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domingo, maio 25, 2014

Primeiras impressões sobre os resultados das eleições europeias 2014 (ou melhor, sobre as sondagens já que pouco passa das 20h)


Tal como se esperava, os votos dispersaram-se e fugiram para os fora de sistema. 

Em Portugal, o vencedor terá sido o PS mas, se querem que vos diga, face à devastação que esta gente do PSD + CDS tem levado a cabo no País, só ficaria satisfeita se os da dita Aliança Malvada tivessem uma votação abaixo dos 20%, qualquer coisa como a corrida em osso que a França deu ao Hollande. Que depois disto tudo, Seguro pouco se distancie dos outros incompetentes só revela a fragilidade de Seguro. Aqui em casa não querem que eu veja isto assim. Querem que eu veja que o PSD e CDS foram eleitos nas legislativas com maioria e que agora devem levar uma tareia à volta dos 20%. Certo. Só que eu acho que devia ser muito mais.


Ganhador foi também o misterioso MPT que nunca deve ter pensado eleger um, quanto mais dois (se for aos 2). Que o Marinho Pinto, tonitruante e demagogo, tenha ganho um lugar ainda faz algum sentido já que arrasava com tudo quando era Bastonário da Ordem dos Advogados e, segundo me disseram, é comentador nas manhãs da TVI e é sabido que a televisão vende tudo. Agora, se elegem um segundo, começo a ficar mesmo perplexa: as pessoas vão perceber que votaram num partido de que não se sabe bem a quantas anda. Mas Marinho Pinto é um bocas, distribui bordoada à direita e à esquerda e as pessoas, saturadas como andam de Passos, Portas e Seguro, já votam em qualquer coisa.


Ao que parece, também um grande resultado para o PCP. Também me parece compreensível. Encarna a revolta face à tirania imposta pelo euro, ao garrote imposto pela troika, e, para além do mais, tem muita gente nova de qualidade.

A liderança bicéfala do BE parece ter sido fortemente penalizada e tenho alguma pena, tal como também tenho alguma pena pela não eleição de Rui Tavares. É gente um pouco vacilante face a actos concretos mas é gente que pensa bem, com boas intenções.

Não falo do CDS, esse partido que já mal existe e que, para esconder a miséria em que se transformou, foi a eleições debaixo da saia do PSD, esse partido que se porta como uma galdéria de perna aberta e, portanto, a dizer qualquer coisa seria para ainda os felicitar, a eles, CDS, e ao PSD, pois têm, de facto, muita sorte: só em Portugal, com tudo o que os portugueses têm sofrido às mãos daqueles incompetentes, é que os partidos de um governo como o desgoverno português poderiam ter um resultado como o que tiveram. Foi fraco? Talvez nem 30%? Claro que é uma votação fraca. Mas devia ter sido metade do que foi.

E por aí fora?


Em França parece que a direitista radical Marine Le Pen da FN passou para a frente, logo seguida da direita mais civilizada.

O Partido Socialista francês foi corrido para um vergonhoso terceiro lugar, uma votação miserável, um pontapé no cu do Hollande como não há memória.

Uma vergonha o que os líderes fracos fazem aos partidos (e aos países).

Esta situação em França é assustadora. Sendo a França um dos pilares da união europeia, como fica a UE com a França entregue à extrema direita, uma extrema direita que quer que a Europa se lixe, que quer o fim do euro, que é contra todos os ideais que estiveram na base do ideal europeu? Não faço ideia mas temo que tudo isto não esteja a caminhar no melhor sentido.


Na Grécia a revoada foi também significativa com a esquerda do Syrisa a passar para a frente mas com os nazis também lugar de relevo, salvo erro em 3º lugar.

A Merkel soma e segue. Não sei se foi à larga mas ganhou. Pudera. Defende a Alemanha com unhas e dentes e a população agradece-lhe.



Bom, agora vou arrumar umas coisas, acabar a sopa, pintar as unhas, passar as fotografias que fiz hoje para o computador, etc e tal, e logo volto mais logo.


1 comentário:

Bob Marley disse...

e o grande vencedor , nem uma palavra para ele (abstenção)