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quinta-feira, novembro 03, 2016

A malta do PSD e do CDS é bué de boa de contas.
Com eles, os bancos sempre foram bué de bem de geridos.
Temos até bué de banqueiros da linha cagarrenta ou pafiana emoldurados ou em vias disso pela limpeza que fizeram nos bancos.
Por isso, atenção com eles que não vão descansar enquanto não limparem também a Caixa.


Bem pode Centeno dizer Camões, bem pode falar-lhes da Cativa que nos traz cativos, que isso é música para os ouvidos da seita pafiosa. Menino do coro é o que ele é ao pé dos laparianos encartados. A miss swap, a pinokia amoral que se viciou em dizer o que lhe vem à boca, tenha ou não aderência com a realidade, por aí anda a fazer de conta que é deputada e virgem quando todos sabemos quem é que lhe paga os alfinetes. Bolsa aleivosias contra a actual equipa governativa, esquecendo-se que os portugueses que a ouvem não têm todos um QI ao nível dos antigos coleguinhas de governo. O chefe dela, por seu lado, não sabe o que diz mas é assertivo na sua nulidade e há quem confunda uma voz bem colocada com neurónios ginasticados. Tivesse ele o físico do catraio garganta-funda-do-regime e uma voz de flautinha e a ver se alguém lhe dava ouvidos. Desdiz-se e ataca nos outros o que ele próprio fez e, pela cara com que nos aparece, ou anda sempre a morder a língua venenosa ou o Dr. Ben anda a examiná-lo a toda a hora. E esses dois tristes mais a flausina cristas e mais uns quantos espalha-brasas por aí andam a agitar os balcões das televisões e dos jornais -- e a barraca está armada. Os riscos de que o circo da CGD esteja prestes a pegar fogo são reais. 

Começaram com o ordenado do tal Domingues, agora querem espreitar as intimidades do homem. E daí até à chafurdice nas contas da Caixa foi um ar.

Aguentar fábricas em Sines, sejam da La Seda ou de tanta outra empresa, é sempre daquelas que só um néscio acha que é apenas coisa de ânimo leve a cargo de amigos. Já aqui falei disso e hoje não me apetece ser eco de mim própria. Néscios. Deputados que mais parece terem sido lobotomizados -- e isto porque custa a crer que sejam apenas ignorantes -- por aí andam a lançar a confusão, a fazer crescer a desconfiança numa instituição como a Caixa. Se um dia destes acordarmos e alguns milhões tiverem voado para outros bancos e os rácios começarem a vacilar, não nos admiremos.

Cambada de ignorantes, de estúpidos.

E o que anda o Marcelo  fazer? Está à espera de quê para mandar calar os inciendiários que por aí andam a ver se incendeiam a CGD para os salvados ficarem à mercê de qualquer abutre, mesmo que de trazer por casa?

Quantos nomes são precisos dizer para se perceber o que fizeram ao país os banqueiros cavaquistas, os amigos, os trafulhas, mais a súcia financeira que se aproveitou dos tempos em que a escória mandava?

E, enquanto esses banqueiros de pacotilha por aí andavam a ostentar condecorações, a distribuir prendas e prebendas a tutti quanti  e a fazer fintas às auditorias, o que fizeram essas luminárias pafianas?
Ou fecharam os olhos, ou empurraram com a barriga ou implodiram bancos. Coisa fina, portanto.
Por isso, alguém me diz o que leva a comunicação social em dar-lhes ouvidos?
Interesses comuns? Masoquismo? Pura burrice?
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E, a propósito de banqueiros da linha 'banco ao fundo', deixem que vos mostre um dos bons:


The Merchant Banker - Monty Python's The Flying Circus




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As duas imagens que usei provêm, como é bom de ver, do Kaos in the Garden.

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E agora, por favor, queiram fazer a agulha e descer até ao post seguinte em que se fala de inspecções periódicas e da vantagem para os homens em que o médico de família seja de confiança.

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10 comentários:

Anónimo disse...

Olá, UJM!

É tudo uma vergonha.
Ouvi hoje na rádio que o Hollande confessou em entrevistas a jornalistas, que agora as publicaram em livro, que a França tem um acordo com a UE para aceitar o défice apresentado pelo governo francês, mesmo sabendo que se baseia nem dados falseados. Diz Hollande que a Merkel nunca gostou dessa manha, mas, coitadita, diz ele, a França é poderosa e faz valer o seu poderio na UE. Catrapumba, Merkel! Esta, e a sua Alemanha, não se podendo virar contra os franceses (que desprezam), viram-se contra os pequenitos periféricos. Todos os anos nos vêm com a história do cálculo do défice estrutural que está mal feito e que não sei quê. Haja boa disposição.

E haja boa disposição para o que se passa cá dentro. Hoje disse-me um colega, depois de ir aos recursos humanos, que a faculdade não faz qualquer tenção de pagar aos assistentes convidados, eu incluída, o salário do mês de outubro. Isto porque houve um atraso com o procedimento administrativo de contratação e teriam de pagar à Segurança Social juros e multa pelo atraso no pagamento das contribuições à SS referentes a esse mês. Solução fácil: não se paga o salário aos miúdos e pronto. Eu ria-me, "olha que espertos, fazem eles bem", e ele revoltado, guinchava: "É que tiveram a lata de dizer que isto até é bom que assim o prazo de um ano do contrato só começa a contar em novembro! E pior: disseram-me que a culpa era nossa, que não tínhamos nada de começar a dar aulas quando os professores nos telefonaram a atribuír as turmas, que devíamos ter esperado pelo despacho que oficializou a contratação! Havia de ser lindo as aulas a começarem em novembro!". Tive pena dele: enquanto eu tenho uma turminha (2h por semana de aulas), ele tem 5, em 3 disciplinas diferentes (o que requer estudar 3 matérias e preparar as aulas em triplo).

Mas, pronto, é o que é.

JV

ARNALDO MESQUITA disse...

Cara UJM:

Muita coisa se poderia dizer sobre este seu texto. Mas tal seria redundante, de tão bem escrito, de tão contundente e certeiro. Assim, só uma palavra me ocorre : brilhante !
Continue.

Arnaldo Mesquita

Anónimo disse...

Os pafs enquanto governaram deixaram a CGD ao abandono (que Bruxelas não aprovava a capitalização, diziam eles) para justificar a privatização caso tivessem continuado a ser governo. Mas as contas saíram-lhe furadas e agora fazem tudo para a desestabilizar!Por aquilo que se tem visto, eles são especialistas em afundar bancos mas espero que desta vez não tenham sucesso!
UC
(UJM, a partir de agora, em vez de Anónimo, passo a ser UC)

P. disse...

Olho para tudo isto, uma CGD (onde um tratante impõe cláusulas salariais despudoradas, entre outras, para a gerir e um governo que as aceita), uma Banca falida (por culpa dela própria), cujos governos não hesitaram em a resgatar obedecendo aos ditames dos escroques de Bruxelas, BCE, Berlim e quejandos, ao mesmo tempo que optaram por sacrificar reformados, pensionistas, funcionários do Estado, se fizeram cortes nos subsídios de desemprego, no dos idosos, na Educação, na Saúde, etc, a lista é longa, com uns políticos a justificar toda esta porcaria financeira, esta imoralidade política, e ponho-me a pensar onde isto tudo vai parar - e como!
Depois, vemos que a zona euro demonstrou estar incrivelmente impreparada para lidar com a crise bancária. A mesma zona euro que possuiu um Banco Central (o tal BCE) sem nenhum governo a quem prestar contas e, por outro lado, diversos governos nacionais sem o apoio de qualquer banco central – ficando à mercê de uma rede global de Mega-Bancos…que não têm maneira (nenhuma) de supervisionar e que acabam por influenciar muita das vezes as decisões de governos que entretanto perderam grande parte da sua soberania (não só cambial, financeira, mas também…política).
E ainda assistimos, como se não bastasse, a ter de ouvir a opinião de um BCE (e por junto da Comissão Europeia) sobre as decisões relativas aos nossos bancos (para já nem falar dos nossos OE) ou dos salários a pagar, por exemplo, à CGD.
Quanto à Oposição de Direita só me resta dizer que me dá vómitos. Então a entrevista da Dona Swap ao Público (a tentar ilibar a Banca – para quem trabalha) brada aos Deuses! Há políticos (como ela e outros) que riscaram a palavra Vergonha do Diccionário.
P.Rufino

Um Jeito Manso disse...

Olá JV,

E a menina, que é toda refilona e que sabe de leis, acabou a fazer o que fazem todos os outros: comeu e calou. Ou melhor, não comeu mas não protestou. Por todo o lado o chico-espertismo encontra esquemas para se sair bem e os precários ou em início de carreira que se lixem (desculpe-me o plebeismo, JV). E não estou a criticar, estou apenas a constatar. Há qualquer coisa de perverso nesta sociedade que faz com que as pessoas se tornem passivas.

Passivos os que aceitam embustes como os de França, da Alemanha (anos a furar vários esquemas), da Comissão Europeia em geral, passivos os que aceitam que agora à sua frente esteja um fulano que está numa animação ao seguir ao almoço e não dá uma para a caixa e que antes lá teve um fulano de quem agora a própria Comissão diz que não é sensato, ou que aceita que as ruas de Paris estejam pejadas de tendas e colchões e as praias do mediterrâneo pejadas de corpos.

Um mundo que, visto sob uma certa perspectiva, é um lugar muito perigoso.

Mas esqueça, JV, não veja o mundo sob esta perspectiva porque, sob outra, é maravilhoso.

Um bom fds!

PS: E bolas, nem me lembrava de lhe dar os parabéns. Já assistente? Boa! Parabéns, miúda!

Um Jeito Manso disse...

Caro Arnaldo Mesquita,

Muita simpatia a sua. Soam-me bem as suas palavras mas receio bem que as minhas palavras não sejam tão especiais assim. São apenas sinceras.

Mas agradeço a sua gentileza e, pode estar descansado, vou continuar...!

Obrigada.

Um Jeito Manso disse...

Olá UC!

Não subestime o poder de destruição da cambada pafiana. Eles matam e a comunicação social esfola. Cá para mim, ou o António Costa atalha caminho e agarra assunto ou, se o deixa nas mãos do ingénuo Centeno, a ver se não fritam a CGD em três tempos.

O Banco de Portugal é a lesma cegueta que se conhece e, portanto, as rédeas da CGD têm que ser tomadas em mãos antes que o seu valor se degrade para níveis preocupantes.

-- E assim com as iniciais fica mais fácil senão nunca sei se já falei antes com o 'anónimo' ou não.

Um bom sábado, UC!

Um Jeito Manso disse...

Olá P. Rufino,

No tema CGD não sei se a ordem dos factores é a que refere. Não sei se foi o Domingues que impôs condições e o governo que as aceitou ou se foi o governo que o foi convidar, estando ele a ganhar bem, e portanto, sabendo que, para ele para lá ir, teria que cobrir a parada.

Num outro nível e não me comparando eu com nenhum dos referidos, digo-lhe eu, P. Rufino: se me chamassem para ir tomar conta de uma carga de trabalhos, não esperariam que eu fosse arranjar cabelos brancos, úlceras no estômago, os jornais a escarafunchar na minha folha de rendimentos, inquisições por parte de comissões, jornalistas avençados e toda a espécie de comentadores e, ainda por cima, ir a ganhar menos do que ganho hoje.

Portanto, tudo isto deve ser relativizado face ao risco real de, debaixo de tanto fogo cruzado, a CGD ainda ficar em risco.

Mas, enfim, é o que eu acho.

Um bom sábado, P. Rufino!

P. disse...

Cara UJM,
Julgo que o filme é esse, ou seja, que o governo foi buscar a criatura. Pergunto: tem feito assim tanto trabalho excepcional que justificasse a sua contratação? Tenho dúvidas. Quanto à aceitação do convite para ir para o lugar que hoje ocupa na CGD, se o figurão não está para aí virado, quanto ao salário que vai receber, então não aceitava o convite – ou seja, não impunha condições. Por outro lado, assegurar a “pensão” do Banco privado, a par do salário que negociou com o governo, é de gente com poucos escrúpulos. Esta malta da privada, ou uma boa parte deles, gestores que saltitam dali para acolá e de acolá para acoli, etc, não faz a menor ideia no que consiste ter alguma ética, nisto de contratos e salários. Nem muito menos imaginam que existem pessoas neste país. Apenas números, acções, valores, transacções, etc. A CGD já procedeu a despedimentos e muitos. Mas, “curiosamente”, foi fácil acolher os desmandos salariais do tratante do Domingues. UJM, não me revejo, de todo, nesse seu argumento. Não colhe. Porque, como atrás digo, se o indivíduo não gostava das condições, não aceitava o lugar e sobretudo não imporia o que impôs. A CGD vive, por razões que vêem detrás, dos trastes do passado recente (mas não só, há que ser objectivo na crítica), uma situação muito complicada, ao ponto de ter sido necessário injectar-lhe uns tantos, muitos, milhões no “bucho”, vindos directamente do Estado, como sabemos. Deste modo, resta ver o que o tal Super Domingos vai fazer. Tem de fazer MUITO, para justificar todo este escandaloso contrato. É que as expectativas, plenamente justificadas, são de facto muito elevadas. A ver vamos, por conseguinte, como a CGD, a sua liquidez, os seus negócios, estarão. Mas, se por acaso o Sr. Domingos falhar, ou não atingir as metas – ou pior, ver que não consegue atingir os objectivos que se esperam dele -, sabe bem, UJM, o que lhe irá suceder: sairá, pela porta por onde entrou (e não pela do cavalo), com o seu salário pago por inteiro e ainda algumas bonificações, quem sabe. E regressará ao seu antigo “Job”, Ou vai, descansadamente e ricamente para a reforma. Ao contrário de qualquer outro trabalhador deste país, quando é dispensado (despedido). É todo esta situação que choca. Se a CGD pode vir a ficar em risco, a questão que se deveria ter colocado era porquê? É que, se a UJM olhar para o seu passado, no que respeita à sua gestão, encontrará ex-responsáveis políticos e outros vindo do sector privado que, pelos vistos, não a souberam gerir, responsavelmente – o que não os impediu de receber uma boa almofada financeira, para o resto dos seus dias! E haveria ainda de analisar o comportamento do BCE (e até da CE) em toda esta história, ao intervir no processo da Caixa. Em Resumo, mantenho o meu desprezo pelo tratante Domingos. Há pessoas que, na máquina do Estado, têm responsabilidades tão ou mais importantes, como magistrados, diplomatas, professores universitários, directores-gerais, militares, etc e que ganham “côdeas” comparadas com os Domingos desta vida, fazendo excelente trabalho e não vão fazer exigências deste tipo às respectivas Tutelas. E se não se sentem bem, que mudem de emprego. E mesmo assim, por vezes, são maltratados pelo Estado, acabando por ter de recorrer a advogados para lhes resolver os conflitos no âmbito do Direito Administrativo.
Bom fim de semana!
P.Rufino


Anónimo disse...

(Não) como e calo, não senhora, UJM! Isso é que era bom! Como demonstração de boa vontade e que não guardo rancores, marquei aula extra para compensar o feriado. Pumbas, faculdade caloteira, levas com a outra face que é para veres o que é bom para a tosse!

Bom fim de semana, UJM!

JV