Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, julho 10, 2018

No dia em que a Câmara dos Comuns quase vinha abaixo, na gargalhada, com o elogio de Theresa May ao prestimoso Boris, o famoso Johnson de cabelinho à f...-se, os bifes preferiram foi pôr os olhos nas reais toilettes dos convidados no baptizado de pequeno Príncipe Louis Arthur Charles.
[Mas eu, depois da reportagem, prefiro é deleitar-me com John Bercow, o extraordinário Speaker]


Para que não digam que sou uma aluada (isto os mais brandos, claro, que os outros apodar-me-ão simplesmente de mentecapta -- e estarão todos certos), hoje vou dar uma de comentatriz. 

(Reparem no valentão que dizem ser da Juve Leo
à pancada com um inimigo imaginário. É mesmo mau, ele)
Aqui da parvalheira não tenho muito a dizer. 

Parece que prenderam mais oito juve-leos, alegadamente implicados na saudosa sessão de trolha na Academia de Alcochete. Mas sobre o tema falarei quando chegar o dia. 
O primeiro milho é para os pardais. Sou mais pela caça grossa. Sei esperar.
Tirando isso, não me ocorre mais nada que hoje tenha merecido simultaneamente a atenção da comunicação social tuga e a minha.

Claro que o tema do dia é aquele que, desde há dias, polariza as atenções mediáticas de todo o mundo. Mas, como sempre que alguma coisa me assusta, só falo quando o susto passou. Entretanto, deixo o palco para a bateria de psicólogos, mergulhadores, técnicos da protecção civil et al. que são altamente especializados em resgates de grutas, mormente os que metem mergulho e crianças e que todos os canais de televisão portugueses contratam à mão cheia. Tal como, nos concursos de talentos, sempre pasmo com a quantidade de gente que canta bem, agora pasmo com a quantidade de gente que em Portugal já resgatou crianças e treinadores de futebol de grutas alagadas. 

Mas, dizia eu, não vou falar disso. Não percebo nada do assunto e só quero que tudo acabe em bem. Portanto, nada mais a dizer.

Agora notícia mesmo foi a debandada dos malucos do Brexit do governo da espantadiça e esparvoada Theresa May.
Nada daquilo me assiste e fazem bem os eurocratas em assistirem de galeria à pangalhada que é tudo aquilo. 
Aquela tropa fandanga manipulou os eleitores (com a santa ajuda da defunta Cambridge Analytica), levando os bifes a votar a favor do Brexit e, quando se foi a ver, ninguém fazia ideia daquilo em que se tinham metido. Lembremo-nos que, no dia seguinte, o Google quase foi abaixo com a malta toda a perguntar o que era o Brexit. 

Depois, foi o que se sabe. Para começo de festa, parte da comandita que mais entusiasmada com a campanha andou mal se viu com a obrigação de pôr a cena em prática, deu de frosques. E no governo, então, tem sido uma festa: uns puxam para um lado, outros para outro, outros para nowhere e outros não fazem a mínima.

Hoje meio mundo comenta o simbolismo da debandada do maluco do Boris, aquele Johnson do cabelinho à fornique-se. Eu, por mim, acho que é irrelevante. Não se lhe conhece trabalho que se veja ou ideia que se aproveite. Mas foi ele e mais dois mangas. Acham que a May é muito tiazinha e muito abécula e que os da União Europeia fazem dela gato sapato. Tretas. Sabem todos que a maioria da população não quer sair. Portanto, aquilo já não é um teatro forçado: é, na verdade, uma ópera-bufa.

A única coisa digna de registo a este propósito foi a gargalhada geral do Parlamento quando a tia May resolveu fazer o elogio póstumo dos debantantes, nomeadamente do Boris. Ela a elogiar-lhe a paixão e os outros na maior das galhofas. Uma cena. E das boas.

Mas bom, bom mesmo, foi aquela intervenção do Speaker, moço que já aqui esteve e de quem nunca me canso. O que eu gostava que um dia ainda tivessemos um bacano destes na nossa Assembleia tão bonita mas tão desinteressante. 


A House dos ex-manos bifes pode ser acanhada e sem condições que se apresentem (lembra ao diabo estarem ali todos apertadinhos, uns contra os outros, perna com perna, com os papéis ao colo?) mas é uma festa, um teatro shakespereano.

Mas, enfim, acredito que os britânicos não estiveram nem aí para as macacadas da Théthé e de sua trupe, e quiseram foi ver como se aperaltou a realeza e seus mais chegados súbditos para se apresentarem no baptizado do pequeno Prince Louis, um bebé fofo e querido.


Aqui a comentatriz conta:

Camilla, aquela a quem se imaginam altos dotes em artes não confessáveis -- para tão liminarmente ter passado a perna à Lady Di -- apresentou-se como sempre, com o seu habitual ar meio bardajão-chic e sempre na boa, embora o chapéu quase se lhe enfiasse todo pela cabeça abaixo, uma coisa quase na base do chapéu do D'Artacão.

O eterno putativo candidato a Rei Charles apareceu na boa, como sempre e, também como sempre, a parecer quase da idade da mãe (que, para se preservar para o programa do resto da semana, não deu as caras). E tem a mania de assertoar o casaco e mais valia que não.


A Duquesa de Cambridge, mamãe do três principezinhos, apresentou-se muito bem, muito elegante, muito sorridente -- e desta vez não reciclou nenhuma prévia toilette, deixando as triquitriquiteiras do costume sem fofocas sobre o tema. Dá-me ideia foi que repetiu o toucado mas, como ninguém fala disso, é porque não faz mal. E é bem bonito e um dia que me case a sério, troca de votos com missa cantada e tudo, não me importava nada de me apresentar de virginal e alvo vestido com uma coisa assim na cabeça, com flores de laranjeira e tudo.


O seu marido, o simpático William, cada vez com menos cabelo, apresentou-se de pai amoroso com os dois mais velhos pela mão, a bela e danadinha Charlotte toda coquetezinha, cada vez mais menininha bonita, e o little George sempre com aquele seu delicioso arzinho britanicamente enfadado.


Pippa, a mana do rabo bem desenhado, a tal, se bem se lembram, que quase roubou o protagonismo à mana-noiva-real Kate aquando do casamento dos herdeiros, apresentou-se elegante e pudicamente grávida, a barriguinha discreta sob um vestidinho haut couture. O marido é que se apresentou um pouco esgalgado e com ar precocemente ralado.



O mano de ambas apresentou-se como sempre se apresenta, dandy e bem humorado. A seu lado uma bem humorada amiga com um vestidinho muito Zara, vagamente compensado por um chapelito algo fashion.



Carole Elizabeth, a avó materna de Louis, apresentou-se elegante e decidida as ever, ao lado do seu marido pacholas que mostra muito ter sofrido com aquela mulher e filhas (o filho não lhe deve ter dado trabalho de monta)


A duquesa de Sussex, Meghan de seu nome, apresentou-se elegante, num verde seco discreto e com um chapéu sóbrio e vaporoso que só me dá vontade ter um igual. Dizem que tem as pernas finas demais mas eu acho que lhe ficam bem -- e whatever. Se fosse a peneirenta da Letizia, não faltaria nada para a vermos aparecer com belo pernão, depois de enchertar umas barrigas nas pernas. Mas parece que a duquesa não é dada a isso. Pelo menos so far. O ex-dirty Harry apresentou-se vagamente enfastiado, domesticado comme il fault.


Agora uma coisa é certa: para os batizados os homens da fina flor usam fatos azuis. 

Nos anos mais recentes só fui a dois mas não me lembro de ter visto os homens todos de uniforme azulão -- mas uma coisa deve ser a nobreza britânica e outra a portuga. Ou whatever.

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E termino trazendo aqui, uma vez mais,  John Bercow. 
Love, love, love.

Primeiro dando uma valente desanda no dito Boris Troloró


E a seguir dando um valente chega para lá no azeiteiro-pimpão Trump

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Até já. Tenho aqui um outro tema para tratar:
O sexo entre lésbicas é melhor do que o sexo heterossexual?
Consta que sim.
Mas isso tem tanto que se lhe diga que tenho que arregaçar as mangas.
Ora, com o calor, obviamente já me despi de preconceitos.
Portanto, sem ter como arregaçar as mangas, tenho que ver como deito mãos à obra.
Portanto, se não adormecer antes, já cá apareço para vos contar como é que é.
Senão, paciência.

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