Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

quarta-feira, maio 04, 2016

Cá estão eles outra vez, os meus queridos malucos


Há lá forma mais eficaz de seduzir uma mulher do que dizer-lhe poesia? E, melhor ainda, infalível, se for em francês -- aí haverá mulher que resista?

E o humor? Há lá também arma mais eficaz? Qual é a mulher que resiste ao humor?

E à maluquice?

E tudo junto: poesia + humor + maluquice? Há lá cocktail mais afrodisíaco?

Se calhar há. Se calhar as mulheres ajuizadas preferem outro género de cocktails, por exemplo: ter muita erudição + usar botões de punho + escrever um blog a armar-se em engraçado.

Mas não sei. Não estudei suficientemente o assunto para me poder pronunciar. Portanto, abrevio que isto não são horas para a metafísica e passo já aos meus queridos malucos.


Pedro Paixão fala de Poesia




(Ah. Já agora uma pergunta: a poesia é coisa para preguiçosos?)

___

Traduzir sem rede. Editar à pressa. Emprestar o nome. Riscos, riscos, riscos. Risos.

Luiz Pacheco, o Tradutor




____

A sopa ou a cultura?

Alberto Pimenta, Vítor Silva Tavares e o caldo verde



_____

João César Monteiro e a Comédia de Deus



_____

E, para terminar em beleza, o querido Candidato Vieira


Em férias


___

É verdade: será que não há malucas? Só malucos?
Tenho que puxar pela cabeça: gostava de ter aqui malucas. 
Enfim... é certo que estou eu aqui que, no que se refere a maluquice, tenho para dar e vender...
Mas gostava de aqui ter outras. Será que não há malucas encartadas em Portugal? 
Só betinhas, atadinhas, amarguradinhas, azougadinhas, liricazinhas, tiazinhas, vizinhas? 
Malucas a sério só eu?! Bolas. Quero companhia.

___


___

Ah... E não deixem de visitar os comentários aqui já abaixo. Dir-me-ão se não há ali um negócio apetecível...


14 comentários:

Rosa Pinto disse...

Maluca presente.
Mas ..mas ..mas ....poucos são os sedutores...e falo do poder sedutor dos homens (mulheres não é a minha praia)...uma cambada de egoístas com um ego tamanho da lua....
Nem só isto...nem só aquilo...na sedução entra tudo. A voz ..o olhar...a poesia...a música...um desenho...um passeio...um jantar...ui tanta e tanta coisa.

Um Jeito Manso disse...

Olá Rosa! Estava a ver que não se chegava à frente...

Os homens, sabe, acho que não podemos esperar demasiado deles. É verdade que têm que ter uma voz que se aproveite, um olhar que seduza, tem que ter uma conversa de jeito, têm que ter um sorriso malandro, têm isso tudo. Mas pedir-lhes que sejam eles a dar o primeiro passo isso já é demais para eles. E quanto ao egoísmo que é preciso é não lhes dar rédea muito solta para não terem grandes hipóteses de se alargarem e poderem mostrar que são egoístas. É assim: se são egoístas, que sejam, mas desde que o sejam às escondidas, sem a gente dar por nada.

Não concorda?


Rosa Pinto disse...

Pronto devo ser velha....mas para mim o homem deve dar o primeiro passo (antes já teve um sinal da mulher, ora) ...a não ser assim a coisa fica muito sem graça - pelo menos para mim.
Não se esperar nada ..é muito...mau!!! Mesmo não querendo um castelo - pode ser de areia - é construido e ainda bem...sem castelos não há sedução.

Um Jeito Manso disse...

Sabe o que é Rosa? São muito medrosos, eles. Nada assusta mais um homem do que a perspectiva de ouvirem um não (refiro-me aos normais e no estado normal, isto é, não alcoolizados, por exemplo).

Por isso, se não lhes dá o conforto de sentirem que podem avançar, não avançam. A mulher não precisa de ser explícita, claro. Aí entram os aconselháveis dotes de sedução da mulher... Eles têm que perceber. Coisa subtil, claro.

E não me expliquei bem: pode esperar, claro. Não pode esperar é que eles sejam melhores do que são na realidade. Têm que ser ajudados. Mas discretamente, claro, sem eles perceberem que estão a ser ajudados.

Quando me reformar ainda vou é fazer workshops de sedução, com exercícios práticos entre os participantes. Capaz de ter graça. Claro que teria que me esforçar muito para não me desatar a rir com aqueles mais atadinhos.

Alinhava, Rosa? Acho que seríamos uma dupla de sucesso.

Fernando Lopes disse...

Fazer um workshop de sedução é transformar isso numa tarefa e/ou arte, a sedução só vale se for espontânea, caso contrário é uma fabricação e perde o encanto, penso eu de que ...

Rosa Pinto disse...

Claro que sim. Vamos lá fazer o uorquechope!!! Avanço já com a primeira tarefa - Como seduzir o neto do Fidel...o moço promete!!!!

Um Jeito Manso disse...

Terá razão, Fernando, mas isso é verdade para os que sabem.

Mas não se esqueça que há os atados, os inibidos, os desajeitados. A esses, algum coaching talvez não fizesse mal. É que mesmo para agir no momento em que a coisa deve acontecer de forma espontânea é preciso algum jeito...

Digo eu de que. :)

Um Jeito Manso disse...

Muito bem Rosa. E até podemos segmentar a coisa. Por exemplo, como é que uma mulher madura seduz um jovem pedaço de mau caminho. Ou seja, uma 'cadeira' para cougars.

Também podemos ter uma cadeira (que acho que não deve ter muitos adeptos, mas enfim, há que ser inclusiva) para como seduzir um homem maduro de aspecto conservador e, até, um bocado chato.

Olhe que a ideia tem potencial. Estou a escrever isto e já cheia de ideias. Está a parecer-me que teria sucesso. Teríamos também cursos para homens que querem seduzir mulheres inteligentes e que têm medo de não provar. A esses poderíamos, para começar, pô-los a dizer poesia. Em francês, claro. Ou a saber contar anedotas. A Rosa aí seria a catedrática.

Estou entusiasmada com esta minha ideia.

Rosa Pinto disse...

Essa do francês ao ouvido é tiro e queda. Ninguém registe ao sedutor sotaque francês.

Amanhã peço já a minha reforma antecipada. Este nicho do mercado tem que ser explorado. Sinto-me uma pioneira!

Um Jeito Manso disse...

Pois é, capaz de lhe seguir o exemplo. Anda uma pessoa a desperdiçar talentos quando há aí um mercado enorme à espera de ser explorado.

Até já me apetece pensar em como é que havíamos de decorar o espaço. Olhe, amanhã vou já fazer o euromilhões que, parecendo que não, seria um incentivo para me abalançar. Que o investimento nem seria grande. Ainda vamos ser sócias, vai ver.

P. disse...

Eh, eh, eh! Os projectos de “negócio” prometem. Mas, olhem que há homens a quem é indiferente receberem um não, ou serem eles os abordados! Nisto, de sedução e sexo, não deve haver muitas regras. É deixar “fluir” as coisas.
Uma historieta: num jantar de aniversário. Muita gente, sempre eram 40 anos que alguém festejava. Numa das mesas estava lá ele e a seu lado uma mulher. De beleza discreta. Com óculos. Ficavam-lhe bem. Falava pouco. Timidez? A certa altura ele pergunta-lhe, baixinho, ao ouvido: “você quando faz amor é com, ou sem, óculos?” Ela, que afinal não era assim tão tímida, responde-lhe: “nunca penso nisso, quando vou para a cama com um homem, veja lá!”
Sabe UJM, um dia, quando estava na faculdade, deu-me par pôr um anúncio em dois jornais diários, mais ou menos assim: “estudante universitário oferece-se para motorista particular”. Poucos dias depois recebi uns tantos telefonemas. Todos de mulheres. E lá fui condutor particular de algumas delas. Uma telefonava-me sempre que o marido se ausentava (ia muito a Londres, sei lá porquê!), outra conseguiu que o pai lhe pagasse o motorista privado (eu), outra era divorciada, outra solteira e boa rapariga (de Viana do Castelo, embora a viver na capital). Etc. Todas mulheres entre os vinte e coisa, trintas e até quarenta e pouco. Eu era mais novo do que qualquer delas. Naturalmente, tais “encargos” tiveram repercussões. Perdi o ano. E com isso, quando meu pai veio a descobrir a razão, fui obrigado de acabar com aquilo. A contragosto! Entretanto, o pai da mais jovem acabou com o “contrato” e ainda me ameaçou pelo telefone. E para não arranjar chatices com o marido “que ia muito a Londres”, também achei por bem terminar por ali. Todas tinham dinheiro, viviam bem. Para além de me ter divertido bastante, ainda guiei uns carros bons e até, num caso, um desportivo: eu, o "motorista" a guiar e ao lado a “minha patroa”. Lembro-me de num caso, ter sido uma empregada que me recebeu, nova e bonitinha e que me mandou esperar pela “patroa”. Mais tarde, já “familiarizada comigo”, desafiava-me para sair com ela ao fim de semana! Enfim, ainda hoje recordo isso com um sorriso! E é assim a vida! Uma das melhores coisa que um tipo leva desta vida são...as mulheres (e quem disser o contrário é burro, ou outra coisa!).
Gosto do seu humor, UJM (e da Leitora Rosa Pinto)! Continue (m)!
Tenha uma boa noite!
P.Rufino

Um Jeito Manso disse...

Olá P. Rufino,

Pronto. Está contratado. Contamos consigo como Catedrático na disciplina de 'Malandragem' ou 'Como conquistar umas Madamas cujos maridos vão muito a Londres'.

Os senhores da AESE ainda hão-de leccionar o nosso caso lá nos MBA's deles.

Uma boa noite, P.Rufino!

Tété disse...

Mas afinal o que é que se passa aqui?
Se eu puder pertencer ao Wonderful Team como Secretária, sim, porque vocês vão precisar de quem lhes acerte e oriente os passos na retaguarda, é só dizer.
Tchau às novas "entrepreneurs".
Faz favor de ter muito sucesso para ainda sermos conhecidas como "As avozinhas mais loucas".
Beijinhos às duas

Um Jeito Manso disse...

Olá Teté,

Pois claro que precisamos de quem nos oriente as contas, quem trate de abrir abra uma offshore no Panama e, também, quem mostre à clientela que 'As avozinhas mais loucas' são gente muito ajuizada e com os impostos em dia.

Está contratada, Teté!

Um beijinho.