Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

quinta-feira, março 03, 2016

Pablo Iglesias e Xavier Domènech: bésame, cariño: e saíu um arrebatado beijo na boca em pleno Parlamento. E, dado que é assim que o Iglesias cumprimenta os amigos, mais que certo que o Louçã* já levou um chochinho. E eu daqui sugiro idêntico gesto, na nossa AR, aos seguintes casais: Passos Coelho e Paulo Portas, António Costa e Jerónimo de Sousa, Carlos Amorim Gomes e Telmo Correia. Por exemplo.


E agora que penso nisto, até me ocorre que teria graça que, como na missa, passasse a ser moda na Assembleia da República, a dado momento, darem todos um beijo ao parceiro do lado, mas, segundo a nova moda, um beijo na boca. A língua seria facultativa -- digo eu.

E sugeri beijos no masculino mas claro que a moda seria extensiva às senhoras. Por exemplo, a fogosa Teresa Leal ao Coelho poderia oscular aquela que tem cara de má do CDS, a Cecília Meireles, ou a pinókia Marilú poderia dar um amoroso beijo à Teresa Caeiro. 

(Eu, se fosse deputada, pelo sim, pelo não, punha-me ao lado daqueles rapagões jeitosos do PCP).

Acho que escuso de contextualizar mas, aos distraídos, informo que o líder do Podemos, Pablo Iglesias, e Xavier Domènech, da coligação En Comú Podem, surpreenderam toda a gente com a manifestação de afecto que abaixo se mostra. 


Depois de Domènech ter discursado no parlamento, Iglesias fez questão de sair do seu lugar e dirigir-se ao meio da sala para felicitar o deputado com um beijo na boca. ( ... )



O curioso é que isto não foi fruto de um arrebatamento descontrolado já que parece que é assim que o Pablo Iglesias (ou todos os do Podemos? Ou todos os de esquerda?) se cumprimentam.


Este jueves se ha podido ver  a Pablo Iglesias besar en la boca al diputado de Podemos Raimundo Viejo durante la Comisión de Asuntos Exteriores del Congreso, tal y como ha captado el fotógrafo Javier Cuesta y que recoge Mediterráneo Digital.



* Lá em cima, no título, exemplifiquei com o Louçã mas não sei quem é que, por cá, manteve ou mantém conversações com o moço e, por via disso, já se acasalou com ele. O Rui Tavares? O Daniel Oliveira? Ai que vontade de rir que isto me dá. Os nossos garanhões a levarem uma beijo de boca do original Iglesias... E, agora que escrevo, ocorre-me outra coisa: será que isto não é novidade nenhuma por cá? Será que é assim que a malta tipo Bloco de Esquerda se cumprimenta habitualmente? O Pedro Filipe Soares e o Pureza às beijocas na boca...? Será?

Bem, alguém que me informe se faz favor.

De qualquer forma, é óbvio que os cartoons humorísticos já começaram a surgir.



E, vendo isto, outra coisa me ocorre: porque é que os nosso deputados (do sexo masculino), todos, antes de se despedirem do Cavaco, não anestesiam a boca e, depois, em vez de lhe darem um aperto de mão, não o cumprimentam beijando-o na boca? Não era lindo? Alguém imagina como é que ficaria o Cavaco? Ai que bom. Bora fazer o abaixo-assinado para convencer a homenzada do Parlamento a pregar essa partida ao Cavaco? Não era uma saída em beleza? Please, alguém que me dê ouvidos...!

___


Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.

......

1 comentário:

P. disse...

UJM,
Você é o fim da picada! O que eu já me ri com este seu Post! E, depois, pus-me a imaginar cenas inenarráveis, como, por exemplo, o Passos, depois de fustigar o PM, na A.R, num daqueles debates semanais, recorrendo a uns números manhosos de contas falsificadas pela M.L.Albuquerque (é perita nisso, com a experiência dos Swaps), vir dar-lhe um beijo de Judas, como que para selar a inimizade entre eles e o pobre do Costa a pedir um guardanapo ao Centeno para limpar a boca daquela imundice, enfim, coisas terríveis que se passariam na nossa A.R se a moda pegasse! E sei lá se, por cá, ainda atingiria proporções mais vastas. Quer no Parlamento, quer fora. Imagino-me Deputado e depois de acabar de zurzir na Direita cair-me a Leal Coelho em cima, aos beijos, de mini-saia, a tentar apaziguar-me! Jesus! Seria um pesadelo. Nunca mais me atreveria a criticar – ou a apoiar – quem quer que fosse na A.R, com medo das “represálias”! E cá fora? Um tipo, por exemplo, ia às Finanças, a funcionária, ou funcionário, constatavam que eu era um contribuinte exemplar e numa de me congratularem, saltavam do balcão e toma lá um beijo, daqueles cheios de saliva (como os do Harrison Ford, nos filmes, que parece cola, pois aquilo fica pendurado nos lábios de ambos). Claro que tudo, como na vida, é relativo...dependendo de quem nos quer beijar. Ainda outro dia, quando fui ao supermercado, antes de chegar a casa, ao fim da tarde, ao fazer a marcha-atrás com o carro, distraído a escolher um estação de rádio com boa música, quase que “atropelei” uma mulheraça, que se dirigia para a sua viatura. Bateu-me no vidro: “o senhor quase que me atropelava! Da próxima vez, conviria que tivesse um pouco mais de cuidado!” (mais coisa, menos coisa, foi assim). Sensível como sou a qualquer mulher - e à Beleza - mostrei um ar compungido e lá me tentei redimir: “as minhas desculpas! Constato, porém, que está em Boas condições!” Saímos dali sem ressentimentos. Nada como reconhecer que se errou. Agora pergunto-me se ofereceria resistência a um beijo dela, mesmo que fosse com sentido crítico? Como castigo, a estação em que “acertei”, na confusão, “ofereceu-me” uma espécie de “melodias de sempre”, uma coisa do Além! Desliguei e ainda vi a mulheraça a sentar-se no seu BMW (é nestas ocasiões que constatamos as limitações - ou virtudes - das mini-saias).
P.Rufino