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terça-feira, novembro 03, 2015

O ministro da Administração Interna saíu com cara de Calvão da Silva e a Rainha Isabel saíu com cara de Tom Hanks - ou isto é obra da fúria demoníaca da natureza ou é Deus que nem sempre é amigo. Alguma das duas é.


Alguma coisa não anda a correr nada bem com alguns artistas. Não sei se é coisinha má que se lhes anda a dar, se é aselhice da grossa, se é a fúria divina ou se é obra do capeta. Senão vejamos:

1. Nova escultura da rainha Isabel II "parece o Tom Hanks"



O artista chinês Chen Dapeng criou um busto da rainha de Inglaterra, Isabel II, que é a maior peça de porcelana chinesa que alguma vez foi feita. 



No entanto, o busto atraiu atenção por outra razão: não se parece muito com a rainha e o crítico de arte do jornal britânico The Telegraph chegou mesmo a dizer que é mais parecido com o ator Tom Hanks. (...)

O porta-voz do artista disse ao jornal The Independent que o busto não se parecia com o ator. "O Tom Hanks usa uma coroa dourada? Vá lá!", terá dito, citado pelo jornal britânico.

É muito difícil criar grandes peças de porcelana chinesa, visto que esta tem 12 ingredientes, enquanto a porcelana normal costuma ter apenas dois ou três. Os bustos "estavam sempre a sair do forno rachados", disse ao Telegraph o organizador da exposição, Paul Harris. "Pensámos que tínhamos conseguido com o 12.º mas afinal também tinha uma pequena racha. A fábrica insistiu em tentar novamente e este é o 13.º produto final". 

Paul Harris acrescentou que deu a Chen Dapeng uma lata de bolachas na qual o rosto da rainha estava em relevo para o ajudar a criar o busto.


2. Calvão da Silva lamenta “fúria demoníaca da Natureza”: “Deus nem sempre é amigo”


“A fúria da natureza não foi nossa amiga. Deus nem sempre é amigo, também acha que de vez em quando nos dá uns períodos de provação. (...) Em Albufeira a força da natureza na fúria demoníaca, (...)

Confrontado com o facto de muitos dos comerciantes atingidos pelos estragos não terem seguro, o governante disse que esta é uma forma de aprender, em primeiro lugar, "que é bom reservar sempre um bocadinho para no futuro ter seguro".

Mau tempo no Algarve? "Deus nem sempre é amigo", diz ministro


Calvão da Silva diz que falta de seguro em Albufeira “é uma lição de vida” e que homem que morreu em Boliqueime “entregou-se a Deus”. (...) Era um homem que já tinha vindo do estrangeiro, tinha 80 anos, fica a sua mulher Fátima. Ele, que era um homem de apelido Viana, entregou-se a Deus e Deus com certeza que lhe reserva um lugar adequado.”

O ministro da Administração Interna, João Calvão da Silva, esteve nesta segunda-feira em Albufeira e defendeu que o temporal que causou avultados prejuízos “é uma lição de vida”, especialmente para quem não tem seguro.

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Resumindo e concluindo: isto não anda a correr nada bem para os artistas de meia tigela. O chinês fez uma escultura de louça que saíu como saíu e o Láparo escolheu uma criatura que à primeira cavadela desenterrou minhocas que nunca mais acabam (nem se percebe que coisa saíu a Passos Coelho em vez de um ministro: ou lhe saíu um pastor evangélico do reino da santinha ou um actor fugido dos Monty Phyton).

Recomendação da UJM
(sempre disposta a dar uma mãozinha aos desvalidos mentais)

Para a próxima:
  • o chinês, em vez de fazer o busto da rainha, devia limitar-se a fazer uma caixa de bolachas e 
  • o Láparo, em vez de pôr um Calvão da Silva a fazer de Ministro da Administração Interna, fazia melhor em arranjar um humanóide e mandá-lo, de bota alta, para o cenário de cheias que, assim como assim, protagonizaria menos cenas hilárias*.

"Sayonara" ("Adeus", em japonês) relata a relação entre Leona, uma robô humanoide, e Tania, uma mulher que ficou gravemente doente depois de ter sido afetada pelas radiações resultantes de um acidente nuclear não especificado.(...)

O robô protagonista é capaz de falar e de reproduzir expressões humanas no seu rosto, mas não consegue andar, pelo que aparece no filme numa cadeira de rodas.
O seu corpo está construído com um esqueleto metálico articulado e coberto por borracha e silicone de aspeto selhante à pele e durante a rodagem foi operado por controlo remoto.(...)



* Estou a levar na ligeireza o que se passou em Albufeira porque o clima deste post puxa ao disparate mas, claro, lamento a morte de uma pessoa e os prejuízos brutais. Não sei bem o que se passou mas imagino que impermeabilizar terrenos de qualquer maneira ou construir em cima de leitos de água estejam na origem da enxurrada brutal que devastou ruas e casas.
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E os meus leitores que me enviam 'coisas' por mail sigam, por favor, para o post já abaixo pois tenho uma explicação que gostava que lessem.
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A todos: convido-vos a visitarem-me no meu outro blog, o Ginjal e Lisboa, onde hoje vou pela mão de António Ramos Rosa e na companhia de Renée Flemming que canta Fauré.

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