Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, novembro 15, 2015

Em todas as páginas em branco, pedra, sangue, papel ou cinza, escrevo o teu nome. Renasci para conhecer-te, para dizer o teu nome: Liberdade




Nos meus cadernos da escola
Na minha carteira nas árvores
Sobre a areia e sobre a neve
Escrevo o teu nome

Em todas as páginas lidas
Em todas as páginas em branco
Pedra sangue papel ou cinza
Escrevo o teu nome

Na selva e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
Na memória da minha infância
Escrevo o teu nome

Em cada raio da aurora
Sobre o mar e sobre os barcos
Na montanha enlouquecida
Escrevo o teu nome

Na saúde recuperada
No perigo desaparecido
Na esperança sem lembranças
Escrevo o teu nome

E pelo poder de uma palavra
a minha vida recomeça
Eu renasci para conhecer-te
Para dizer o teu nome

Liberdade



Excerto do poema Liberdade, Paul Éluard (traduzido Jorge de Sena;aqui lido por Gérard Philippe)

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