Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, fevereiro 25, 2014

O livro com a entrevista que a Tia Maria João Avillez fez ao doente e destituído Vítor Gaspar: não li nem vou ler. Era o que me faltava que, depois de ter sido roubada de esticão por aquele sujeito, agora ainda lhe fosse dar esmola. E, no que se refere à Tia, acho que também não precisa dos meus trocos. ... Ora! Porque é que não vão pregar para outra freguesia?!


Como é bom de ver não comprei nem vou comprar o livro onde Maria João Avillez, a tia do regime, dá palco ao psicopata-mor Vítor Gaspar. 


Era o que mais me faltava dar algum dinheiro a ganhar a qualquer dos dois. 

Ele foi o braço armado da política mais criminosa e anti-patriótica de que há memória nos tempos modernos e ela é a tia fala barato do regime, a tia-catatua que repete ad nauseum os argumentos que ouve aos correlegionários, a acéfala voz do dono, o que se queira. Aconteça o que acontecer aí está ela a desculpar todas as perversidades que qualquer palerma encartado do PSD se lembre de fazer.

Sempre ouvi dizer aos papagaios do regime, Tia incluída, claro, que o Vítor Gaspar é inteligente. Lamento: nunca lhe vi inteligência nenhuma. Se trabalhasse numa empresa normal, seria corrido ao fim de poucos meses. Não acertou uma e, com os seus erros, provocou um descalabro insanável. Levaria uma empresa à falência em três tempos - tal como ajudou a enterrar ainda mais o País.


Mas, para além de não ter qualquer inteligência racional (já que não sabe interpretar os problemas, não acerta na solução e não sabe tirar conclusões quando vê que se enganou), quando viu o buraco em que se tinha metido, ele e o resto do país, saíu de fininho com uma carta na qual aproveitou para entalar o chefe que tanta corda lhe tinha dado, mostrando assim que, para além de não ser racionalmente inteligente, também tem um carácter duvidoso, pelo menos no que à lealdade se refere.

Como se não bastasse, não tem também um pingo de inteligência emocional. Não estabelece empatia com as pessoas, não percebe as emoções dos outros, se for caso disso dá um tiro a sangue frio numa pessoa e depois diz, com aquela sua habitual cara de bobo da corte, que não percebe porque é que a pessoa estrebuchou e morreu, que isso não estava previsto e que as condicionalidades terão que ser calibradas.

Das citações que li, a luminária criatura (luminária ou alimária?) diz que não falhou nas metas porque foram mexendo nelas por forma a que as ditas se fossem ajustando aos buracos. Coisa esperta. Chico-esperto. Descarado. Desavergonhado.

E, perante o descaramento de tão atabalhoada criatura que desgraçou a vida a tantos e tantos milhares de pessoas, ainda há gente que lhe vai alimentar o ego comprando o livro e ainda há gente muito burra que vem gabar-lhe a esperteza.

Maria João Avillez e Vítor Gaspar no lançamento do livro
Riem de quê, estes dois?
Da parvoíce dos portugueses que parece não ter limites?


Será que um dia destes ainda me vou convencer que este povo é um povo masoquista? 

Tenham dó.


***

Desconheço o autor das fotografias em que aparece Maria João Avillez. 
As três imagens do meio provêm do inesgotável blogue We Have Kaos in the Garden. 


4 comentários:

Patti Smth disse...

A tia está a abrir-lhe as portas. Deste excelente artigo ressalto "Dizem que são técnicos, não são políticos; que são da academia, não são da política; que são do serviço público, não são do servir-se. Foi assim com Salazar, foi assim com Cavaco, que fizeram carreira política dizendo que não eram políticos. E é assim com Gaspar, que dizendo não ser da “política pura”, com este livro tem a porta da política toda aberta. Este livro não é baixa política, é altíssima política."


http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO325490.html?page=0

Este lunático não costuma enganar-se.

Anónimo disse...

Também não me passaria pela cabeça comprar semelhante rolo de papel higiénico! Depois de termos suportado a incompetência e arrogância de Victor Gaspar como Ministro das Finanças (a que lhe sucedeu outra incompetente e arrogante, a M.L.Albuquerque) e o seu total fracasso, comprar-lhe o livro seria como que admitir que afinal o filho da mãe até tinha algumas qualidades. Não tem, nem morais, nem políticas, nem sociais, nada! Nada se aproveita.
Gaspar foi um facínora. Meticulosamente, sem um pingo de sensibilidade social, desfez famílias inteiras, arruinou com um número incrível de empresas, atirou o desemprego para números nunca vistos, favoreu os “suspeitos do costume”, enfim, uma figura sinistra, inqualificável, abjecta, um patife!
A quem, espantosamente, António Vitorino fez rasgados elogios por ocasião do lançamente desta porcaria de livro! Vindo dele, também não nos deveria surpreender.
Quanto á Tia Maria João Avilez sempre nutri uma fraquíssima opinião da sujeita. Uma figura pedante, patética e reaccionária até dizer chega.
Interessante, o que dá uma ideia da moralidade dos costumes políticos actuais, é ver-se o PM e outras cabotinas figuras do governo a que Gaspar pertenceu ali a conviverem catitamente uns com os outros.
Bem faz Portas que, ao que parece, se prepara para lhe tirar o tapete ás suas ambições para Comissário Europeu.
P.Rufino

Bob Marley disse...

Dívida Pública, pescada de rabo na boca ou não (haja vontade)- https://www.youtube.com/watch?v=I6fImpY0jjw

Bob Marley disse...

apesar de gostar de novas tecnologias, quem é Rei não perde a Majestade - https://www.youtube.com/watch?v=f5z1RXS_iEQ