Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, agosto 01, 2018

Amores impossíveis


Os amores impossíveis dão bons livros, grandes filmes, histórias comoventes. Mas, na vida real, imagino eu, devem ser uma grande maçada. 

Sempre ouvi dizer que não se escolhe, que o coração é que manda. Como não sou de ir em cantigas não faço coro e, como não sou cientista da coisa, também não vou pôr-me para aqui a teorizar. E também não vou falar de mim pois posso ser uma excepção e, às tantas, ninguém se reveria no que eu dissesse e ainda me achavam uma maria-tangas. Portanto, o melhor é não dizer grande coisa.

Só que penso que é próprio do reino animal em geral serem as fêmeas a escolher os machos e que estes têm que se bandear todos, fazer danças nupciais, soltar odores atraentes, cantar maviosamente, abrir o rabo (isto no caso de certas aves, bem entendido), desfilar, dizer gracinhas, puxar o cabelo para trás, cofiar o bigode e tudo o que se queira para chamar a atenção das fêmeas.
E o que eu posso dizer, a propósito disto, é que me sinto muito bem integrada no reino a que pertenço, obrigada.
Contudo há quem subverta isto tudo -- e, esquecendo-se que pertence ao dito reino no qual as fêmeas têma primeira e a última palavra -- se apaixone por quem não deve, quem resolva passar a vida a bater com a cabeça nas paredes ou a desfiar penas e enredos. E, se calhar, sentem-se bem nesse papel. Se estiver na sua natureza andar sempre a carpir mágoas, então, estará tudo certo. Pode alguém ser quem não é? 

Mais: quem sou eu para opinar a favor ou contra? Ninguem. Se é assim que algumas pessoas gostam de passar os dias, quem é que tem alguma coisa a ver com isso? Também ninguém.

Mas, lá está, cenas dessas dão boa prosa e pungente poesia mas alegria e qualidade de vida disso já não estou tão certa.

[E, como está bem de ver, só para aqui estou neste desconverseio porque vi a ilustração abaixo e achei que estava bem pensada, sim senhor. Tirando isso, pois muito bem, o que eu estimo é o que eu desejo]


Tal como no post abaixo, o da realidade virtual, a pintura é de Stephan Schmitz

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