Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, novembro 12, 2014

Desta vez é Paula Teixeira da Cruz na capa do The New Yorker - ela é o novo elefante na sala da política cá na piolheira


Todas as semanas há um novo membro do desGoverno a fazer-se de elefante. 

  • A semana passada foi Pires de Lima - sobre quem as opiniões se dividem (será que estava etilizado? será que soltou a bicha maluca que tem dentro dele? será que mostrou que é parvo todos os dias? what...?). 

  • Antes tinha sido o Crato a atirar tempos verbais para os olhos dos deputados e isto depois de ter deixado as escolas, os professores, os alunos e os respectivos pais com os nervos em franja e os cabelos em pé. 
  • E não nos esqueçamos do Machete, semana sim, semana sim, a pôr a boca no trombone a a divulgar o que as secretas andam a vigiar na moita, deixando os colegas a bufar pelos cantos e a cochichar alternativas possíveis para o irem encaminhando (uma residência para idosos? um lar para taralhoucos?). 
  • E a Albuquerca, a verdadeira chefa da banda, a mestre-escola do pau oco, a narizinho enrugado de coelhinho, a pinóquia? Entre swaps e outras tintas trocadas, lá vai levando a água choca ao moinho mas volta e meia fazendo os colegas do gang rangerem os dentes, dizendo entre eles: ou bem que se range os dentes, ou bem que, se ela quer jogos baixos, se lhe desata à canelada.
  • O próprio Láparo, com a  cena da ONG e da Tecnoforma, já se tinha armado em big elefante, levando a que o padrinho lhe tivesse puxado as orelhas em público e que o cão com pulgas começasse logo a manobrar na sombra para arranjar um novo grande líder. E isto já para não falar nas intervenções que faz sempre que lhe põem um microfone à frente, uma conversa enrolada em que nada bate com nada, nem o tema em si, nem a gramática. O vice até deve ficar com os pêlos do peito arrepiados cada vez que ouve o chefe a calinar.
  • E o Maçães, esse pequeno galaroz, esse prodígio da natureza, que gosta de se armar no talibã dos liberais e deixa os outros a olharem para o tecto a fingir que não o conhecem...? 
  • E as saudades que eu tenho do Lombinha dos Briefings, esse fofo, que dava cabo de todos os que se sentavam ao lado dele naquelas saudosas sessões de tomba-ministros e secretários de Estado...? 
  • E sei lá quem mais. Tantos casos, tantos, que a gente lhes perde as contas. 
  • E não incluo aqui o Vice-Irrevogável porque senão roubava o brilho aos outros que esse não é um elefante, esse é uma manada deles, cada qual engalanado de sua personagem, todas aperaltadas e de voz colocada como se fossem actuar no D. Maria II, um verdadeiro coro de vozes: 
Por esta linha vermelha eu não passarei...! 
E eu também não, e irrevogavelmente, perante vós, o declaro!
E essa inferior mulher ao meu lado...? Jamais...! 
E, se dou o dito por não dito, é por uma e duas e três razões 
e todas vivem dentro de meus três corações!


Todos, à vez, bisando, trisando, ali andam a brincar aos elefantes.

Ora tanto forrobodó tinha que dar nas vistas. A coisa tem vindo a ser falada, claro. Um pouco por todo o mundo, como não podia deixar de ser. Há coisas que a gente sabe fazer à grande, então não há?
Veja-se o caso da legionella, o bem posicionados que vamos no ranking mundial. 
Pôr a legislação desleixada, não obrigando a controlar as coisas como deve ser, nomeadamente a qualidade do ar, é no que dá.  E bem pode o Coelho vir agora limpar as mãos ao pêlo, que a culpa não é de quem altera as leis para as deixar permissivas mas, sim, de quem vai na conversa. Ora, ora. Conhecemos bem essa sua faceta de Pilatos.
Mas adiante. 

Nisto, então, de haver sempre um elefante na sala do governo não há pai para nós.

Ora bem. Já no outro dia o The New Yorker tinha feito capa com o Conselho de Ministros de 18 horas.


Agora é a capa do mesmo The New Yorker, na edição da próxima semana, que vai trazer 'O Elefante à Vez no Governo Português'


Desta vez o elefante é, claro, a lourésima Paula Teixeira da Cruz que toda a gente espera que se demita já que os bugs naquela cabeça são tantos que já lhe saem pela boca a torto e a direito. 


Depois de ter parido a sabotona contra os dois pobres informáticos que quer à viva força despromover a bodes, agora, como os da PGR a mandaram bugiar - que vá chatear outros, que nem indícios há - numa de maluqueira completa, não desiste de os perseguir e quer pôr-lhes processos disciplinares. 

Como também não vão dar em nada, ainda havemos de vê-la a atirar bichas de rabiar aos pobres coitados. 

Ou então, ainda atiça o Pires de Lima para cima deles num daqueles dias depois do almoço ou quando estiver com um daqueles surtos.

(A ver é se isso não acontece quando ele estiver à beira de alguma piscina senão ainda tem mais uma alucinação com a Catherine Deneuve e se atira com eles lá para dentro).

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Já agora, porque o tema de tão triste, vos deve ter posto com uma lagriminha no canto do olho, deixem que termine com uma coisa mais levezinha: uma sugestão de brincadeirinha, com um elefante dentro, para que os que nos desgovernam se possam entreter durante os conselhos de ministros. 

Em vez de tomarem mais decisões parvas, podiam antes jogar ao  Procurar o peixe

Todos à procura! Onde estará? 

Debaixo da mesa? Ainda dentro do armário? Dentro do soutien de uma das ministras? Dentro das cuecas de um dos ministros? Quiçá das do Poiares? 

Busca, busca... - podia ir incentivando à distância o rei das cagarras que riem. E eles todos à procura.

Peixe...! Peixe...! Onde estás tu, peixinho...?


Uma cena assim:



[Monty Python: Find the Fish]



Sendo que o elefante é, nitidamente, a Bug Peixeira da Cruz, será que aquela jeitosa de cabelo pink é o Pintas de Lima a fazer-se de Catherine Deneuve? Pergunto.

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Permitam que vos informe: no post abaixo há uma história com o humor enviado pelos Leitores. Desta vez temos uma história que deve fazer arrepiar os cavalheiros. Mas não há razão para isso, o post é apenas pedagógico e não apenas para cavalheiros. Mas, mesmo assim, para as madames não acharem que ficam a perder, escolhi um belo exemplar para ilustrar a prosa. Com 60 anos no ramo, como é que podia falhar?

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa quarta-feira!

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1 comentário:

Anónimo disse...

Fez bem a Ordem dos Advogados em acusar a criatura de invenção e manipulação de factos. Uma acção crime impunha-se. Era o que esta loira pintada mercecia.
P.Rufino