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segunda-feira, novembro 30, 2015

Peter Van der Veen, o guarda-costas de Adele que toda a gente gostava de ter. Mas, azarinho, 'toda a gente' não é Adele nem é capaz de cantar com acompanhamento musical de instrumentos infantis.


Adele protegida pelo estonteante Peter Van der Veen



O homem chama-se Peter Van Der Veen, é holandês e é mil vezes melhor vestido do que despido. Já foi antes bodyguard da Lady Gaga.



Como CV, isto estava a parecer-me curto e, portanto, lá fui em busca do seu rasto. Preguiçosa como sou, ou o que quero está na primeira página de selecção da google ou desisto. Acresce que, como não tenho conta no twitter, no facebook ou no instagram, não consegui saber nada mais que se aproveitasse. Que já foi Mr. Europe daquilo de body builder e que todo ele é músculo - mas não era disso que eu estava à procura, que isso a mim diz-me pouco. Queria sabê-lo amante de Borges, a saber montes de poemas de cor, queria sabê-lo com formação de base em matemática ou em física, queria sabê-lo a participar em conferências sobre o buraco do ozono - coisas assim que fazem com que a minha consideração por um homem bonito suba ligeiramente. Mas não, não descobri nada disso. Vi-o foi todo descascado, todo músculo, armado em bom. Não gostei. Gosto de homens normais, com alguns defeitos para que a gente possa desfeiteá-los quando nos sentimos menos poderosas e com necessidade de nos vingarmos de alguém, ou seja, homens com corpinhos na base do dad bod.

Mas, se despido fica desinteressante, já vestido tem muito que se lhe diga. 


Na minha actividade profissional ou na minha vida social, não existem motivos que me levem a contratar um guarda-costas deste calibre pelo que vou ter que sonhar que me saia o euromilhões e que, portanto, para me defender de quem tente assaltar-me, eu precise de protecção extraordinária; ou sonhar os riscos que vou correr quando me transformar em empresária de sucesso numa área com que ando para aqui a congeminar. 

Mas, enquanto isso não acontece, quem anda a desfrutar da beldade e a causar uma inveja galáctica é a Adele. Por onde ela passa, lá vai a beldade atrás. Prefiro vê-lo de fato, todo giraço, mas também não sou esquisitinha: até de cãozinho ao colo ele fica bem.

De resto, a Adele merece. No outro dia, deu outra vez um show danado. Com o Jimmy Fallon and the Roots interpretou o seu êxito Hello tendo, como acompanhamento musical, instrumentos musicais infantis. 


A canção deixa de ser sentimental e torna-se uma animação, todos em ambiente de festa, balançando e fazendo coros, e ela, alinhando na brincadeira, com aquele seu vozeirão, a transformar também este momento num imediato hit que, apesar de ter sido divulgado apenas no dia 24 de Novembro, à hora a que escrevo, já vai com 13 951 080 visualizações no Youtube.


Jimmy Fallon, Adele & The Roots interpretam "Hello"
 (com instrumentos musicais infantis, de sala de aula)


 
..

Desejo-vos, meus Caros leitores, uma bela semana, a começar já por esta segunda-feira.
Sejam felizes, está bem?
A vida é curta - não dá para não aproveitarmos tudo o que ela tem de bom (mesmo que seja pouco)

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2 comentários:

lidiasantos almeida sousa disse...

ESTOU A BORRIFAR-ME PARA A ADELE.

A AMEAÇA PRESIDENCIAL
Nicolau Santos | Expresso Diário | 27.11.2015
António Costa disse que era tempo de sarar as feridas. Mas Cavaco Silva não quer. Insiste em deitar-lhes sal. O Presidente da República termina o seu segundo mandato de forma penosa.
Dez anos como primeiro-ministro e outros dez como o inquilino de Belém deveriam garantir a Cavaco Silva um lugar destacado na História de Portugal. Mas se são as últimas impressões que ficam, então o economista que um dia arrebatou a liderança do PSD e a seguir deitou abaixo o governo de coligação que o seu partido integrava porque queria chegar ao poder, vai deixar uma péssima imagem – de político vencido mas não convencido, rancoroso, ressabiado, vingativo, ameaçador, parcial, sem grandeza, obcecado pelo julgamento que dele fará a História.
A azia é tanta que lhe tolda inclusive as suas indiscutíveis capacidades de economista. E isso deveria levá-lo a constatar que, em primeiro lugar, o XXI Governo Constitucional vai ter em 2016, com grande probabilidade, uma conjuntura externa favorável: manutenção de juros a um nível muito baixo, euro desvalorizado em relação ao dólar, preço de petróleo a pouco mais de 60 dólares, assinalável crescimento da economia espanhola, para onde vão um quarto das exportações nacionais.
Junte-se a isto aquilo que Cavaco, apesar das suas enormes dúvidas, deveria reconhecer: o que o PS se propõe é continuar a cumprir a consolidação orçamental, embora a um ritmo mais lento que o da coligação. Isso dará margem ao Governo para repor salários e pensões, enquanto a aceleração do crescimento económico vai não só melhorar as receitas fiscais como o peso da dívida pública em percentagem do PIB. Além do mais, o que se dá com uma mão será compensado por medidas que estavam previstas no programa do PS mas que já não serão aplicadas. Finalmente, o Presidente sabe seguramente que há um novo ar que se respira na Europa e que vai no sentido de uma interpretação mais flexível do Tratado Orçamental, com a possibilidade de algumas despesas deixarem de contar para o défice.
Há riscos? Claro que há. Estar vivo é um risco que só pode acabar mal. Mas esperar que aconteça um cataclismo nos próximos dois meses, tempo que o Presidente ainda terá no cargo, que lhe possibilite encontrar razões para demitir o primeiro-ministro e deixar o país com um governo de funções, só é possível a quem tem o pensamento completamente obnubilado pelo ódio e pela raiva à solução governativa que deu origem ao XXI Governo Constitucional – e que seguramente não foi uma surpresa para Cavaco Silva, ele que disse várias vezes que tinha previsto todos os cenários.
A partir do final de janeiro, Cavaco deixa Belém e encerra a sua longuíssima carreira política, ele que sempre tentou demonstrar que não era um político como os outros. Pois bem: vai-se embora, já vai demasiado tarde e não vai deixar saudades. Adeus.
Foto de Telmo Vaz Pereira.
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Comments
Maria Dias
Maria Dias A inutilidade deste presidente que tarda em deixar o lugar, até lá irá dificultar por todos os meios o novo programa do PS. Ressabiado, vingativo, ameaçador, parcial

Anónimo disse...

Esta Adele desde que decidiu emagrecer, um pouco, ficou francamente mais bonita! E depois tem uma voz excepcional.
P.Rufino