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quarta-feira, junho 17, 2015

Desta ainda a nossa Joana Vasconcelos ainda não se lembrou: obras de arte com bananas. Dá-me ideia é que são obras de arte efémeras porque devem esmorecer muito quando estão murchas.


E ainda me dizem que sou criativa. Qual quê? Criativa, o escambau! Quando vejo as obras de arte da nossa Joana que faz bules onde cabem láparos e isto cabendo ela lá também lá dentro, ou instalações que são tábuas umas em cima de outras, ou outras coisas que não lembram ao careca fico a pensar: como é que eu ainda não me tinha lembrado desta...? 

Pois bem. Hoje nova frustração. Obras de arte tendo como matéria prima a casca da banana e isto com a própria banana lá dentro: belas escavações e pinturas na casca, uma coisa mesmo transcendente. 

Não sei bem é onde é que se põem aquelas obras de arte: suspensas do tecto? em cima de um móvel? Não sei. Preocupa-me é que eu, distraída como sou, haveria de me esquecer e, quando desse com elas, haveriam de estar murchas, infelizes, moles. E lá se teria ido a obra de arte. Digo isto como se, não sendo eu uma cabeça no ar, fosse possível manter as bananas em boa forma durante muito tempo -- quando acho que não.

Bem, não interessa, isto já sou eu a prender-me com coisas prosaicas. Alguém com veia lírica, capaz até de imaginar a banana a declamar poesia e eu aqui a pensar como se conseguiria preservar a banana na sua forma original. A Joana, então, capaz de fazer um candelabro artístico, todo ele feito de cachos e cachos de bananas escavacadas e coloridas, estejam elas na sua forma poderosa ou murcha.

Mas vejam, por favor, se não é uma belezura. Mostro apenas três exemplares mas é tudo muito bonito.


Esta, se feita pela nossa Joana, até aposto que a D. Maria Cavaca, sua devota, a encomendaria logo para engalanar o salão nobre do Palácio de Belém: afinal tem as cores de Portugal e, toda corações ao alto, aponta no sentido do futuro.
Até poderia ter sido usada como decoração no púlpito onde o seu Aníbal falou, Aníbal esse que, entre outros, condecorou o costureiro que faz as toilettes dela, D. Cavaca, (refiro-me a Carlos Gil, agora Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique). Tudo a condizer, portanto.


Esta é a versão romântica da banana, toda ela em pink e rendilhado em folhinhas, Acho que ficaria muito bem como header nuns blogs muito dados às coisas do coração


Esta é a versão desconsolada da coisa.
Mas os optimistas talvez vejam nela um daqueles para-quedas ou parapente ou lá o que é


E terminemos com um pequeno apontamento musical que, nestas coisas, a música a preceito abrilhanta sempre os momentos artísticos.


Que entre, pois, a Chiquita Banana.


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O inspirado artista que faz as obras de arte em bananas chama-se Dan Cretu e dei com ele no Bored Panda (onde mais?).

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