Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, junho 12, 2015

Não são só as mulheres cientistas que se riem muito, choram, distraem os colegas e se apaixonam por eles. As mulheres que trabalham em empresas são outra perdição: desestabilizam tudo à sua volta e o resultado é o que se esperaria: os homens caem a seus pés que nem tordos. As cientistas já estão a mostrar como é (#distractinglysexy) e eu daqui lanço as bases para igual reacção por parte de executivas, administrativas, recepcionistas e outras desestabilizadoras. [E uma boa notícia para Ferreira Fernandes: parece que afinal a Marge e o Homer não vão divorciar-se!]


Este é o terceiro post da noite. Por simpatia para convosco, meus Caros Leitores, o spoiler alert que se impõe:

Abaixo deste tenho uma suposta transcrição de um telefonema entre Cavaco Silva e Nuno Crato e, de bónus, o anúncio ao anti-vírus Aníbal. Mais abaixo ainda, tenho um conselho para Passos Coelho, a bem da sua boa comunicação com o eleitorado. Ambos os posts tiveram por base material que recebi por mail ao qual juntei o habitual tempero a la UJM.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é séria: mete machismo, ciência e palermice, um cocktail que não dá saúde nenhuma. Este é de minha lavra e tem por base uma notícia que tem dado que falar.

Transcrevo excertos do DN e recomendo que vão até lá para o lerem na íntegra:


O Nobel Tim Hunt já abandonou a sua posição na University Colegge London (UCL), mas as suas declarações sobre as mulheres cientistas continuam a agitar os laboratórios e originaram uma campanha nas redes sociais.


Relembro qual a opinião da sumidade:
As mulheres que fazem carreira na ciência deveriam trabalhar em laboratórios apenas com outras mulheres, porque distraem os homens do seu trabalho, apaixonam-se pelos colegas e choram quando são criticadas. Esta é a visão de Tim Hunt, bioquímico britânico que foi distinguido em 2001 com o Prémio Nobel da Medicina por ter descoberto as moléculas de proteína que controlam a divisão celular.
Agora mulheres cientistas de todo o lado estão a reagir:

Com a hashtag #distractinglysexy, que joga com a ideia de que a sensualidade distrai os colegas, centenas de mulheres estão a partilhar imagens, brincando com a ideia de que as cientistas distraem os homens do seu trabalho, apaixonam-se pelos colegas e choram quando são criticadas.


E eu, ao ler isto, dou graças a todos os santinhos por nenhum Krugman ou Stiglitz desta vida se terem saído com parvoíce de igual calibre a propósito de mulheres nas empresas. Não é que eu não conheça alguns papuços que, coitados, acham que mulheres nas empresas é uma chatice: zangam-se umas com as outras, distraem os homens, têm filhos, vão ao médico com eles -- só, só contraindicações. Mas, enfim, exprimem essas opiniões à boca pequena, não em discursos como o desbocado Tim Hunt.

Seja como for, como prova da minha total solidariedade para com as mulheres cientistas, aqui junto umas imagens de outras mulheres trabalhadoras para fazerem pendant com as das cientistas. 


A gente bem quer ir discreta, escolhe um vestido liso, quase fechado e tudo... mas que há-de a gente fazer se a natureza não ajuda?


A gente até vai encasacada e tudo que é para não distrair os senhoritos de fatinho e gravata... mas que é que a gente há-de fazer se está calor e a gente tem que se pôr mais à fresca?


A gente bem quer armar-se sempre em forte mas que há-de a gente fazer se a gente morre de pena dos tontinhos dos homens que nos cercam, todos cheios de nove horas e teorias de cão de caça...? A gente chora, pois claro.


A gente bem tenta disfarçar, fazer de conta que não acha grande parte dos colegas uns bota de elásticos, uns machões de meia tigela... mas a gente, às tantas, não aguenta e desata-se a rir, ah pois desata...


Eles ficam caídinhos por nós, ah pois ficam, a gente nem tem que fazer nada por isso,... mas a gente resiste, a gente mostra que não quer, que quer é trabalhar, mas eles, tadinhos, não resistem à gente... que há-de a gente fazer...?

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Já agora, não a propósito disto mas do DN: Ferreira Fernandes estava aborrecido, constava que a Marge e o Homer se iam divorciar. Escreveu ele:


Venho hoje aqui, já perceberam, para falar do anunciado divórcio de Homer e Marge Simpson. Está previsto para setembro, disse um produtor do programa - e falo disso porque me dói. Posso dizer que os conheço há um quarto de século, ao casal e às suas manias, e às adoráveis e irritantes criancinhas. Conhecer, de conhecer, mesmo, como não conheço amigo nenhum. Por exemplo, uma noite vi Homer contar, estávamos na sala e sentados no sofá, o seu primeiro beijo. O beijo aconteceu num acampamento de verão, e ele estava, claro, num grupo de maus alunos. A rapariga vinha de um grupo de meninas bem, acampava ao lado e foi também o primeiro beijo dela. Beijaram-se inocentemente e pareceu ouvir-se So Happy Together... Foi então, quando isto se contava, que Homer e Marge descobriram que o primeiro beijo que cada um dera fora o mesmo. Sempre esperei, apesar dos defeitos de Homer, ver os Simpsons casal eterno.

Pois bem, uma boa notícia para Ferreira Fernandes: parece que foi um falso alarme. O filho Bart, um dos meus ídolos, já se encarregou de desmentir:



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Permitam que relembre que por aí abaixo há mais dois posts no mesmo comprimento de onda.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira. 
Be happy!

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