bricolage no feminino, socorrendo-me eu, claro, da minha fabulosa assistente Martine Hill.

Mas isso é a seguir. Agora, aqui, a conversa é outra.

*

Música, por favor

Ninna Nanna Malandrineddu 

(É uma canção da Máfia mas relevem, já sabem que tenho gostos estranhos e gostar de canções da Camorra, da Malavita é um deles- mas, de resto, a minha relação com a Máfia não passa disto)



*

Já vos contei que sou toda coquette. Nasceu comigo. Nasci assim, sempre fui uma dor de cabeça para os meus pais que me viam a querer enfeitar-me quando não tinha ainda idade para isso, e ainda assim sou e, digo eu, sempre assim serei.

Não saio de casa sem brincos tal como não saio sem cuecas. É a mesma coisa. Não é uma questão de aconchego pelo que não tem a ver com tamanho. Não. Os brincos podem, até, ser ínfimos. Mudo todos os dias. Têm que conjugar com a roupa.

E, tal como uso sempre aliança (excepto ao fim de semana e nas férias), também uso geralmente um anel no anelar da mão direita.

E uso sempre, independentemente da roupa, um fio de ouro muito fino, quase invisível, um risco dourado na base do pescoço. No Natal a a minha mãe deu-me um outro, também muito fininho, de outro branco com um coração pequeno, aberto, cravejado de brilhantes. É um pouco mais comprido que o outro, assenta um pouco abaixo do dourado. Desde então também não o tiro. Mas esses é como se fizessem parte de mim, já nem contam. Para além deles, uso sempre um outro colar a condizer com a roupa.

E pulseiras? Também. Se o anel é vistoso, ou não uso ou uso uma discreta. Mas, se o anel é discreto, abuso nas pulseiras.

Uns brincos de que gosto muito são uns que são uma rosinha. Tenho um par de cor de marfim e outros com a rosinha em verde água. Para cada par destes brincos tenho o corresponde anel, uma rosa da mesma cor.

Também sou uma gulosa.

Fruta. Adoro fruta. Já aqui contei. Até há algum tempo atrás eu tinha um par de quilos a mais e não percebia porquê. Tirando um outro doce e um ou outro almoço mais lauto, de resto era tudo muito na base das coisas ligeiras e da fruta. Logo de manhã comia umas três peças de fruta. Ao almoço, a acompanhar a refeição, bebia um sumo de frutos naturais, de dois frutos, e, geralmente, em cima, mais uma salada de frutas. E por aí fora.

Fui a uma nutricionista que me ouviu descrever os hábitos alimentares. No fim perguntou se eu sabia o que é que estava a provocar-me o peso a mais. Eu não sabia. Talvez o facto de fazer pouco exercício, aventei. Ela explicou: isso também não ajuda mas o pior é mesmo a fruta, é demais. Geralmente eram umas sete ou mais peças de fruta por dia. É muito açúcar.

Não me tinha ocorrido que a fruta engordasse. Passou-me a três peças por dia, um sacrifício para mim. E tinha que passar a andar, mas a andar de forma algo intensa, não andar a ver as montras. Agora ando todos os dias durante quase uma hora. Às vezes calha não poder e sinto logo a falta.

Mas sou mesmo uma gulosa. Fruta e chocolate preto. E gelado genuíno de fruta fresca ou de frutos secos e rum. Ou bolos de fruta. Tento dosear mas é uma chatice: detesto dosear naquilo de que gosto. Tenho aqui agora uns mirtilos secos que são deliciosos. Ou tâmaras. Adoro tâmaras. No outro dia a minha filha lembrou-se de umas entradinhas que eu fazia com bacon a envolver tâmaras, levava os rolinhos a tostar, ficavam uma delícia, mas, claro, upa, upa de calorias. Agora já não faço essas coisas.

Enfim. Vou mas é parar por aqui senão terei que ir à cozinha tasquinhar qualquer coisita, uma laranja talvez, tenho agora umas laranjas sumarentas, douradas, belíssimas.

Sou eu e a gulosa aqui em baixo. Gulosa e coquette como eu. Também com uns brincos e um anel com rosinhas. Mas acho que as semelhanças acabam aí.

(Quem tem uns olhos como ela é a minha meninininha mais linda mas a boca da minha princesinha é mais Angelina Jolie do que Bianca Balti.)





Transcrevo: A short movie shot backstage at the Dolce & Gabbana Jewellery Mamma campaign shoot by Giampaolo Sgura, stars a sexy Bianca Balti with a suggestive nod and a wink to the racy Italian comedies of the70s

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Relembro: Por aí abaixo há mais dois posts em registos diferentes. 

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo domingo. 
O tempo está uma maravilha, é de aproveitar.


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