Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, novembro 29, 2014

Carlos Alexandre no Terço da Farinheira. O Super-Alex gosta mesmo da ribalta! Anunciou que também gosta de ir a Fátima e um dia destes lá teremos alguém a filmá-lo. Cá para mim, quando se reformar, ainda vai fazer presenças. Gosta de ser visto, o homem.


A coisa passa-se em Mação, a sua terra. Carlos Alexandre vai na procissão enquanto é filmado e depois o entrevistador interrompe-o e chama-o para uma entrevista à qual ele acede de bom gosto. Vê-se que gosta de verbalizar a sua opinião sobre a actualidade.


Estive a vê-lo até ao fim do vídeo. A forma de falar fez-me lembrar o Otelo o que não sei se é uma boa coisa num Super Juiz que tem tanto poder. 

Diz que se lembra bem da expressão 'quando o dinheiro fala, a verdade cala' e que ele nunca se deixou condicionar. Acho bem. 

Mas a sua opinião enquanto cidadão é uma coisa e outra, muito diferente, é usar a sua opinião como bitola de decisão nos processos sobre os quais tem que ajuizar. O pior é quando um juiz constrói uma narrativa do que é bem e mal para condicionar a sua decisão, e, em vez de ser um juiz imparcial que aplica secamente a lei, começa a querer pôr em prática o seu paradigma de moralidade, querendo ele próprio fazer aplicar a sua opinião do que é o bom caminho.

E a coisa torna-se tanto mais perversa quando, quase invariavelmente, nos casos mais mediáticos, as estações de televisão são avisadas antes dele chegar, quando o temos omnipresente, mediático, os media alimentados cirurgicamente com fugas de informação oriundas dos processos que estão nas mãos dele. Não sei se as fugas partem dele, se de outros (aliás seria grave demais se partissem directamente dele, acredito que não se exponha tão candidamente), o que sei - e sei eu e sabe o País inteiro - é que a sua figura é badalada até mais não. Aliás, isso é referido claramente no vídeo aqui abaixo e vê-se que é coisa que ele toma como elogio.

Pode ter um aspecto que se presta a que o digam rude. Contudo, os factos mostram-no com apetência para a política. A wikipedia diz que há quem chame a Carlos Alexandre o Gárzon português. Contudo, Gárzon foi impedido de exercer a magistratura em Espanha, acusado de várias coisas, incluindo de abuso de poder.



Vídeo de Carlos Alexandre na procissão




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