Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, julho 01, 2018

Ó Nikita, não queres vir morar para a minha rua...?
O meu carro estaria tão à tua disposição...



É sabido por quem por aqui me acompanha: lavar o carro é coisa que não me assiste. Sendo eu toda a favor da iguadade de género, tenho, contudo, um lado de dondoca que se encontra enraizado no meu DNA. Tal como aquilo do vinho (fico à espera que me sirvam) com o carro é a mesma coisa: fico à espera que algum cavalheiro condoído o lave. O meu marido já não vai nisso mas, de quando em vez, se o carro tem que ir à oficina, o motorista apieda-se e manda lavá-lo. Nesses dias, quando chego à garagem nem o reconheço: reluz. Mas como é preto, que eu nisto de carros sou como o outro (pode ser qualquer coisa desde que seja preto), logo, logo está a precisar doutra.


Ora Nikita Golubev, aka ProBoyNicky, um artista russo muito pouco convencional e, para mais, muito generoso, usa como suporte e material para a sua arte os carros sujos.

Como, pelo que vejo, prefere as grandes superfícies, usa essencialmente os camiões de caixa fechada mas, se visse o meu, certamente, que se inspiraria.

O que eu gostava de chegar ao pé dele e vê-lo transformado numa obra de arte. Não podia era riscá-lo que para isso estou cá eu. Mas enchê-lo de flores, pássaros, gatos, rostos ou o que ele quisesse isso eu agradecia. E não deixava que ninguém o voltasse a lavar.



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