Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, maio 21, 2017

Eu é mais chapéus


Para ajudar à festa, a coisa da televisão digital deve estar passada pois não fixa a imagem. Bem, não sei de que é. Antes esse aparelhómetro do que a televisão. Por isso, nem o telejornal vi. Por mim podia ficar ali assim mas o meu marido desligou, diz que não é maluco.

Estive a espreitar as notícias nos jornais e também não descortinei coisa que me apetecesse comentar. Muita banalidade ou déjá-vu. Ou se não é já visto é expectável. Coisa de uma pessoa ficar de boca aberta não me lembro de ter visto.

Portanto, com vossa licença, voltarei aos meus assuntos domésticos.


Não havia na vila, tivemos que ir mesmo à cidade. E na cidade também não foi à primeira. No supermercado só baldalhões. Ia sobrar muita, acaba por se estragar. Vimos um armazém que, ao contrário de alguns em Lisboa que inventam nomes poéticos ou pseudo-americanos para disfarçarem a origem, este não, este fazia-se mesmo anunciar como grande armazém do amigo chinês. Pensámos: tem tintas, de certeza. Pois não tinha. Pronto. Fomos à cidade. 

No fim, estava a apetecer-me ir comer uns petiscos mas fui interceptada nos meus intentos: que não, o meu parceiro queria ainda ir dar uma demão para amanhã dar a segunda e fazer mais não sei o quê. 

Já o fez e já vi que o degrau de entrada da cozinha está todo pintalgado. Não pôs plástico. Diz que é tinta de água, que sai bem. E, se lhe digo muito mais, ainda afina. Portanto espero para ver. No fim, ainda acabo eu a raspar aquilo. Faz tudo a despachar, sem cuidado, mas acha que eu é que gosto de embirrar. A minha esperança é que se encha de brios e deixe tudo limpo. Um muro que pintou  de verde, hoje de tarde, está toda manchado. Já me ofereci para ir lá fazer pinturas, para disfarçar, mas disse-me para eu me deixar de ideias. Enfim. O costume.

Portanto, com isto tudo acabámos de jantar já perto das dez. Também o normal. 

Da cidade chegam boas notícias e isso é que é preciso. Os que estão de boa saúde, aproveitam o bom tempo, os convalescentes convalescem em sossego. Não tarda já está tudo junto e na boa, chatices e sustos para trás, no passado.

E, assim sendo, já que amanhã de manhã tenho cá o homem da serra eléctrica que vem ver comigo afinal por onde é que se corta a azinheira (os cedros e pinheiros do outro lado já foram levemente aparados), não posso deixar-me estar para aqui nisto, senão daqui a nada é madrugada e acabo por nem ao fim-de-semana dormir de jeito.

De tarde, depois de vos ter contado as agruras azuis-alentejo, ainda conseguir ler um bocado. Sobre arquivos de escritores. O de Carlos Oliveira. O de Pessoa. Li trechos sobre os quais pensei que deveria transcrever algumas partes para aqui ficar com elas e para vos mostrar. Mas agora estou com preguiça. Só se for mais daqui a nada.

Pensei que, se eu um dia der em escritora (e não vale a pena rirem porque nunca se sabe, há talentos que apenas se descobrem perto do ocaso da vida; porque não eu, um dia que tenha tempo para me pôr a escrevinhar com tino...?), não vou ter arquivos nenhuns em papel. Não escrevo em papel, parece que não desenvolve tão bem como aqui. Os meus arquivos serão estas coisadas que para aqui vou alinhavando todas as noites. Não há arcas nem baús nem tesouros escondidos. Paperless. Desmaterializada. Tudo a céu aberto.

Agora vou é dizer-vos uma outra cosa: estive a ver as fotografias do casamento de Pippa Middleton, a mana da Kate. Claro está que o tema me deixa indiferente pois não sou dada a seguir os royals, quanto mais as irmãs das royals. Mas há um tema ao qual não sou indiferente: os chapéus. Love, love hats.


Assim de repente não estou a ver, nas minhas redondezas, alguém que esteja para se casar para eu ter pretexto para. Mas lá que bem que me apetecia ter motivo para usar um chapéu do género destes aqui, lá isso gostava. Um dia destes começo a usá-los para ir para o trabalho. Que frustração esta. Tanto que eu sou dada a usar chapéu e cá não há maneira de pegar a moda.

Aquele último, ali acima, com uma flor exuberantemente aberta ao mundo, é espectacular. Já estou a ver-me com ele. Mas onde, senhores, onde...? Terei que me recasar para organizar uma festa à maneira onde faça sentido usar uma obra de arte na cabeça...?

Bem. Adiante que se faz tarde.

Tirando isso, sobre o casamento da mana Pippa que casou com um milionário -- another one, lots of milionários lá por terras de Sua Majestade -- gostei também de ver os royalitos Charlotte e George, ambos umas fofuras de principezinhos.


Quanto ao Prince Harry, não apareceu com Meghan, a sua namorada plebeia e mestiça, e isso certamente desapontou muito boa gente. A mim nem por isso. Estou é mais ralada com a cena da árvore porque já sei que vai ser uma luta.


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Bem, para não dizerem que vieram aqui para nada, deixo-vos com um padre inexperiente a fazer o seu primeiro casamento.


E um casamento a sério


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E talvez até já com coisa que se apresente.

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2 comentários:

bea disse...

Não seria má ideia começar já o livro. Aqui. Os seus posts sobre trabalho deixam-nos cansados e com má consciência:).
Também gosto de chapéus, gorros, boinas...coisas que protejam do frio e do sol e me fiquem bem ou, pelo menos, assim assim.

Rosa Pinto disse...

Agora não tenho chapéu nenhum de jeito. Tenho que ir às compras.