Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, setembro 09, 2016

Fernando Lima, o homem n' A sombra da Presidência, descobriu quem é o Jumento!
Parem tudo!
Fernando Lima confessa tudo no seu livro!
[... Toneladas de espanto perante tamanho tiro no pé...]
« E uma breve sobre a entrevista do super-juíz Carlos Alexandre, o saloio de Mação, à TVI »


Estando eu aqui no mais completo remanso, umas férias arrancadas a ferros e gozadas neste sweet September, deliciada com as magníficas marés vivas, esforçando-me por me alhear dos males alheios, dos incêndios, do drama dos jovens Comandos, de muros que se erguem contra a procura de um mundo melhor, de tudo, quando dou de caras com uma notícia verdadeiramente surpreendente.

Então não é que, segundo o Diário de Notícias e como o próprio Jumento o refere, Fernando Lima, essa figurinha que foi uma das pardas sombras de Cavaco -- e a quem este puxou o tapete, mostrando a sua elevada craveira moral -- vem, por escrito, confessar que recorreu a investigação privada para apurar a autoria do blog O Jumento...?


Parece anedota mas não: é verdade. Trancrevo o excerto:
Ao longo deste processo, há outra personagem que entra em cena, que Lima nunca nomeia. Trata-se de um adjunto do gabinete do primeiro-ministro que se faz convidado na visita presidencial à Madeira. Rui Paulo Figueiredo, "o Toneladas", como chama o autor ao socialista (seria depois eleito deputado pelo PS) é o "intruso" da Madeira e a quem Lima atribui a autoria de um blogue anónimo pró-socrático: O Jumento.
A informação chegou-lhe por "mão amiga" que lhe entregou "um relatório particular de uma investigação feita, a meu pedido, ao referido blogue, em 2009". 

Lê-se e custa a acreditar.

Ora, perante tamanha cavalice, diversas questões se me ocorrem de imediato:

1 - Uma vez que parece que Fernando Lima diz ao longo do livro que nada fazia sem o consentimento ou o incentivo do próprio Cavaco, será que neste caso foi também do conhecimento de Cavaco que o seu homem de confiança infringiu a lei, contratando uma investigação privada para descobrir a identidade do autor de um blog?


2 - A quem recorreu Fernando Lima? A agentes da Judiciária que supostamente não fazem investigações privadas? A pessoas que infrigem a lei na sua actividade, nomeadamente a hackers? Acho que seria interessante sabê-lo.

3 - Quem pagou a dita investigação encomendada pelo Assessor de Cavaco Silva? 

4 - Com que intuitos encomendou essa investigação? Para fazer o quê com a informação que lhe foi entregue em relatório? Para condicionar o autor de O Jumento (voltando a transgredir a lei)? Se sim, por que meios o faria ou fez? 

            e sobretudo:

5 - Pode uma pessoa minimamente inteligente fazer coisa tão burra (ie, contratar uma investigação privada, ilegal, e depois vir, airosamente, confessá-la)? 

6 - E pode uma pessoa que revela tamanha falta de inteligência ter tido tamanha influência junto do detentor do mais elevado cargo do País?

            e porque a resposta é 'Pode. Aconteceu mesmo', não será legítimo, então, perguntar:

7 - O que dizer, então, da inteligência de quem ocupou a Presidência da República ao ter a trabalhar consigo, num lugar da mais estrita confiança, ao longo de anos e anos, uma pessoa que recorre a meios ilegais, eventualmente para depois agir ilegamente e que, depois, vem contar tudo em livro?

....

Ou seja, confesso: estou perplexa e cheia de dúvidas.

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Quanto à identidade do autor de O Jumento tanto se me dá: que seja Rui Paulo Figueiredo, "o Toneladas", como chama o autor ao socialista (seria depois eleito deputado pelo PS) ou Victor Sancho, quadro superior da Direção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, o Zé da Gatinha ou o Super-Homem é-me indiferente. É, isso sim, um homem corajoso que marra a direito e não usa de rapapés para dizer ao que vai. Sou sua leitora assídua e gosto do que leio. E das suas fotografias também gosto. E isso chega-me.

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E, para acabar, em solidariedade para com o autor de O Jumento, daqui envio uma condecoração a Fernando Lima.


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O cartoon lá de cima, o de Lima crucificado às mãos do sonso cavaco, é da autoria do extraordinário autor de We have kaos in the garden.

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super juiz alexPS: Estou a escrever isto enquanto, na SIC está a passar a entrevista a outro que tal, o super-judge Alex, uma criatura a quem chamam a lagarto (por ter sangue frio ou por rastejar?) ou 'o saloio de Mação', que diz que mede 1,69 m, que não tem amigos nem dinheiro em contas bancárias de amigos e que fala como se se achasse uma espécie de missionário não sei bem de que seita. 


Que raio de entrevista é esta? E pode um ser estranho como este ter o poder que tem? 


Caraças, só malucos.


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Permitam, para amenizar, que vos ofereça um pouco de mar.

Marés vivas no mar grande da Caparica

Praticante de kitesurfing


Mar de prata ao fim da tarde
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira.

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14 comentários:

bea disse...

Aprecio o jumento pelo que escreve. Fernando Lima, mesmo que escreva livros, não me existe e felizmente Cavaco saiu de cena. Também, em meus tempos, sem recurso a meios sofisticados e respeitando quem prefere usar um nick, atirei um palpite. Não deu certo e nem me fez mossa, era o meu palpite. Não é assunto da minha preocupação saber quem se aloja atrás do que escreve e que, continuo a pensar, muita vez não é como e quem se diz.

jose antunes disse...

Mas onde está a procuradoria geral da república ? Não houve crime público ? Que anda a fazer a joaninha marques vidal ? ... livra que se fosse alguém de esquerda !!!

P. disse...

Fernando Lima, uma figura patética, sinistra e de carácter duvidoso, to say the least, acaba por, com diz e bem o autor do blogue O Jumento (um Blogue que leio com gosto), enterrar ainda mais o Cavaquismo, ou seja atirando a merda para a ventoinha. Registo também que Cavaco Silva, um dos políticos mais abjectos que tivemos de gramar, nem sequer dos fiéis, como dito lacaio Lima, gostava. Passou, ele e a Maria, por ele Lima e a mulher como se não os conhecessem. E o medo que tinham de Sócrates (os "Maranis"!). Tudo aquilo é patético. Ao que presumo ainda havia um número, embora reduzido, de pessoas que admiravam a “Ex-Esfinge de Belém”. Depois destas revelações – um pouco como “a vingança serve-se a frio” - duvido que lhe permaneçam fiéis. Dois trastes: Cavaco e Lima! Quando nos pomos a pensar que aturámos Cavaco por 10+10 anos, por culpa deste povilhéu, pasmo!!!!!! Quanto ao resto, se há matéria para a PGR, que a Dama Vidal se pronuncie. Nunca o fará!
Uma nota final: há que leia e vá comprar esse livreco do Lima, ou numa de auto-flagelação, ou porque gostam de ler tudo (!!!??? - uns tolos). Recomendo, como melhor aposta, ler as páginas em branco de um rolo de papel higiénico.
P.Rufino

P.Rufino

Anónimo disse...

Uma última nota: a entrevista do tal super-juiz de 1,69m, segundo ele assim afirma, foi, a todos os títulos lamentável. Nunca deveria ter dado aquela entrevista. Um magistrado, sobretudo com as responsabilidades acrescidas que ele tem, face aos processos que lhe calharam em mão, jamais deveria dar entrevistas. Ficámos pelo menos a conhecer melhor a figura deste (triste) juiz. Preferia que tal não tivesse sucedido. Tenho um particular respeito pela magistratura, embora algumas das vezes discorde das decisões que toma, ou actos judiciais que decidem aplicar, mas custa-me aceitar ver um magistrado a dar entrevistas. A distância da magistratura perante os "media" deve, sempre, ser uma atitude, ou posição, a manter. Que, no caso do Juiz Carlos Alexandre, não se verificou. Enfim...
P.Rufino

Jumento disse...

É o cavaquismo em adiantado estado de putrefacção, o homem fede. É caso para lhe dizer que se vá feder para longe pois cheira mal que se farta.

Anónimo disse...

Lamentável, a entrevista de Carlos Alexandre.
Primeiro, porque o dito é um juiz e não um "artista" de um programa da shôdona teresa guilherme a procurar notoriedade para fazer "presenças pagas"; segundo, porque se alguém quer dar entrevistas (sem ser um dos tais "artistas") é bom que tenha algo a dizer e não se limite a falar; terceiro, porque o povo simples continua a achar que os juízes são inteligentes (alguns serão...), mas o sr. Alexandre deve ser uma excepção à regra pois que, no meio das suas lamúrias acerca do nível de rendimentos, rendeu-se à pulsão de afirmar que a primeira redução nos ditos teve origem num governo de Sócrates (humm!); "last, but not least", não podendo um juiz pronunciar-se acerca de casos pendentes que lhe estejam atribuídos, o meritíssimo cumpriu formalmente tal proibição, mas não se coibiu de materialmente a desrespeitar, com as suas afirmações/insinuações acerca de "amigos" e "dinheiro em contas bancárias de amigos".
De facto, não deve ter muitos amigos, nem dentro nem fora da magistratura- a imagem que passou foi a de uma triste figurinha, com pretensões a ser um novo Baltazar Garzón. Faria bem em informar-se como é que o espanhol acabou a carreira...
MPDAguiar

Anónimo disse...

E quem será o autor de UJM,não investigam? Anda cavaco, agora tens tempo, põe os teus campinchas a investigar que o UJM anda sempre a dar porrada na tua seita!
...
O meu jornal diário, que continue por muitos anos.

P. disse...

Hoje, em conversa com um amigo, Magistrado (Juiz Desembargador), dizia-me ele, sobre este "inefável" juiz Carlos Alexandre: "seria tempo de o afastar do lugar e recambiá-lo para outro, algures, onde conhecesse alguma humildade. Fala demais, diz o que um juiz não deve dizer - nunca, sobretudo à imprensa. E toma, sub-repticiamente, posições políticas (de facto, aquelas "boutades" do bom rural que vem pôr ordem na perversa Cidade, só lembraria ao Botas de Santa Comba)."
Estou inteiramente de acordo. E depois de ouvir há pouco a Constança Cunha e Sá, que já não ouvia há muito - pela simples razão que tenho evitado a TV, como o Diabo da Cruz, não podia estar mais de acordo com o que ela disse sobre o tal juiz.
P.Rufino

Um Jeito Manso disse...

Olá bea,

Eu acho que as palavras têm que valer por si, seja qual for o nome que assina. Poderia referir tantos escritores que publicaram sob pseudónimo mas basta referir o nosso actual presidente que assinava rubricas nos jornais com nomes que ninguém relacionaca vom ele.

Acho até que um blog como O Jumento perderia um pouco da sua 'mística' se em vez de um jumento a assinar estivesse uma cara conhecida.

E uma coisa é uma pessoa deitar-se a adivinhar e outra, bem diferente, é desatar a infringir a lei para o descobrir. Ainda por cima sendo colaborador do Presidente da República.

Isto só serve para a gente perceber como é mais limpo o ar desde que tão cambaláchicas figuras se arredaram da nossa vida.

E um bom sábado, bea!

Um Jeito Manso disse...

Olá Caro José Antunes,

A Joaninha voa-voa...? Esqueça lá isso. Anda muito ocupada a ver se deslinda o complexo caso das viagens pela Galp. Acho até que, pela superlativa complexidade do caso, ainda vai parar às mãos do super-Alex!

Um bom sábado!

Um Jeito Manso disse...

Olá P.Rufino,

Depois da noite escura do saloio de Santa Comba, atravessámos duas décadas de penumbra na qual reinou uma criatura mesquinha que se rodeou de uma estirpe de gente de moral pouco abonatória. O Lima é o que sobrou. O casal Mariani pensava que o tinha fechado no sótão mas esqueceram-se que bocas azedas são bocas azedas até ao fim. Qual fantasma saído de um sótão que pensavam estar enterrado, sai agora o Lima com um livro que, pelos vistos, é um chorrilho de vinganças e tiros nos pés.

Pode ser que um dia ainda acabem investigados.

Quanto ao Saloio de Maçães só conseguiu que o País ficasse estarrecido: é então esta perturbada figurinha que tem nas mãos todos os processos importantes? Medo....

Um bom fim de semana, P. Rufino.

Um Jeito Manso disse...

Olá Jumento,

Honra-me a presença de Vossa Senhoria neste meu humilde palheiro.

Concordo. O cavaquismo em decomposição. Daqueles mortos que, nos filmes, se levantam, já com os ossos à mostra e os olhos escaveirados, quando a gente pensava que o assunto está arrumado. Imagino a raiva da Maria a acusar o Cavaco de ter sido tão brando com ele, que se lhe tivesse dado um arreganha-dente como deve ser jamais o Lima ousaria tamanha safadeza.

Tirando isso: gosto do que escreve e da forma como escreve, Jumento, e só ainda não lhe disse isso lá no seu blog porque sou preguiçosa e não me apeteceu registar-me lá naquela geringonça que arranjou para a gente se autenticar. Mas gosto mesmo!

Um bom sábado, Jumento.

Um Jeito Manso disse...

Olá MPDAguiar,

Sabe que eu já achava que o homem devia ser esquisito, daqueles que acham que são insubstituíveis, que empreendem nas coisas, que fazem 'filmes' e que era muita coincidência aparecerem as câmaras quando ele ia em missão especial. Mas nunca tinha assistido à conversa dele, assim, na primeira pessoa. E fiquei mesmo espantada. O sujeito tem pancada, é daqueles que se acham ungidos de um dom, incumbidos de uma missão. Acho que pensa que veio lá de Mação para vir limpar a capital de todos os 'vícios' que os que não são simples, como ele, têm. Tem uma visão paroquial do país. E acha-se o maior: não descansa, não tem amigos, trabalha em contínuo, não tem medo. Sujeitos assim são um perigo. Não sei como é que funciona a Justiça pois há alguns que são intocáveis, que parece que acima deles só Deus. E como deus, se existe, tem mais que fazer, também não lhes mexe. Mas eu acho que alguém devia ver que é um perigo um gabarolas barato destes ter tanto poder. É que coitados dos que têm a pouca sorte de cair como vítimas de um maluco destes... Vêem a vida estragada durante anos e anos e muitas vezes de forma irreversível.

Se calhar até foi bom que ele se tivesse exposto desta maneira - e mais tempo a entrevista tivesse durado e mais ele se tinha espalhado...

Talvez a sua brilhante carreira de Super-Alex comece, a partir de agora, a perder o brilho.

Um bom sábado para si, MPDAguiar!


Um Jeito Manso disse...

Olá Anónimo!

Então quer que o zombie Lima e o marido da D. Maria Cavaca venham cá investicar a UJMzinha? Ná... Aqui só mora uma avozinha, boazinha, inofensivazinha. Zurzir na seita cavaquista ou na trupe lapariana...? Ná, nunca. Só quando eles se mascaram de lobos maus! Aí, pois que remédio, tenho mesmo que correr com eles a varapau. E é ver-me, velhinha, velhinha, mas toda valentona: 'Quantos são? Quantos são...?'

Mas, bem vê, é em legítima defesa...

E olhe, Anónimo, obrigada pela sua simpatia. E tenha um bom sábado.