Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, agosto 16, 2016

Passos Coelho, o alucinado.
Zapping.
E, enquanto os pequeninos brincam aos Pontal's, aos comandos do mundo os verdadeiros artistas Paul Manafort, Donald Trump, Vladimir Putin e outros que tais mostram que não gostam de brincar em serviço.
[La Grande Bouffe revisited]?
Quem goza que nem um perdido é Stephen Colbert. E esse, sim, é persona grata cá por casa



Bem. Praia de manhã, praia de tarde, e agora para aqui estou só a deixar-me dormir. O meu marido acordou-me, eu acordei e, quando olho para o lado, está ele a dormir. É que ele, ainda por cima, esteve a treinar um guarda-redes e isso puxa muito por um homem.

Há bocado, quando estávamos ambos acordados, vimos -- como uma assombração regressada de nefando e recente passado -- um láparo bronzeado que parecia possuído por uma qualquer coisinha má que o levava a alucinar: disparates atrás de disparates, querendo reescrever a história, que no tempo dele a economia bombava, nada como agora, uma economia broxada, um governo broxado. Não sei se foi isto exactamente que aquela pessoa perturbada proferiu porque, mal apareceu, o meu marido instantaneamente ficou alterado: este gajo! F...! Mas outra vez este gajo...?!, F..!, e logo à procura do comando que por aqui ainda ninguém se curou do mal de pele que a avantesma desde o início nos provocou. Zapping com o animal. Por isso, não posso dizer mais sobre o que o coiso foi bolsar para o Pontal mas, se nunca na vida o ouvi acertar uma, não era agora que ia dizer alguma coisa de jeito.

Estive, depois, a ver as fotografias que fiz na praia, os meus meninos cada vez mais lindos, grandes que só visto, brincalhões, e o meu marido havia eu de o pôr aqui para verem o estilo, mas não posso, com tanto olho gordo que há neste mundo ainda haviam de cobiçar aquela pontapé infalivel, olheiros é o que não falta e ainda mo vinham buscar para treinar os goal keepers de alguma equipa teúda e manteúda por um qualquer magnata russo ou ucraniano.

Por isso, por precaução, mostro só o mar. Lindo e hoje bem temperado, uma água amistosa.


Bem. Aquilo dos magnatas vem a propósito do que agora saltou para as bocas do mundo: as dangereuses liasons entre um dos cães de fila de Trump e o dinheiro que das bandas putinescas terá escorrido para uns certos bolsos escusos.

Transcrevo do DN:

Chefe da campanha de Trump acusado de ter recebido milhões de partido ucraniano pró-russo


Paul Manafort, chefe da campanha do candidato presidencial republicano, Donald Trump, terá recebido, durante seis anos, cerca de 13 milhões de dólares de um partido pró-russo, noticiou hoje o The New York Times.


A quantia consta de uns livros de contabilidade secretos do Partido das Regiões do ex-Presidente ucraniano Viktor Yushchenko, agora revelados pelo Gabinete Anti-Corrupção, em Kiev, onde surgem pagamentos em efetivo a Manafort de 12,7 milhões de dólares (cerca de 11,5 milhões de euros ao câmbio de hoje), segundo o jornal norte-americano.

(...) Manfort, segundo a Efe, que cita o diário norte-americano, dedicou grande parte da sua carreira profissional à consultadoria internacional, desde que começou a trabalhar na década de 1980 com o ditador filipino Ferdinand Marcos, até um dos seus últimos clientes, que foi o ex-Presidente ucraniano Viktor Yushchenko. (...)


O The Wall Street Journal diz:

Paul Manafort’s Work in Ukraine Becomes U.S. Campaign Issue


(...) In Ukraine, Mr. Manafort navigated around the egos of tycoons and politicians; he hammered out a message that was part economic, part tribal; and he shepherded campaigns through rocky times.(..) 


For his detractors, the harsh nature of Mr. Yanukovych’s rule reveals Mr. Manafort, 67 years old, as a gun-for-hire focused solely on winning—and with no compunction about the nature of his client.

“Manafort was representing a guy who was up to his eyeballs in corruption and has blood on his hands,” said David Kramer, senior director for human rights and democracy at the McCain Institute and a former U.S. assistant secretary of state under George W. Bush.


O The New York Times desenvolve bastamente o tema. Um filme digno de ser viso na íntegra. Aqui só um cheirinho:

Secret Ledger in Ukraine Lists Cash for Donald Trump’s Campaign Chief


(...) In addition, criminal prosecutors are investigating a group of offshore shell companies that helped members of Mr. Yanukovych’s inner circle finance their lavish lifestyles, including a palatial presidential residence with a private zoo, golf course and tennis court. Among the hundreds of murky transactions these companies engaged in was an $18 million deal to sell Ukrainian cable television assets to a partnership put together by Mr. Manafort and a Russian oligarch, Oleg Deripaska, a close ally of President Vladimir V. Putin.(...)


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INTERVALO

Desculpem-me o despropósito do interlúdio mas a minha mente volta e meia flutua nem eu sei bem por onde.

Ocorreu-me este filme, imaginem vocês

 La Grande Bouffe, um filme de Marco Ferreri


Fim do INTERVALO

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E por todo o lado, como uma onda imparável, toda a imprensa internacional está a ser varrida por aquele mesmo assunto. E não é apenas em artigos sérios, ou de suspense ou preocupados. Não. É por todo o lado, de todas as maneiras. Cartazes, piadas.


Just Putin and Trump eating Dick Popsicles

O sexy Trump de cabelos ao vento, o cavalo de Putin e o próprio
(parecendo revelar alguma intimidade com o louro candidato)


Mas onde, em minha opinião, podemos ver o apontamento mais corrosivo sobre o tema é aqui:

For Donald Trump, Every Day Is Opposite Day
The Late Show with Stephen Colbert 




Ou este aqui abaixo em que, apesar do piiiiii, dá para perceber a piada
(e a dança que se segue é de morte):

Stephen has a question for Donald Trump: "What does Putin's dick taste like?"


During the pre-show Q&A, an audience member asked Stephen a question about Donald Trump. And since the show wasn't broadcasting, he had no reason to sugarcoat it.


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E, uma vez mais: Porque é que me interesso tanto pela eleição do próximo Presidente dos EUA?
- Ora, porque na Europa não há quem mande e porque, para o bem e para o mal, é nos EUA --ou sob influência dos EUA -- que as grandes decisões se tomam. E, portanto, a gente pode divertir-se com um laparudo que devia era andar sempre com orelhas de burro ou as cabecinhas mais ocas podem andar a filosofar sobre a ida da ministra Constança à festa em vez de andar a apagar fogos mas, verdade, verdadinha, é que onde se decide de que feição é que devem soprar os ventos é lá na terra daqueles seres bizarros que conseguiram levar um palhaço como o Trump até às eleições presidenciais.
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E eu, para não acabar o dia a falar do Trump, se me permitem, vou outra vez olhar o mar tal como o vi esta doce segunda-feira (doce como só uma segunda-feira dia-feriado sabe ser).


E que entre uma voz que me fale de mar. Poesia, se faz favor.

"Sea Fever" de John Masefield (lido por Tom O'Bedlam)



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Se descerem encontram mais uma prova do bom humor dos brasileiros, gozando com a sua própria situação: É o Hipismo segundo a malta da Porta dos Fundos.

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1 comentário:

O Puma disse...

Coelhos à solta

Ainda