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terça-feira, abril 11, 2017

Um misterioso enigma





Chegada tarde a casa e com tanto que fazer, só há bocado, tarde e mas horas, aqui chego. Sem saber do sucedido no mundo, folheio os jornais online e a única coisa que desperta a minha atenção é a notícia da descoberta das zonas do cérebro que se activam quando sonhamos e que, consoante o sonho, assim o tipo de activação. Tanta civilização desperdiçada com coisas que não interessaram para coisa alguma e ainda andamos nisto, sem saber como funcionamos, à pesca, espiando com gulosa curiosidade a forma como bocados de nós reflectem o que se passa noutras partes. Acho isto do além. Há-de a raça extinguir-se sem que, totós, tenhamos sequer percebido como somos feitos por dentro e qual o misterioso algoritmo que nos comanda.

Coloured sagittal MRI scans of the human brain. Changes in brain activity offer clues to what the dream is about. Photograph: Simon Frazer/SPL/Getty Images


Isso interessa-me mas é um interesse abstracto, um daqueles interesses que vêm tolhidos pela certeza de que, por muito que se saiba, jamais se saberá tudo o que há para saber.

Pus-me, então, a ver fotografias. Fotografias que mostram a diversidade estonteante de um mundo cuja cartografia andamos, aos poucos, a tentar perceber.

Pretty in pink

Depois, como ultimamente me acontece, quase adormeci. Consegui escapar ao sono profundo porque me tocou o telemóvel a lembrar-me de uma reunião de amanhã. Estes avisos costumam aparecer quinze minutos antes. Neste caso, quem convocou, pôs a avisar com umas valentes horas de antecedência. Gente prevenida é assim.

E eu nisto, nesta preguiça.

Indolente, incapaz de pensar, resolvi ver se havia testes novos. E vi um que diz que descobre os traços secretos da personalidade. Do melhor. Mesmo do que preciso de saber. Fiz.

Mas, hélas, não fui longe. Até o teste atirou a toalha ao tapete e confessa que nunca viu coisa assim. Um psicólogo que uma vez me fez um teste disse isto mesmo. Indefinível.
Faço notar para quem gosta de tresler o que eu aqui digo: ser uma raridade não é sinónimo de ser jóia rara e valiosa. Ser raridade significa apenas que não há muita gente do mesmo género e isso não é necessariamente uma grande coisa.

Transcrevo o resultado.

O enigma misterioso

Você é um enigma! Nem é possível categorizá-lo segundo um tipo de personalidade porque é muito complexa e tem muitas 'camadas'. é parte introvertida, parte extrovertida. Você tem qualidades científicas, criativas, diplomáticas e executivas que qualquer psicólogo dirá que tem uma personalidade camaleónica. Apenas uma ínfima percentagem da população tem uma tal variedade de traços díspares e contraditórios. Você é um puzzle único e raro!


Caso queiram saber se também são seres esdrúxulos, quiçá aliens, aqui vos deixo o link para o teste.

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E eu a ver se acordo para aqui voltar com alguma coisa mais a propósito.

Talvez até já.

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5 comentários:

Maria disse...

Olá
Só agora a tecnologia permitiu esse conhecimento
Boa Noite
GG

bea disse...

Deste post já gostei menos. Mas estão lá as florinhas a brilhar. Valeu. Quanto à sua personalidade....o seu marido o que diz? Talvez ele goste de camaleões - não os verdadeiros com aquela língua de palmo e sempre a disfarçarem-se -. O que quero dizer é que é capaz de apreciar a falta de rotina, o estar com várias mulheres numa (somos todos vários num só, mas alguns com mais impertinência que outros, a baterem o pé e coisas assim). Mas tem razão, JM, ser raro, como dizia um garoto meu conhecido, é só ser raro. A maioria das pessoas nem aprecia, prefere ser normal, passar nos intervalos da chuva - estou com a maioria -, nas tintas para a raridade. Gente normal já dá o trabalhão que dá, imagine os raros. Sem ofensa.

Um Jeito Manso disse...

Olá GG,

Claro que sim. Mas ainda agora tanto que se investe em inteligência artificial quando não se conhece o funcionamento da inteligência humana. Não é?

Uma boa noite também para si, GG.

Um Jeito Manso disse...

Olá bea,

Os seus comentários têm o condão de me fazer rir. Transmiti a sua pergunta ao meu marido. Acha que não dou muito trabalho mas admite que seja por já estar habituado.

Mas cá para mim esta minha multiplicidade deve dar-lhe a ideia de viver num harém -- aquela fantasia da poligamia, não sei se está a ver.

Aliás, perguntei-lhe justamente isso. Respondeu que eu era maluca.

(Mas sou uma maluca inofensiva)

Um dia feliz para si, Srª Dona bea!



bea disse...

UAU!...Srª Dona. Senhora eu acho que já tenho idade para ser mas pouco consigo e nem sei se me interessa. Penso nas senhoras e em mim não condiz (om dia ouvi uns garotos em exclamação, "olha, hoje vestiu-se à mulher", não disseram vestiu-se à senhora:). Há aquele impecável que me falta, o falar baixinho e recatado, um certo ar. Enfim, acho que não fui talhada nesse pano.
Bea está muito bem. Pode crer. Mas, querendo, pode chamar-me de Srª Dona. Não é dos piores nomes. Mas é cerimónia escusada.