Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, outubro 07, 2015

O discurso do Cavaco? Ora abóbora.


Não gosto de sair tarde, não gosto de passar os dias inteiros enfiada na empresa, de manhã à noite, detesto não poder fazer a minha caminhada pela beira do rio. Mas as coisas são o que são e faço minhas as minhas palavras quando, aos que se queixam de muito trabalho, digo, feita sonsa, que mais vale muito trabalho do que nenhum trabalho. É verdade mas é uma parvoíce pôr as coisas assim, em confronto. Enfim.

Adiante que não consigo, sequer, falar de coisas sérias. O facto é que chego a esta hora com uma leve dor de cabeça, a pensar no que me espera amanhã, sabendo que vai ser a mesma coisa - e a lamentar já não estar com cabeça para grandes aventuras aqui junto de vós, meus Caros.

Bem. Já chega de queixinhas.


Vinha eu no carro quando ouvi o mister. Não fala tão mal como o outro nem anda de cabelo pintado, nuançado e alvoreado mas são, ambos, personagens que exercem sobre mim o mesmo sentimento de rejeição. De rejeição e de incredulidade - penso sempre o mesmo: como é possível...?!
Se ele lesse isto, amigo que é de dinheiro como macaco por banana, era capaz de dizer que tomara ele ganhar os milhões que ganha o outro.
Mas, enfim, não é de miudezas dessas que vou falar.

Dizia ele, lá na sua, que se alguém pensa que vai ele formar governo está muito enganado: é o vais! Acho que, no fundo, foi só isso que retive. Isso e, ó surpresa, que tinha convidado o Láparo para continuar a escaqueirar o país. Bem, acho que não foi bem isso que ele disse: acho que disse que pediu ao outro para arranjar uma cena qualquer com que ele não tivesse com que se ralar até ir com a sua Maria para onde ninguém lhe moa a paciência. Basicamente, acho que foi isto.

Depois, chegada a casa, ouvi uns quantos comentadores, desses que já se confundem com a mobília, a falar de compromissos, a falar do que os assessores do dito escreveram sobre como fazem na Suécia e nesses países onde a gente é alta, loura e feliz e, também, a contar-nos o que eles fizeram quando eram ainda mais pequeninos e faziam parte de governos. Como se alguém quisesse saber disso para alguma coisa.

Por acaso, por acaso, agora o marroquino cá de casa (qual sueco, qual carapuça!), ao fazer zapping, foi parar à RTP 3 e está o Peres Metelo a conversar com o Borges de Macedo, o Teixeira dos Santos e o Ricardo Paes Mamede e estou a gostar. Interessante. Gente sabedora, que se sabe fazer entender.

Eu, se estivesse de cabecinha fresca, ainda tecia para aqui umas considerações a propósito deste nosso triste país de mansinhos do qual até o brincalhão do Schäuble se sente no direito de gozar à porco, dizendo que gostamos de austeridade e que vá mas é de reforçar a dose, e ao qual (país) os funcionários administrativos de Bruxelas exigem que se apresente (lá) um Orçamento e que o governo (o que está de saída, presumo) cagüe* para os representantes do povo e para essas mariquices constitucionais de votar os orçamentos no parlamento.
*Notem que coloquei um trema no u para que o u seja lido e a palavra soe a palavra fina.
Tirando isso, parece que as mariazinhas e os coisinhos do regime andam todos num frisson a ver se são convidados para o governo, e só se ouve que sai este, entra aquele, e aqueloutra vai para ali e a outra azarinho, vai bater perna para outro lado. Pois também não quero saber disso para nada.

Eu, cá para mim, espuma dos dias e cagarrices à parte, acho que, se foi isto que os portugueses quiseram - e uma vez que as 3 esquerdas não atinam (e muito menos se entendem) -, mais vale que se deixe que os PàFs continuem a fazer o que lhes der na bolha, à solta, sem ajudas de ninguém. E, quando a poeira tiver assentado e se vir que os portugueses finalmente estão a perceber as ficções mal albardadas e as cavalices em que o láparo e o vice-irrevogável são useiros e vezeiros, pois, então, quando fizerem asneira da grossa ou estejam preparados para o fazer, que se lhes puxe o tapete. Até lá, não há condições objectivas para formar um governo alternativo ao dos PaFs. Não somos a Suécia, caraças, é o que é. 

Portugal, Terra Maravilhosa


Até podia passar a toda a hora este hino dos Irmãos Catita, para interiorizarmos que somos mesmo uma terra do melhor que há. 

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E, por agora, é isto.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Sobre esta questão, faço minhas as palavras do comentário, ou melhor do Post, excelente, do Blogue Politeia a este propósito. Cavaco, essa inqualificável criatura, violou, grosseiramente, a Constituição, com este seu miserável procedimente. O que é ali dito, no Politeia, especifica bem esta lamentável, mas intencional, atitude deste PR (de pacotilha).
P.Rufino